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Morar: centro de apoio às pessoas em situação de rua no Brás (TCC)

Autor: Grace Jordão Pasqualetti.

UNIP Anchieta.

Orientador: Prof. Marcelo Sbarra.

Membros da banca: Prof. Felipe Lima (convidado externo) e Prof. Rita de Cássia Pires (UNIP)

(Junho 2017)

 

pranchas banca final-01

Prancha 01

 

pranchas banca final-02

Prancha 02

 

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Prancha 03

 

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Prancha 04

 

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Prancha 05

 

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Prancha 06

 

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Prancha 07

 

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Prancha 08

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Rampas acessíveis (NBR 9050) – II

Como vimos no post anterior (link aqui), as rampas possuem uma série de recomendações a serem seguidas.

Utilizamos como exemplo um desnível de 80cm, que pode ser vencido em um único lance de rampa, de inclinação i = 8,33%, ocupando uma projeção horizontal (comprimento de rampa) igual a 9,60m.

A Norma estabelece alturas máximas a serem vencidas, em função da inclinação adotada.

Exemplo: Para vencer um desnível de 1,50m, utilizando uma rampa com inclinação de 8,33%, qual o comprimento necessário?

Aplicando a fórmula:

150

Sabemos então que o comprimento horizontal será de 18,00m – porém como sabemos que o desnível máximo que a rampa de i=8,33% pode vencer é de 80cm, podemos dividir a rampa em dois seguimentos de 9,00m, cada um vencendo a altura de 0,75m (metade da altura h=1,50m).

(Podemos ter várias soluções diferentes, adotando alturas diferentes a serem vencidas a cada lance ou mesmo a posição de cada lance)

Uma das soluções, adotando uma rampa totalmente reta (bastante utilizada em projetos de grandes espaços livres ou projetos em que o percurso seja algo a ser explorado, como Museus, por exemplo, seria:

RAMPA 150 1

Rampa reta vencendo desnível de 1,50m, com dois lances de h=0,75m e comprimento igual a 9,00m, cada

RAMPA 150 1-1

Trecho inicial do Corte A, mostrando as duas alturas do corrimão e o guarda-corpo. Notar a guia de balizamento, que funciona como uma pequena mureta. O guarda-corpo avança 30cm do início da suvida da rampa

RAMPA 150 1-2

Trecho do Corte A, passando pelo Patamar Intermediário, a 75cm de altura do início da rampa

RAMPA 150 1-3

Trecho final do Corte A, chegando no nível 1,50m acima do início da rampa.

 

RAMPA 150 1-4

No Corte B conseguimos ver a altura da guia de balizamento em corte (neste exemplo, usamos uma fiada de alvenaria) e o guarda-corpo apoiado sobre esta guia. Os corrimãos, por sua vez, estão fixados na estrutura do guarda-corpo, com as duas alturas exigidas (70 e 92 cm)

RAMPA 150 1-5

Podemos ver, em planta, o início da rampa com o piso tátil e corrimão, afastado 30cm do início da subida da rampa. Sempre inicamos o sentido de SUBIDA das rampas

RAMPA 150 1-6

Sempre é necessário indicar a inclinação da rampa (neste caso, i = 8,33%) assim como o comprimento horizontal que ela percorre (neste caso, 9,00m)

 

RAMPA 150 1-7

Trecho planta mostrando o Patamar Intermediário, a 75cm de altura do início da rampa. Seu comprimento é igual a largura (1,50m)

RAMPA 150 1-8

Podemos ver, em planta, a chegada na rampa, 1,50m acima do nível em que ela começou. A largura livre mínima recomendada é de 1,50m – que corresponde ao giro de 360º de uma cadeira de rodas.

Uma outra solução – bstante utilizada quando o espaço em planta precisa ser mais otimizado – é a rampa em U.

