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Escrita acadêmica voltada a TCC-TFG em Arquitetura e Urbanismo : as Referências bibliográficas

A grande maioria das Universidades brasileiras que ministram o curso de Arquitetura e Urbanismo exige que o formando entregue no último semestre do curso junto com o seu Trabalho Final de Graduação (TFG) ou Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) uma Monografia. Essa exigência segue as resoluções do Ministério da Educação para o Ensino Superior.

Em Arquitetura, o TFG/TCC geralmente envolve o Projeto de uma Edificação, em lote definido pelo aluno, seguindo os parâmetros legais referentes à localização do mesmo. Algumas Universidades permitem Trabalhos menos focados no objeto edificado e também tem como TFG/TCC projetos mais ligados às questões urbanas e desenho da cidade. Algumas possibilitam, ainda, a criação de mobiliários ou mesmo trabalhos voltados à Pesquisas Qualitaivas/Quantitativas/Estudos de Caso/Pesquisas de Campo/Revisão Teórica, etc.

Seja qual for o estilo do TFG/TCC um aspecto é comum a todos: os trabalhos vêm acompanhados de uma Monografia, que é entregue com algumas semanas de antecedência aos Professores convidados a participar da Banca de Avaliação.

Esta Monografia tem que seguir o que diz a NBR 14.724 – Trabalhos acadêmicos – Apresentação, onde são apontados todos os itens textuais que o trabalho deve abordar: desde o tamanho da folha, recuos e eapaçamentos, tipos de fontes adequadas, itens a serem apresentados, etc.

Esta Norma, por sua vez, vai se referir a outras Normas essenciais a escrita acadêmica, sendo as principais a NBR 6023 – Referências – Elaboração , NBR 6027 – Sumário, NBR 6028 – Resumo, e NBR 10.520 – Citações em documentos – Apresentação.

Cada Instituição de Ensino Superior costuma fazer uma espécie de “resumão” destas Normas, de forma a facilitar a consulta de seus discentes, agrupando-as e formatando a padronização de sua produção acadêmica. Na falta desta resolução, prevalecem as Normas.

Neste primeiro Post sobre o assunto vamos focar em uma questão fundamental que sempre gera muitas dúvidas: a elaboração do item Referências Bibliográficas (que vai ao final da Monografia).

Todo e qualquer trabalho acadêmico deve ser necessariamente escrito partindo-se do seguinte pressuposto: o leitor, a princípio, não necessariamente é expert no assunto/tema sobre o qual você está escrevendo.

Em outras palavras, a Monografia, num primeiro momento, será lida pelos Professores que irão avaliar o trabalho mas em seguida será incluída na Biblioteca de sua instituição para que futuras pessoas interessadas no mesmo assunto/tema possa utilizá-la como referência.

Tendo isso em mente, seu texto deve ser claro, objetivo e embasado. A escrita deve seguir os padrões formais da língua e deve ter uma coerência linguística – alguns autores preferem escrever na terceira pessoa do plural – isto você deve conversar com seu orientador.

O mais importante é que seu trabalho deve citar outros trabalhos – pense da seguinte forma: a maior parte das argumentações que você queira escrever possivelmente já foram escritas por alguém. Isto longe de ser algo ruim é algo extremamente importante para dar solidez e embasamento às suas considerações.

Por exemplo, ao descrever o Lugar Urbano onde seu projeto se situa, certamente você encontrará em Dissertações de Mestrado e Teses de Doutorado o material que você precisa: Histórico do Bairro é um exemplo clássico. Evite, sempre, se basear em textos da internet cujas fontes nem sempre são confiáveis (exceto, por exemplo, Sites de Prefeituras)

A seguir, apresentamos as três principais fontes de informações que devem contar de um trabalho acadêmico: dissertações/teses, livros e artigos.

  • A forma correta se se citar uma Tese nas Referências bibliográficas é:

DEGREAS, Helena Napoleon. Paisagem paulistana: sincretismo e fragmentação. 1999. Tese (Doutorado em Arquitetura) – FAU/USP, São Paulo, 1999.

Ou seja: SOBRENOME, Nome Autor. Título em negrito: subtítulo sem negrito se houver. Ano da defesa. Tese ou Dissertação (Doutorado ou Mestrado em Arquitetura) – Universidade, Cidade, Ano da defesa.