 

RAMPA 150 2-1

Rampa em U, vencendo desnível de 1,50m, com dois lances de h=0,75m e comprimento igual a 9,00m, cada

 

 

RAMPA 150 2-2

Trecho inicial do Corte A, mostrando as duas alturas do corrimão e o guarda-corpo. Notar a guia de balizamento, que funciona como uma pequena mureta. O guarda-corpo avança 30cm do início da suvida da rampa – este trecho é igual ao primeiro exemplo

 

 

RAMPA 150 2-3

Trecho do Corte A, passando pelo Patamar Intermediário, a 75cm de altura do início da rampa – note que este trecho do corte é bastante diferente do exemplo 1

 

 

RAMPA 150 2-4

No Corte B conseguimos ver a altura da guia de balizamento em corte (neste exemplo, usamos uma fiada de alvenaria) e o guarda-corpo apoiado sobre esta guia. Os corrimãos, por sua vez, estão fixados na estrutura do guarda-corpo, com as duas alturas exigidas (70 e 92 cm). No Corte B conseguimos ver que no patamar a largura da rampa é o dobro do primeiro exemplo

 

 

RAMPA 150 2-5

Podemos ver, em planta, o início da rampa com o piso tátil e corrimão, afastado 30cm do início da subida da rampa. Sempre inicamos o sentido de SUBIDA das rampas. Vemos também a mureta que ocorre no nível + 1,50m, de modo que o usuário esteja protegido de queda na chegada no nível +1,50m

 

 

RAMPA 150 2-6

Sempre é necessário indicar a inclinação da rampa (neste caso, i = 8,33%) assim como o comprimento horizontal que ela percorre (neste caso, 9,00m) – como no primeiro exemplo

 

 

RAMPA 150 2-7

Trecho planta mostrando o Patamar Intermediário, a 75cm de altura do início da rampa. Seu comprimento é igual ao dobro da largura da rampa 

 

 

RAMPA 150 2-8

Podemos ver, em planta, a chegada na rampa, 1,50m acima do nível em que ela começou. A largura livre mínima recomendada é de 1,50m – que corresponde ao giro de 360º de uma cadeira de rodas. Notar a mureta de proteção.

 

Para a determinação da largura da rampa, devem ser atendidas as regras aplicadas ao cálculo de população e fluxo de pessoas (ver NBR 9077 e IT-11), sendo a largura livre mínima recomendável de 1,50m, sendo o mínimo admissível de 1,20m. 

Os corrimãos devem ser considerados em cada lado da rampa e deve ter duas alturas (70 e 92cm). No caso de não haver paredes laterais, as rampas devem ter guarda-corpos e guias de balizamento (altura mínima de 5cm, não interferindo na largura mínima da rampa), além dos corrimãos. Quando a rampa tiver mais de 2,40m de largura é necessário pelo menos um corrimão intermediário, garantindo uma faixa de circulação com largura mínima de 1,20m. Para maiores informações sobre corrimãos e guarda-corpos, consultar a íntegra da Norma.

Os patamares no início e término das rampas devem ter dimensão longitudinal mínima de 1,20m. Entre os seguimentos de rampas devem haver patamares intermediários com dimensão longitudinal mínima de 1,20m. Quando houver mudança de direção, os patamares devem ter dimensões iguais a largura da rampa.

Observação importante: estas informações são direcionadas a projetos acadêmicos – para projetos “da vida real” é indispensável a contratação de um Arquiteto para a verificação das necessidades de seu projeto e adequações a legislação de sua municipalidade.

Rampas acessíveis (NBR 9050)

Uma das questões mais importantes – e complexas – da aplicação da Norma de Acessibilidade (NBR 9050) são as rampas para acesso de pedestres. Não só os cadeirantes a utilizam – pessoas idosas, com dificuldade de locomoção, mães com carrinhos de crianças e uma série de outras situações fazem o acesso somente por escadas ser inapropriado.

Em se tratando de grandes desníveis a serem vencidos – por exemplo, a circulação vertical de um edifício – considera-se que os elevadores são acessíveis e, portanto, atendem a NBR 9050.

No entanto, é bastante comum existirem desníveis entre o nível de acesso da edificação e o hall de elevadores, por exemplo. A regra é simples: onde existir desnível/escada deverá ser prevista rampa.

A Norma define rampa como qualquer superfície com inclinação igual ou superior a 5%. A inclinação de uma rampa é dada pela fórmula:

inclinaçãoonde

i = inclinação da rampa (em percentagem)

h = altura do desnível

c = comprimento da rampa (projeção horizontal)

Em geral, já sabemos a inclinação a adotar e o desnível a vencer, então podemos calcular o comprimento horizontal da rampa pela fórmula:

comprimentoExemplo: Para vencer um desnível de 80cm (0.80m), utilizando uma rampa com inclinação de 8,33%, qual o comprimento necessário?

960Resposta: São necessários 9,60m.

rampa desnivel80

Rampa acessível, com elementos exigidos pela NBR 9050

trecho corte a

Trecho do Corte A, mostrando as alturas do corrimão (70 e 92cm) e o guarda-corpo. Notar a guia de balizamento, que funciona como uma espécie de pequena mureta. O guarda-corpo avança 30cm do início da subida da rampa.

trecho corte a2

Trecho do Corte A, mostrando as alturas do corrimão (70 e 92cm) e o guarda-corpo. Notar a guia de balizamento, que funciona como uma espécie de pequena mureta. O guarda-corpo avança 30cm da chegada da rampa.

corteb

No Corte B conseguimos ver a altura da guia de balizamento em corte (neste exemplo, usamos uma fiada de alvenaria) e o guarda-corpo apoiado sobre esta guia. Os corrimãos, por sua vez, estão fixados na estrutura do guarda-corpo, com as duas alturas exigidas (70 e 92 cm)

 

planta trecho

Podemos ver, em planta, o início da rampa com o piso tátil e corrimão, afastado 30cm do início da subida da rampa. Sempre inicamos o sentido de SUBIDA das rampas

planta trecho2

Sempre é necessário indicar a inclinação da rampa (neste caso, i = 8,33%) assim como o comprimento horizontal que ela percorre (neste caso, 9,60m)

planta trecho3

Podemos ver, em planta, a chegada na rampa, 80cm acima do nível em que ela começou. A largura livre mínima recomendada é de 1,50m – que corresponde ao giro de 360º de uma cadeira de rodas.

 

A Norma estabelece limites de altura máximos a serem vencidos por cada seguimento de rampa, em função de sua inclinação.

rampas

Exemplo: Para vencer um desnível de 1,50m, utilizando uma rampa com inclinação de 8,33%, qual o comprimento necessário?

Aplicando a fórmula:

150

Sabemos então que o comprimento horizontal será de 18,00m – porém como sabemos que o desnível máximo que a rampa de i=8,33% pode vencer é de 80cm, podemos dividir a rampa em dois seguimentos de 9,00m, cada um vencendo a altura de 0,75m (metade da altura h=1,50m).

Em projetos da “vida real” costuma-se sempre utilizar a inclinação máxima de 8,33% de forma a otimizar o espaço ocupado pela rampa. No caso de reformas, quando não for possível adotar as inclinações acima, a Norma admite rampas com inclinação máxima de 12,5%, com restrições de alturas a serem vencidas e número máximo de segmentos. Rampas em curva também costuma ser evitadas, pois além de ocuparem espaços maiores possuem exigências quanto a inclinação transversal.

Excepcionalmente, para o caso de auditórios, a Norma admite que as rampas que atendam a circulação da platéia possam ter inclinação máxima de 12%. É exigido que uma rota acessível interligue os espaços da platéia, ao palco e bastidores. O desnível entre o palco e a platéia deve ser vencido por rampa com largura mínima de 90cm e inclinação máxima de 16,66% (para desnível de até 60cm) ou 10% (para desníveis maiores que 60cm) e devem possuir guia de balizamento, não sendo necessário guarda-corpo e corrimão. A rampa – ou equipamento eletromecânico que a substitua – deve se situar em local de acesso imediato, porém discreto e fora do alcance visual da platéia.