  • Ao justificar a inserção urbana de seu Projeto, é bastante comum citarem a escritora Jane Jacobs (sim, a grande pensadora das cidades não era urbanista nem arquiteta). Neste caso, você precisa ter o livro em mão pois precisará das seguintes informações:

JACOBS, Jane. Morte e vida de grandes cidades. São Paulo: Martins Fontes, 2003.

Ou seja: SOBRENOME, Nome Autor. Título em negrito: subtítulo sem negrito se houver. Cidade em que o livro foi impresso: Editora, data da impressão.

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  • Artigos publicados em revistas, periódicos ou mesmo online também são excelentes fontes de informação:

screenshotOu seja: SOBRENOME, nome Autor (a expressão latina et al é usada para indicar que há mais de 3 autores). Título do Artigo. Nome da Revista em negrito. Cidade, mês (abreviado) ano. Disponível em: (colocar o link do site, completo, entre símbolo de maior/menor. Acesso em: (colocar a data em que você visitou o site)

 

Estes são apenas os principais exemplos. Você precisa estudar a íntegra da NBR 6023 para encontrar as outras formas de Referências Bibliográficas que podem acontecer: livros com mais de um autor, textos de jornal impresso/online, legislações etc.

Uma ferramenta online que auxilia bastante, para quem está iniciando, é o Menthor (clique aqui). Para citações mais complexas eu utilizo o More (clique aqui)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Peso gráfico – Representação de projetos de arquitetura (NBR-6492) – III

Assim que o aluno inicia a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo – nas disciplinas de 1º semestre – ele é apresentado à Representação de projetos de arquitetura. O nome da disciplina varia em cada escola: Desenho Técnico, Expressão Gráfica, etc.

Vem aquela lista imensa de materiais: par de esquadros, régua T, transferidor, compasso, “mata-gato” (vocês conhecem?), lapiseiras 03-05-07-09…

Estas últimas – as lapiseiras – são os instrumentos manuais mais importantes para despertar no aluno a sensibilidade para uma questão primordial na correta representação de um projeto: o peso gráfico.

As diferentes espessuras dos grafites são utilizadas para o desenho de diferentes elementos em planta baixa, em corte e em elevação.

Em geral, a lapiseira 03 é utilizada para a confecção de linhas de construção do desenho.

Na sequência, a lapiseira 05 é utilizada para elementos que estão cortados, mas que na ordem de importância são representados mais finos que os demais: caixilhos/portas/janelas, soleiras, mobiliários, peças fixas, etc. Também costuma-se utilizar para as simbologias, cotas, etc.

A lapiseira 07 vai dar o peso necessário à alvenaria. Já a lapiseira 09 pode ser utilizada para os elementos estruturais (pilares, em planta, e vigas e lajes nos cortes).

Esta “simplificação” dos pesos gráficos atribuídos aos elementos representados funciona muito bem na escala 1:100 – que é a escala usualmente utilizada nas disciplinas de Desenho Técnico/Expressão Gráfica.

Consegue, inclusive, atender ao peso gráfico estabelecido pela NBR 6492 – Representação de projetos de arquitetura.

Esse conhecimento prévio destas disciplinas de desenho são fundamentais às disciplinas de Projeto de Arquitetura.

Mas o que acontece, de maneira geral? Os alunos tendem a ter uma dificuldade grande em aplicar o conhecimento adquirido nas disciplinas de desenho na hora de apresentar os primeiros projetos, nas disciplinas seguintes do curso.

Um dos motivos principais é que dificilmente um projeto é desenvolvido na escala 1:100 nas disciplinas de Projeto de Arquitetura – salvo na primeira disciplina de Projeto, onde o tema, em geral, é a residência unifamiliar (ou seja, um projeto com dimensões reduzidas).

É bastante comum projetos acadêmicos serem desenvolvidos nas escalas 1:200, 1:250 (teatros, museus, multifuncionais, etc) – desenhos, portanto, MENORES daqueles feitos na escala 1:100.

Algumas faculdades possuem também disciplinas de Projeto de Interiores e Projeto Executivo; neste caso as escalas de representação de plantas passam a ser 1:50, 1:25 e de detalhes em 1:10, 1:5 etc – desenhos, portanto, MAIORES daqueles feitos na escala 1:100.