Para a determinação da largura da rampa, devem ser atendidas as regras aplicadas ao cálculo de população e fluxo de pessoas (ver NBR 9077 e IT-11), sendo a largura livre mínima recomendável de 1,50m, sendo o mínimo admissível de 1,20m. 

Os corrimãos devem ser considerados em cada lado da rampa e deve ter duas alturas (70 e 92cm). No caso de não haver paredes laterais, as rampas devem ter guarda-corpos e guias de balizamento (altura mínima de 5cm, não interferindo na largura mínima da rampa), além dos corrimãos. Quando a rampa tiver mais de 2,40m de largura é necessário pelo menos um corrimão intermediário, garantindo uma faixa de circulação com largura mínima de 1,20m. Para maiores informações sobre corrimãos e guarda-corpos, consultar a íntegra da Norma.

Os patamares no início e término das rampas devem ter dimensão longitudinal mínima de 1,20m. Entre os seguimentos de rampas devem haver patamares intermediários com dimensão longitudinal mínima de 1,20m. Quando houver mudança de direção, os patamares devem ter dimensões iguais a largura da rampa.

Observação importante: estas informações são direcionadas a projetos acadêmicos – para projetos “da vida real” é indispensável a contratação de um Arquiteto para a verificação das necessidades de seu projeto e adequações a legislação de sua municipalidade.

Configurando os Layers do desenho (Parte I) – Entendendo as camadas representadas no desenho

Em posts anteriores já abordamos a importância da correta configuração de tamanhos de letras, cotas, simbologias, peso gráfico no desenho do Projeto de Arquitetura. Já destacamos que quem rege toda essa padronização é a NBR 6492 – Representação de projetos de arquitetura.

Esta NBR está em revisão há cerca de 2 anos pois quando foi elaborada considerava – em sua totalidade – o desenho feito a mão livre ou a instrumentos – seja ele a grafite, caneta nanquim – nas tradicionais mesas de desenho com réguas paralelas, esquadros, etc.

Este tipo de desenho NÃO pode morrer! As atuais gerações e as próximas PRECISAM ter conhecimento do ofício do Arquiteto que tem como ponto de partida o DESENHO.

O chamado “peso gráfico”nada mais é do que um refinamento do pensamento arquitetônico: elementos mais “fortes” são representados com traços mais “grossos” por uma questão de simplificação do entendimento. As “camadas”que compõem um desenho podem ser entendidas como etapas de construção de uma edificação, na vida real.

Em outras palavras, uma parede é desenhada com a linha mais forte do que uma janela ou porta não porque sejam mais “pesadas” no sentido físico da coisa (até são), mas porque constituem um elemento de fechamento, algo que vem a ser construído/executado antes da colocação das portas/janelas.

Este mesmo raiocínio nos permite concluir que, num desenho, os elementos estruturais são aqueles que terão o maior “peso”, em termos de representação.

Em planta baixa, os pilares serão os elementos mais destacados: são eles que dão a materialidade a obra, são eles que sustentarão a Arquitetura, como elemento construído no espaço. Uma edificação começa a “existir” no mundo real a partir da estrutura (fundações, pilares, vigas e lajes).

Depois, com um peso menor, representamos as alvenarias, produzindo os espaços. propriamente ditos, com suas aberturas, fechamentos, etc. Depois, inseridos nestas alvenarias, os elementos de caixilharia, portas, janelas. Dentro destes elementos, por sua vez, soleiras, peitoris aparecem mais “finos”ainda pois estão colocados abaixo das portas e janelas. O mobiliário, quando inserido no desenho, terá, portanto, o menor dos pesos presentes no desenho!

Tudo segue uma hierarquia que muitas vezes não está explicitamente dita em lugar nenhum; nem mesmo na norma.

Esta percepção envolve compreender o espaço que está a nossa volta: olhar não mais com o olhar do leigo, mas através das lentes de quem já consegue compreender o que faz um edifício ficar de pé: desde suas fundações, até o “nascimento” de pilares, vigas e lajes, o fechamento desses vãos com alvenarias, a colocação da caixilharia, a finalização com o revestimento de fachada.

Detalhe de Área Molhada - Escala 1:25

Detalhe de Área Molhada – Escala 1:25

Seguindo esta lógica, no desenho acima, feito na escala 1:25 (onde se enxergam mais detalhes que na escala 1:100, por exemplo) o revestimento de fachada será desenhado com a linha mais fina que a porta, por exemplo.

Entender como se materializa a obra arquitetônica – a sequência de uma obra – ajuda muito a compreender o desenho de um Projeto de Arquitetura.

Num próximo post, após esta intodução fundamental, falaremos sobre a configuração de layers do Autocad baseado no padrão de cores já pré-existentes no programa – a maneira adotada pela quase totalidade dos escritórios do mundo todo.

Observação importante: estas informações são direcionadas a projetos acadêmicos – para projetos “da vida real” é indispensável a contratação de um Arquiteto para a verificação das necessidades de seu projeto e adequações a legislação de sua municipalidade.

Hostel (TCC)

Autor: Simone Gomes Pereira.

UNG Universidade.

Orientador: Prof. Marcelo Sbarra.

Membros da banca: Prof. Felipe Lima (convidado externo) e Prof. Sandra Sato (UNG)

(Dezembro 2016)

 

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Peso gráfico – Representação de projetos de arquitetura (NBR-6492) – III

Assim que o aluno inicia a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo – nas disciplinas de 1º semestre – ele é apresentado à Representação de projetos de arquitetura. O nome da disciplina varia em cada escola: Desenho Técnico, Expressão Gráfica, etc.

Vem aquela lista imensa de materiais: par de esquadros, régua T, transferidor, compasso, “mata-gato” (vocês conhecem?), lapiseiras 03-05-07-09…

Estas últimas – as lapiseiras – são os instrumentos manuais mais importantes para despertar no aluno a sensibilidade para uma questão primordial na correta representação de um projeto: o peso gráfico.

As diferentes espessuras dos grafites são utilizadas para o desenho de diferentes elementos em planta baixa, em corte e em elevação.

Em geral, a lapiseira 03 é utilizada para a confecção de linhas de construção do desenho.

Na sequência, a lapiseira 05 é utilizada para elementos que estão cortados, mas que na ordem de importância são representados mais finos que os demais: caixilhos/portas/janelas, soleiras, mobiliários, peças fixas, etc. Também costuma-se utilizar para as simbologias, cotas, etc.

A lapiseira 07 vai dar o peso necessário à alvenaria. Já a lapiseira 09 pode ser utilizada para os elementos estruturais (pilares, em planta, e vigas e lajes nos cortes).

Esta “simplificação” dos pesos gráficos atribuídos aos elementos representados funciona muito bem na escala 1:100 – que é a escala usualmente utilizada nas disciplinas de Desenho Técnico/Expressão Gráfica.

Consegue, inclusive, atender ao peso gráfico estabelecido pela NBR 6492 – Representação de projetos de arquitetura.

Esse conhecimento prévio destas disciplinas de desenho são fundamentais às disciplinas de Projeto de Arquitetura.

Mas o que acontece, de maneira geral? Os alunos tendem a ter uma dificuldade grande em aplicar o conhecimento adquirido nas disciplinas de desenho na hora de apresentar os primeiros projetos, nas disciplinas seguintes do curso.

Um dos motivos principais é que dificilmente um projeto é desenvolvido na escala 1:100 nas disciplinas de Projeto de Arquitetura – salvo na primeira disciplina de Projeto, onde o tema, em geral, é a residência unifamiliar (ou seja, um projeto com dimensões reduzidas).

É bastante comum projetos acadêmicos serem desenvolvidos nas escalas 1:200, 1:250 (teatros, museus, multifuncionais, etc) – desenhos, portanto, MENORES daqueles feitos na escala 1:100.