Planta de Guarita - Escala 1:50

Planta de Guarita – Base para Detalhamento na  disciplina de Projeto Executivo – Escala 1:25

Considerando um projeto acadêmico “típico”, há diferentes escalas reunidas; por exemplo, a Planta de Situação (1:750), a Implantação (1:250), Plantas, Cortes e Fachadas (1:200 ou 1:125), Detalhes. Isso significa que o peso atribuído a alvenaria, por exemplo, na escala 1:125 e que tenha ficado correto não ficará correto na escala da Implantação – precisa ser ajustado.

O uso de softwares de desenho – como o Autocad – ajuda muito no ganho de tempo na produtividade dos desenhos mas precisa que o aluno entenda que o programa em si não resolverá as questões de peso gráfico sozinho.

Em outras palavras, para cada escala de desenho é necessário ajustar o peso gráfico dos elementos representados!

No caso específico do Autocad, o peso gráfico é dado através da configuração do arquivo CTB (arquivo de plotagem) que atribui a cada cor utilizada no desenho um peso específico.

O peso de linhas aprendido no primeiro semestre – e dado pela NBR 6492 – serve para a escala 1:100. Para todas as demais escalas, é necessário bom senso e muita prática.

A regra geral é: os elementos representados em planta, corte e fachada possuem uma hierarquia de pesos gráficos que independem da escala de desenho.

Isto é, pilares (cortados) sempre serão mais “fortes” que alvenarias (cortadas) qualquer que seja a escala. Alvenarias serão mais “fortes” que caixilhos.

Exemplo de Detalhamento de Banheiro na Escala 1:25

Exemplo de Detalhamento de Banheiro na Escala 1:25

Para um entendimento do uso de layers do Autocad e os diversos tipos de Linhas de Representação a ASBEA (Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura) edita um Manual que auxilia na correta configuração dos arquivos ctb (arquivos de configuração de plotagem do Autocad). O manual pode ser baixado neste link.

Como regra geral, atribuímos a sequencia de cores principais do Autocad a hieraquia de cores. Assim, a cor vermelha terá o peso (“lineweight”) 0.1 mm, o amarelo 0.2mm, verde 0.3mm, cyan 0.4mm, azul 0.5mm e magenta 0.6mm.

Uma vez configurado este CTB, é necessário atribuir a cada elemento de desenho uma cor.

Costumo utilizar para escalas 1:50, 1:100, 1:125, a alvenaria alta (cortada) como azul (blue), pilares, vigas e lajes (cortados) como magenta, mobiliário e cotas como vermelho, letras e simbologia como amarelo ou verde e por aí vai. Isso deve ser configurado para cada escala, como vimos acima.

Linhas de RepresentaçãoLinhas de Representação

Assim, cada elemento do desenho precisa estar corretamente desenhado no respectivo layer, de forma que na impressão/plotagem do arquivo o Peso Gráfico esteja atendendo ao que estabelece a Norma.

Na “vida real” é praxe do mercado produzir os desenhos principais na escala 1:50, com seus respectivos detalhamentos em escalas 1:25.

Observação importante: estas informações são direcionadas a projetos acadêmicos – para projetos “da vida real” é indispensável a contratação de um Arquiteto para a verificação das necessidades de seu projeto e adequações a legislação de sua municipalidade.

 

Representação de projetos de arquitetura (NBR-6492) – II

Todo e qualquer desenho feito por Arquitetos brasileiros (e estudantes de Arquitetura) tem que seguir o que estabelece a norma NBR 6492 (1994). Já abordamos o assunto no post que pode ser acessado aqui.

Esta Norma começa estabelecendo diversas definições fundamentais,tais como:

  • Planta de Situação
  • Planta de locação ou Implantação
  • Planta de edificação
  • Corte
  • Fachada
  • Elevações
  • Detalhes ou ampliações
  • Escala
  • Programa de Necessidades
  • Memorial justificativo
  • Discriminação técnica
  • Especificação
  • Lista de Materiais
  • Orçamento

Sobre a produção do desenho em si, a Norma irá tratar desde os tipos de papeis a serem utilizados (lembrando que a Norma contempla também a produção de desenhos feitos a mão livre e a instrumentos), assim como os formatos padrão  de folhas (sendo o tamanho máximo o A0 e o mínimo o A4), a posição do Carimbo e os itens que devem dele constar.

A Norma especifica a posição das dobras das folhas, indicando ainda ser necessário observar o que diz a Norma NBR 10068 (Folha de desenho: leiaute e dimensões – padronização).