Algumas faculdades possuem também disciplinas de Projeto de Interiores e Projeto Executivo; neste caso as escalas de representação de plantas passam a ser 1:50, 1:25 e de detalhes em 1:10, 1:5 etc – desenhos, portanto, MAIORES daqueles feitos na escala 1:100.

Planta de Guarita - Escala 1:50

Planta de Guarita – Base para Detalhamento na  disciplina de Projeto Executivo – Escala 1:25

Considerando um projeto acadêmico “típico”, há diferentes escalas reunidas; por exemplo, a Planta de Situação (1:750), a Implantação (1:250), Plantas, Cortes e Fachadas (1:200 ou 1:125), Detalhes. Isso significa que o peso atribuído a alvenaria, por exemplo, na escala 1:125 e que tenha ficado correto não ficará correto na escala da Implantação – precisa ser ajustado.

O uso de softwares de desenho – como o Autocad – ajuda muito no ganho de tempo na produtividade dos desenhos mas precisa que o aluno entenda que o programa em si não resolverá as questões de peso gráfico sozinho.

Em outras palavras, para cada escala de desenho é necessário ajustar o peso gráfico dos elementos representados!

No caso específico do Autocad, o peso gráfico é dado através da configuração do arquivo CTB (arquivo de plotagem) que atribui a cada cor utilizada no desenho um peso específico.

O peso de linhas aprendido no primeiro semestre – e dado pela NBR 6492 – serve para a escala 1:100. Para todas as demais escalas, é necessário bom senso e muita prática.

A regra geral é: os elementos representados em planta, corte e fachada possuem uma hierarquia de pesos gráficos que independem da escala de desenho.

Isto é, pilares (cortados) sempre serão mais “fortes” que alvenarias (cortadas) qualquer que seja a escala. Alvenarias serão mais “fortes” que caixilhos.

Exemplo de Detalhamento de Banheiro na Escala 1:25

Exemplo de Detalhamento de Banheiro na Escala 1:25

Para um entendimento do uso de layers do Autocad e os diversos tipos de Linhas de Representação a ASBEA (Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura) edita um Manual que auxilia na correta configuração dos arquivos ctb (arquivos de configuração de plotagem do Autocad). O manual pode ser baixado neste link.

Como regra geral, atribuímos a sequencia de cores principais do Autocad a hieraquia de cores. Assim, a cor vermelha terá o peso (“lineweight”) 0.1 mm, o amarelo 0.2mm, verde 0.3mm, cyan 0.4mm, azul 0.5mm e magenta 0.6mm.

Uma vez configurado este CTB, é necessário atribuir a cada elemento de desenho uma cor.

Costumo utilizar para escalas 1:50, 1:100, 1:125, a alvenaria alta (cortada) como azul (blue), pilares, vigas e lajes (cortados) como magenta, mobiliário e cotas como vermelho, letras e simbologia como amarelo ou verde e por aí vai. Isso deve ser configurado para cada escala, como vimos acima.

Linhas de RepresentaçãoLinhas de Representação

Assim, cada elemento do desenho precisa estar corretamente desenhado no respectivo layer, de forma que na impressão/plotagem do arquivo o Peso Gráfico esteja atendendo ao que estabelece a Norma.

Na “vida real” é praxe do mercado produzir os desenhos principais na escala 1:50, com seus respectivos detalhamentos em escalas 1:25.

Observação importante: estas informações são direcionadas a projetos acadêmicos – para projetos “da vida real” é indispensável a contratação de um Arquiteto para a verificação das necessidades de seu projeto e adequações a legislação de sua municipalidade.

 

Representação de projetos de arquitetura (NBR-6492) – II

Todo e qualquer desenho feito por Arquitetos brasileiros (e estudantes de Arquitetura) tem que seguir o que estabelece a norma NBR 6492 (1994). Já abordamos o assunto no post que pode ser acessado aqui.

Esta Norma começa estabelecendo diversas definições fundamentais,tais como:

  • Planta de Situação
  • Planta de locação ou Implantação
  • Planta de edificação
  • Corte
  • Fachada
  • Elevações
  • Detalhes ou ampliações
  • Escala
  • Programa de Necessidades
  • Memorial justificativo
  • Discriminação técnica
  • Especificação
  • Lista de Materiais
  • Orçamento

Sobre a produção do desenho em si, a Norma irá tratar desde os tipos de papeis a serem utilizados (lembrando que a Norma contempla também a produção de desenhos feitos a mão livre e a instrumentos), assim como os formatos padrão  de folhas (sendo o tamanho máximo o A0 e o mínimo o A4), a posição do Carimbo e os itens que devem dele constar.

A Norma especifica a posição das dobras das folhas, indicando ainda ser necessário observar o que diz a Norma NBR 10068 (Folha de desenho: leiaute e dimensões – padronização).

As diversas Fases que compõem um Projeto de Arquitetura – assim como os desenhos que devem ser apresentados em cada uma – também são definidas pela Norma:

  • Programa de Necessidades
  • Estudo Preliminar
  • Anteprojeto
  • Projeto Executivo
  • Projeto como construído (“as built”)

A Norma especifica TUDO o que deve ser indicado em Plantas, Cortes e Fachadas, de acordo com a Fase de Projeto. No caso de Projetos Executivos, a Norma irá indicar inclusive o que apresentar nos Detalhes Construtivos, Ampliações, Detalhes de Esquadrias e Quadro Geral de Acabamentos.

Tomando o Estudo Preliminar como exemplo, teríamos que apresentar obrigatoriamente:

Planta de Situação

  • simbologias de representação gráfica, conforme as prescritas no Anexo da norma;
  • curvas de nível existentes e projetadas, além de eventual sistema de coordenadas referenciais;
  • indicação do Norte;
  • vias de acesso ao conjunto, arruamento e logradouros adjacentes com os respectivos equipamentos urbanos;
  • indicação das áreas a serem edificadas, com o contorno esquemático da cobertura das edificações;
  • denominação dos diversos edifícios ou blocos;
  • construções existentes, demolições ou remoções futuras, áreas non aedificandi e restrições governamentais;
  • escalas
  • notas gerais, desenhos de referência e carimbo.

Plantas, Cortes e Fachadas

  • simbologias de representação gráfica conforme as prescritas na Norma;
  • indicação do Norte;
  • caracterização dos elementos de projeto: fechamentos externos e internos, acessos, circulações verticais e horizontais, áreas de serviço e demais elementos significativos;
  • indicação dos nomes dos compartimentos;
  • cotas gerais;
  • cotas de níveis principais;
  • escalas;
  • notas gerais, desenhos de referência e carimbo.

Podem ainda ser apresentadas:

  • Sistema estrutural;
  • Eixos do Projeto;
  • Cotas complementares.

Desta forma, a produção de desenhos para Projetos de Arquitetura segue uma padronização a ser seguida em função da Fase de projeto que está sendo apresentada.

A Norma 6492 estabelece ainda  os Tipos de Linhas de Representação, cujos pesos gráficos variam entre 0,1mm e 0,6mm aproximadamente – vale destacar que esta variação leva em consideração o desenho a mão, que não é tão preciso quanto os desenho feitos em plataformas CAD.

Linhas de Representação

Linhas de Representação

Para um entendimento do uso de layers do Autocad e os diversos tipos de Linhas de Representação a ASBEA (Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura) edita um Manual que auxilia na correta configuração dos arquivos ctb (arquivos de configuração de plotagem do Autocad). O manual pode ser baixado neste link.

Assim, cada elemento do desenho precisa estar corretamente desenhado no respectivo layer, de forma que na impressão/plotagem do arquivo o Peso Gráfico esteja atendendo ao que estabelece a Norma.

Os símbolos gráficos (norte, indicações de nível, cortes, fachadas, tamanhos de letras, etc) são todos padronizados e estabelecidos pela Norma 6492. Qualquer símbolo com características diferentes não estará atendendo a Norma.