As diversas Fases que compõem um Projeto de Arquitetura – assim como os desenhos que devem ser apresentados em cada uma – também são definidas pela Norma:

  • Programa de Necessidades
  • Estudo Preliminar
  • Anteprojeto
  • Projeto Executivo
  • Projeto como construído (“as built”)

A Norma especifica TUDO o que deve ser indicado em Plantas, Cortes e Fachadas, de acordo com a Fase de Projeto. No caso de Projetos Executivos, a Norma irá indicar inclusive o que apresentar nos Detalhes Construtivos, Ampliações, Detalhes de Esquadrias e Quadro Geral de Acabamentos.

Tomando o Estudo Preliminar como exemplo, teríamos que apresentar obrigatoriamente:

Planta de Situação

  • simbologias de representação gráfica, conforme as prescritas no Anexo da norma;
  • curvas de nível existentes e projetadas, além de eventual sistema de coordenadas referenciais;
  • indicação do Norte;
  • vias de acesso ao conjunto, arruamento e logradouros adjacentes com os respectivos equipamentos urbanos;
  • indicação das áreas a serem edificadas, com o contorno esquemático da cobertura das edificações;
  • denominação dos diversos edifícios ou blocos;
  • construções existentes, demolições ou remoções futuras, áreas non aedificandi e restrições governamentais;
  • escalas
  • notas gerais, desenhos de referência e carimbo.

Plantas, Cortes e Fachadas

  • simbologias de representação gráfica conforme as prescritas na Norma;
  • indicação do Norte;
  • caracterização dos elementos de projeto: fechamentos externos e internos, acessos, circulações verticais e horizontais, áreas de serviço e demais elementos significativos;
  • indicação dos nomes dos compartimentos;
  • cotas gerais;
  • cotas de níveis principais;
  • escalas;
  • notas gerais, desenhos de referência e carimbo.

Podem ainda ser apresentadas:

  • Sistema estrutural;
  • Eixos do Projeto;
  • Cotas complementares.

Desta forma, a produção de desenhos para Projetos de Arquitetura segue uma padronização a ser seguida em função da Fase de projeto que está sendo apresentada.

A Norma 6492 estabelece ainda  os Tipos de Linhas de Representação, cujos pesos gráficos variam entre 0,1mm e 0,6mm aproximadamente – vale destacar que esta variação leva em consideração o desenho a mão, que não é tão preciso quanto os desenho feitos em plataformas CAD.

Linhas de Representação

Linhas de Representação

Para um entendimento do uso de layers do Autocad e os diversos tipos de Linhas de Representação a ASBEA (Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura) edita um Manual que auxilia na correta configuração dos arquivos ctb (arquivos de configuração de plotagem do Autocad). O manual pode ser baixado neste link.

Assim, cada elemento do desenho precisa estar corretamente desenhado no respectivo layer, de forma que na impressão/plotagem do arquivo o Peso Gráfico esteja atendendo ao que estabelece a Norma.

Os símbolos gráficos (norte, indicações de nível, cortes, fachadas, tamanhos de letras, etc) são todos padronizados e estabelecidos pela Norma 6492. Qualquer símbolo com características diferentes não estará atendendo a Norma.

Marcação dos Cortes gerais

Marcação dos Cortes gerais

 

Observação importante: estas informações são direcionadas a projetos acadêmicos – para projetos “da vida real” é indispensável a contratação de um Arquiteto para a verificação das necessidades de seu projeto e adequações a legislação de sua municipalidade.

 

Representação gráfica de Projeto Executivo – Portas de madeira

O projeto de Arquitetura tem que ser pensado na escala 1:1. No entanto, a produção dos desenhos com o objetivo de enviar à obra para a execução do projeto (Projeto Executivo) deve ser feito em escalas compatíveis com a correta representação dos diversos elementos.

Em geral, plantas, cortes e elevações são produzidas em escala 1:50 e detalhamentos nas escalas 1:25, 1:5 e mesmo 1:1. Implantação e Planta de situação, dependendo dos casos, em escalas 1:500, 1:750, 1:1000. Projetos de Prefeitura (“Projeto Legal”) possuem escalas de representação diferentes, de acordo com as Normas Municipais locais.

A norma que rege a maneira como os arquitetos devem representar os desenhos é a NBR 6492 – Representação de Projetos de Arquitetura (1994) e tem que ser utilizada.

O Projeto Executivo de qualquer edificação – seja uma pequena reforma ou um conjunto complexo de edificações – tem que obedecer – além das posturas dos Códigos de ObrasTODAS as Normas pertinentes – no Brasil existem cerca de 1000 normas envolvidas na elaboração de um projeto de edificação. É importante destacar que cada tema de projeto possui normas específicas a serem seguidas: restaurantes, hotéis, clínicas, etc.

Há, no entanto, questões comuns a todos os tipos de projeto. Um exemplo: você sabia que uma simples porta de madeira possui uma norma específica que trata dos elementos que a constituem, dimensões de folhas, resistência a impactos, nomenclaturas, representação gráfica, fabricação, etc. ?

A NBR 15930 (2011) – Portas de madeira para edificações é dividida em duas partes, totalizando cerca de 130 páginas somente sobre o assunto.

Exemplo de porta de madeira utilizada em sanitários residenciais

Exemplo de porta de madeira utilizada em sanitários residenciais – (HO) indica que a porta abre no sentido horário, por exemplo.

No exemplo acima, mostramos uma porta de madeira com marco de 16cm, detalhado especificamente para um sanitário residencial, já considerando as medidas de revestimentos. Observe que a espessura da alvenaria e o tipo de revestimento vai influenciar o tamanho do marco – ou seja, uma mesma porta de madeira (mesmo tamanho de folha de porta – neste exemplo, folha de 60cm), pode ter marcos com tamanhos diferenciados num mesmo projeto.

A fim de evitar isso, muitos profissionais e construtoras optam por utilizar portas de madeira com marcos reguláveis – também chamado de “Kit Porta-pronta”– este tipo de porta também está detalhada e especificada na norma.

Pensar o projeto no detalhe ajuda a evitar “problemas” na execução do projeto: alizares, por exemplo, tem que possuir dimensões compatíveis com as espaletas deixadas no vão osso da alvenaria. Imagine se numa obra de um edifício, com centenas de portas existentes no projeto executivo, são indicadas portas com alizares que não cabem na espaleta existente? Ou com o sentido de abrir da porta errado? Certamente um prejuízo muito grande.

Este simples exemplo – uma porta – nos ajuda a entender o grau de complexidade que envolve um projeto de arquitetura e o porquê de ser indispensável que um profissional esteja constantemente se atualizando com relação à normas e legislação.

Observação importante: estas informações são direcionadas a projetos acadêmicos – para projetos “da vida real” é indispensável a contratação de um Arquiteto para a verificação das necessidades de seu projeto e adequações a legislação de sua municipalidade.

 

Quartos e salas residenciais – medidas mínimas

Com este post finalizamos a sequencia de postagens sobre Medidas mínimas exigidas pelo Código de Obras e Edificações do Município de São Paulo (COE) para residências.

Os posts anteriores você pode conferir aqui:

Quartos e salas são classificados no Grupo A e, quando situados no Volume Superior Vs,  precisam estar aerados e insolados pelo Espaço Livre I.

Suas dimensões em planta devem possibilitar a inscrição de um círculo com diâmetro de 2,00m e ter área mínima de 5,00m².

O pé-direito mínimo é de 2,50m.

Quartos - medidas mínimas

Quartos – medidas mínimas

Observe que um Quarto projetado com as medidas mínimas inviabiliza qualquer layout que minimamente considere o conforto do usuário e que contenha – pelo menos – uma cama de solteiro e armário para roupas.

O mesmo conceito vale para salas de estar/jantar: as dimensões mínimas TEM que ser atendidas mas, mais do que isso, é fundamental atender às necessidades dos usuários e prever o mobiliário a ser utilizado,  considerando os espaços ocupados pelos mesmos além dos espaços necessários à circulação.

Não se faz projeto sem a previsão de layout: ele possibilita ao usuário entender as relações que estarão se estabelecendo, além de possibilitar aos Engenheiros de Instalações prever os locais onde deverão considerar pontos de elétrica/telefonia/dados e voz/automação/hidráulica/esgoto etc (estes últimos no caso de áreas molhadas).

Os exemplos que apresentamos não esgotam as possibilidades e nem representam as soluções consideradas “ideiais” – cada caso é um caso – mas são soluções que podem servir de parâmetro para outras opções.

Observação importante: estas informações são direcionadas a projetos acadêmicos – para projetos “da vida real” é indispensável a contratação de um Arquiteto para a verificação das necessidades de seu projeto e adequações a legislação de sua municipalidade.