Marcação dos Cortes gerais

Marcação dos Cortes gerais

 

Observação importante: estas informações são direcionadas a projetos acadêmicos – para projetos “da vida real” é indispensável a contratação de um Arquiteto para a verificação das necessidades de seu projeto e adequações a legislação de sua municipalidade.

 

Representação de projetos de arquitetura (NBR-6492)

Em nossa profissão, a correta representação dos projetos em desenhos 2D é de fundamental importância para todo o processo de concepção, detalhamento e execução. Uma simples linha tracejada – que representa algo que está em projeção – que apareça contínua no desenho, passa a representar algum elemento que esteja em vista ou mesmo cortado. Isso faz toda a diferença.

Para regulamentar a representação gráfica dos projetos de arquitetura existe a NBR 6492, de 1994, que fornece todos os parâmetros necessários não só ao desenho mas a correta compreensão dos elementos presentes em uma planta de Arquitetura. É uma norma que se aplica tanto ao desenho a mão quanto ao desenho a instrumentos – lembrando que na época de sua elaboração os desenhos em software CAD não era ainda amplamente adotado pelos escritórios e profissionais.

Embora cada escritório de arquitetura possua uma série de elementos padronizados próprios para a execução de seus desenhos – adaptando os elementos da norma a necessidades específicas – no âmbito dos projetos desenvolvidos durante o decorrer do curso de Arquitetura e Urbanismo é essencial que se siga a norma a risca.

É importante entender, por exemplo, que os símbolos gráficos presentes em um projeto não mudam de tamanho a medida que a escala do desenho é alterada. Por exemplo, o símbolo de corte aparece com o mesmo tamanho, seja o desenho na escala 1:50 ou na escala 1:125.

Com relação ao peso gráfico, embora a norma recomende algumas espessuras, ainda não há uma norma oficial determinando as diferentes espessuras para as diferentes escalas. Cada escritório cria o seu “ctb” (arquivo de configuração de plotagem de plantas do software Cad) com as penas mais adequadas. O mais comum é atribuirem as 7 cores principais as principais espessuras. O ASBEA há alguns anos criou uma nomenclatura de layers e espessuras, com uma sugestão de padronização dos layers.

A seguir, mostramos os principais itens presentes no Anexo da norma, que contemplam as simbologias de representação gráfica. Para um completo entendimento – e dimensões a serem adotadas para cada uma das simbologias – consultar a íntegra da norma.

A1 – Linhas de Representação

Exemplos de linhas de representação

Exemplos de linhas de representação

A2 – Tipos de Letras e Números

Exemplo de tipos de letras e números

Exemplo de tipos de letras e números

A3 – Escalas: escala gráfica

Exemplo de escala gráfica

Exemplo de escala gráfica

A4 – Norte

Norte

Norte

A5 – Indicação de chamadas

Exemplo de indicação de chamadas

Exemplo de indicação de chamadas

A6 – Indicação gráfica de acessos

Exemplo de indicação de acessos

Exemplo de indicação de acessos

A7 – Indicação do sentido de subida de escadas e rampas

Exemplo de indicação de subida em escadas

Exemplo de indicação de subida em escadas

A8 – Indicação de inclinação de telhados, caimentos, pisos

Exemplo de indicações de caimentos

Exemplo de indicações de caimentos

A9 – Cotas

Exemplo de indicação de cotas

Exemplo de indicação de cotas

A10 – Cotas de nível

Exemplos de cotas de nível

Exemplos de cotas de nível

A11 – Marcação de eixos

Exemplo de marcação de eixos

Exemplo de marcação de eixos

A12 – Marcação de cortes

Exemplo de marcação de cortes

Exemplo de marcação de cortes

A13 – Marcação de detalhes

Exemplo de marcação de detalhes

Exemplo de marcação de detalhes

A14 – Numeração e títulos dos desenhos

Exemplo de numeração e título de desenho

Exemplo de numeração e título de desenho

A15 – Indicação de fachadas e elevações

Exemplo de indicação de fachada

Exemplo de indicação de fachada

 

 

 

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