 

Cozinhas e Áreas de serviço residenciais – medidas mínimas

Assim como os Banheiros, o Código de Obras e Edificações do Município de São Paulo (COE) também estipula medidas mínimas para Cozinhas.

As soluções de projeto podem ser as mais diversas possíveis, levando em conta não só o espaço físico disponível mas também o perfil dos clientes – a cozinha é, por natureza da nossa cultura, um espaço de convívio familiar.

Grandes ou pequenas, as cozinhas têm que possibilitar a inscrição de um círculo com diâmetro de 1,20m em seu piso.

Exemplo de Cozinha/Área de Serviço para espaços reduzidos

Exemplo de Cozinha/Área de Serviço para espaços reduzidos

No caso da cozinha não possuir janelas ventilando diretamente para o exterior, sua ventilação pode ser feita através da Área de Serviço – para isso o caixilho que separa os dois ambientes precisa necessariamente ter ventilação permanente (em geral, portas de alumínio com veneziana).

Coifas de fogão a gás, assim como dutos de aquecedores a gás têm que ventilar diretamente para o exterior. No caso de fechamento do vão de ventilação da Área de Serviço, o caixilho também tem que permitir ventilação permanente devido às instalações de gás e para permitir a renovação de ar dos ambientes.

Shafts para instalações geralmente são posicionados na área de serviço e conseguem alimentar as hidráulicas/esgoto/gás da cozinha e da própria área de serviço.

O pé-direito mínimo é de 2,50m.

Exemplo de Cozinha/Área de Serviço para espaços maiores

Exemplo de Cozinha/Área de Serviço para espaços maiores

Observe que, nesse caso, estamos falando de medidas acabadas – para as medidas em osso, acrescentamos a espessura do revestimento (no caso, considerei 1,5cm de revestimento cerâmico em cada parede).

Os exemplos não esgotam as possibilidades – cada caso é um caso – mas são soluções que podem servir de parâmetro para outras opções.

Observação importante: estas informações são direcionadas a projetos acadêmicos – para projetos “da vida real” é indispensável a contratação de um Arquiteto para a verificação das necessidades de seu projeto e adequações a legislação de sua municipalidade.

 

Banheiros residenciais e de uso coletivo – NBR 9050/2015 – medidas mínimas

Nos dois posts anteriores (aqui e aqui) abordamos as medidas mínimas para banheiros e lavabos residenciais, atendendo ao que estabelece o Código de Obras e Edificações no Município de São Paulo (COE).

É importante ter em mente que a NBR-9050 foi revisada em 2015 (a íntegra da norma pode ser acessada aqui). A norma estabelece acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos e tem necessariamente que ser seguida – além do atendimento ao COE.

Aqui iremos apenas apresentar alguns exemplos de soluções possíveis que atendem a norma: um banheiro residencial para PCR (Pessoa com cadeira de rodas), um sanitário de uso público para PCR, um sanitário de uso público para PMR (Pessoa com mobilidade reduzida) e/ou PO (Pessoa obesa).

Exemplo de Banheiro residencial para PCR

Exemplo de Banheiro residencial para PCR

Exemplo de Sanitário PCR

Exemplo de Sanitário PCR

Exemplos de sanitário coletivo para PMR e PO

Exemplos de sanitário coletivo para PMR e PO

Para as demais variações que a norma detalha é fundamental consultar a íntegra da mesma. Para os projetos não-residenciais/locais de reunião, consultar também o percentual de sanitários necessários ao atendimento pleno da norma.

A acessibilidade deve incluir todos os casos abordados na norma (diferentes tipos de necessidades e mobilidades)

Observação importante: estas informações são direcionadas a projetos acadêmicos – para projetos “da vida real” é indispensável a contratação de um Arquiteto para a verificação das necessidades de seu projeto e adequações a legislação de sua municipalidade.

 

Lavabos residenciais – medidas mínimas

Dando sequência ao post anterior sobre as medidas mínimas para banheiros residenciais, de acordo com o Código de Obras e Edificações no Município de São Paulo (COE), vamos apresentar algumas possibilidades de soluções para lavabos.

Assim como os banheiros, os lavabos precisam obedecer as medidas mínimas do COE – a diferença é não possuir a área de chuveiro. Desta forma, a mesma lógica de separar faixas de 80cm funciona muito bem – mantendo-se o círculo com diâmetro de 80cm inscrito no piso do ambiente.

A sua ventilação também pode ser por intermédio de ventilação forçada/ventokit ou ventilação direta, assim como no caso dos banheiros.

No desenho abaixo exemplificamos três soluções que atendem ao Código de Obras do Município de São Paulo. O pé-direito (distância do piso acabado ao forro) deve ter, no mínimo, 2,30m.

Alguns exemplos de soluções de lavabos

Alguns exemplos de soluções de lavabos

Observe que, nesse caso, estamos falando de medidas acabadas – para as medidas em osso, acrescentamos a espessura do revestimento (no caso, considerei 1,5cm de revestimento cerâmico em cada parede).

No Desenho 1, o lavabo apresenta medidas de conforto adequadas.

Desenho 1

Desenho 1

O Desenho 2 apresenta uma solução mais estreita, para isso tirando partido de uma cuba de semi-encaixe para o lavatório.

Desenho 2

Desenho 2

O Desenho 3 apresenta uma solução possível para aproveitamento de espaços residuais – como espaços sob escadas em edificações unifamiliares ou apartamentos duplex.

Desenho 3

Desenho 3

Assim como nos banheiros, devemos considerar um shaft para instalações hidráulicas – sua posição e tamanho variam de projeto para projeto, mas devem ser suficientes para as instalações hidráulicas e esgoto poderem passar com uma folga mínima. Seu fechamento geralmente é feito em drywall (por isso a representação diferente das alvenarias comuns) e sua profundidade é de cerca de 15-20cm (depende das necessidades do projetista de instalações).

Os exemplos não esgotam as possibilidades – cada caso é um caso – mas são soluções que podem servir de parâmetro para outras opções.

Na próxima postagem falaremos de banheiros que atendam a NBR 9050 para residências e locais de reunião (sanitários coletivos).

Observação importante: estas informações são direcionadas a projetos acadêmicos – para projetos “da vida real” é indispensável a contratação de um Arquiteto para a verificação das necessidades de seu projeto e adequações a legislação de sua municipalidade.

 

Banheiros residenciais – medidas mínimas

Projetar depende de uma série de fatores técnicos: Arquitetos devem seguir os Códigos de Obras de sua municipalidade, NBR’s, Leis, etc. Um simples banheiro reúne uma série de questões a serem observadas.

Aqui no Município de São Paulo, por exemplo, o Código de Obras exige que os banheiros residenciais permitam a inscrição de um círculo com 80 cm de diâmetro em seu piso – sem interferir com as peças fixas, como lavatórios e bacias sanitárias. A sua ventilação pode ser por intermédio de ventilação forçada/ventokit ou ventilação direta.

É importante observar medidas mínimas que possibilitem o conforto ao usuário. No desenho abaixo exemplificamos uma solução que atende ao Código de Obras do Município de São Paulo. O pé-direito (distância do piso acabado ao forro) deve ter, no mínimo, 2,30m.

Dimensões mínimas para um banheiro residencial, atendendo ao Código de Obras do Município de São Paulo

Dimensões mínimas para um banheiro residencial, atendendo ao Código de Obras do Município de São Paulo

Imaginar 3 faixas de 80cm que atendam às três funções básicas de um banheiro facilita a resolução do projeto. Observe que, nesse caso, estamos falando de medidas acabadas – para as medidas em osso, acrescentamos a espessura do revestimento (no caso, considerei 1,5cm de revestimento cerâmico em cada parede).

Em geral, devemos considerar um shaft para instalações hidráulicas junto ao chuveiro – facilita a descida de prumadas e a manutenção. Seu fechamento geralmente é feito em drywall (por isso a representação diferente das alvenarias comuns) e sua profundidade é de cerca de 20cm (depende das necessidades do projetista de instalações).

Observação importante: estas informações são direcionadas a projetos acadêmicos – para projetos “da vida real” é indispensável a contratação de um Arquiteto para a verificação das necessidades de seu projeto e adequações a legislação de sua municipalidade.

 

Os números de 2015

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2015 deste blog.

Aqui está um resumo:

O Madison Square Garden, em Nova Iorque, senta 20.000 pessoas por concerto. Este blog foi visitado cerca de 68.000 vezes em 2015. Se fosse um concerto, eram precisos 3 eventos esgotados para sentar essas pessoas todas.

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Os números de 2014

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2014 deste blog.

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Captura de tela 2014-12-30 12.32.50

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