Habitação – Marcelo Sbarra https://marcelosbarra.com Site do arquiteto e professor Marcelo Sbarra Fri, 25 Apr 2025 22:05:26 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://marcelosbarra.com/wp-content/uploads/2017/07/cropped-logo-msarq-quadrado-150x150.png Habitação – Marcelo Sbarra https://marcelosbarra.com 32 32 Dimensionamento de Janelas https://marcelosbarra.com/dimensionamento-de-janelas/ Fri, 07 Oct 2016 21:47:51 +0000 https://marcelosbarra.com?p=1747 Dando continuidade aos posts anteriores – onde estamos estudando os diversos itens que compõem o projeto de uma Habitação Multifamiliar – iremos abordar o dimensionamento de janelas.

Janelas devem ser dimensionadas de acordo com o uso do ambiente em que estão inseridas, segundo as características de cada Código de Obras, de forma a garantir conforto ambiental (térmico, acústico, lumínico, etc) aos usuários.

No Município de São Paulo, o COE estabelece que os ambientes das edificações sejam classificados em Grupos.

Tabela COE - Compartimentos e características
Tabela COE – Compartimentos e características

A classificação acima não só faz referência ao cálculo do tamanho das aberturas (janelas), mas também dispõe sobre o dimensionamento mínimo dos ambientes, pés-direitos e afastamentos entre outras edificações (Faixa A e Espaço Livre I – que será assunto de outro post)

Desta forma, baseados na Tabela acima e tomando como exemplo o projeto habitacional multifamiliar discutido nos posts anteriores, as aberturas para atender a insolação devem ter suas dimensões proporcionais às áreas dos compartimentos de, no mínimo:

  • Sala (Grupo A): 15%
  • Quartos (Grupo A): 15%
  • Cozinha (Grupo C): 10%
  • Área de Serviço (Grupo C): 10%
  • Banheiro (Grupo D): não é necessário janela (pode-se ventilar por ventilação mecânica/”ventokit”),  mas caso haja janela deve ter, no mínimo, o equivalente a 5% da área do compartimento.

Para a aeração, será necessária a metade da área destinada a insolação – isso se deve ao fato das janelas de correr  permitirem iluminar 100% do vão e ventilar apenas 50%.

Quando um compartimento for aerado e ventilado através de outro (como geralmente acontece com as cozinhas, que ventilam pela área de serviço) o dimensionamento será proporcional a somatória da área dos dois compartimentos.

Se tivermos as seguintes áreas de ambientes em nosso projeto:

Dimensionamento das janelas
Dimensionamento das janelas

Vamos considerar as medidas padrões de janelas de alumínio disponíveis no mercado (com altura de 1,20m); desta forma conseguimos determinar as larguras mínimas necessárias às janelas dividindo a área mínima para atender a insolação por 1,20m. As larguras padrão costumam ser: 1,00m – 1,20m – 1,40m – 1,60m – 1,80m – 2,00m – 2,20m – 2,40m – 2,60m.

No caso da Sala, por exemplo, teremos que a largura mínima da janela será de 2,25 m (2,70/1,20=2,25). Se adotarmos uma janela de 2,40m x 1,20m estaremos atendendo a área mínima de insolação (2,40 x 1,20 = 2,88m²). Uma janela de 2,40m costuma ter 4 folhas de correr.

Utilizando o mesmo raciocínio podemos dizer que o Quarto 1 terá uma janela de 1,20m x 1,20m (1,44m²) e o Quarto 2 uma janela de 1,60m x 1,20m (1,92m²), ambas com 2 folhas de correr.

Como a Cozinha ventilará pela Área de Serviço, somamos as duas áreas para determinar a largura da janela. Com isso, teremos uma área de 1,00m² (0,60+0,40) a ser ventilada. É importante ter em mente que se as Cozinhas possuem instalação de gás, temos que prever ventilação permanente – vamos considerar então que a janela irá possuir 2 bandeiras fixas com venezianas, com altura de 20cm e 2 folhas de correr com 1,00m de altura, totalizando o caixilho de 1,20m de altura. Se a janela possuir 1,00m de largura já estará atendendo a área mínima de insolação.

No caso do Banheiro, o COE não exige insolação e ventilação diretas, podendo a ventilação ser feita através de “ventokit” – no entanto, sempre que possível, é desejável que os banheiros ventilem direto para o exterior. Nesta caso, a janela deve ter, no mínimo, área correspondente a 5% da área do banheiro (5% de 4,00m² = 0,20m²). Uma janela de 0,60m x 0,60m (0,36m²) já atende.

Podemos, então, começar a organizar o nosso Quadro Geral de Esquadrias:

Quadro Geral de Esquadrias
Quadro Geral de Esquadrias

O peitoril de 1,00 e o caixilho com 1,20m de altura estão atendendo as diretrizes da NBR 15575.

mapa

Mapa de Caixilhos

Observação importante:

Estas informações são direcionadas a projetos acadêmicos – para projetos “da vida real” é indispensável a contratação de um Arquiteto para a verificação das necessidades de seu projeto e adequações a legislação de sua municipalidade.

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Projetando um apartamento acessível https://marcelosbarra.com/projetando-um-apartamento-acessivel/ Wed, 28 Sep 2016 19:57:05 +0000 https://marcelosbarra.com?p=1738 Nos dois posts anteriores (veja aqui e aqui) mostramos a importância de se projetar sempre tendo em mente a disposição do layout/mobiliário nos ambientes. Vimos também que os ambientes possuem dimensões mínimas que são reguladas pelos Códigos de Obras Municipais e/ou pela NBR 15575, na falta de claras especificações no Código.

Também chamamos a atenção para o fato de que embora seja possível projetar um apartamento de 2 quartos com 50m² atendendo ao Código de Obras e NBR 15575 seria praticamente inviável fazermos com que o mesmo atenda inteiramente a NBR 9050.

Assim sendo, podemos fazer o caminho inverso: ao invés de fazermos o projeto do apartamento “tipo” para depois “adaptá-lo” a NBR 9050, podemos começar estudando soluções de projeto que atendam a NBR 9050 para então propormos a planta do pavimento tipo.

Um apartamento de 2 quartos com todos os ambientes acessíveis poderia ter a seguinte configuração:

Exemplo de apartamento acessível com 65m²
Exemplo de apartamento acessível com 65m²

Não faz sentido propor um apartamento de 2 quartos onde somente um quarto seja acessível: o usuário de cadeira de rodas tem que ter acesso a todos os ambientes – mesmo ao banheiro “não-acessível”. Ele não pode ficar impossibilitado de usufruir de todos os cômodos e ter total liberdade.

Todas as portas tem que ter vão livre de 80cm e todas as circulações tem que ter 90cm de largura. O banheiro de utilização do cadeirante tem que ter a porta com abertura para fora, além de contar com sinalização/botão de emergência, conforme exigência da norma. Não deve haver desnível entre o box e o piso adjacente do banheiro, podendo o ralo do chuveiro ter caimento de 2%. Em nenhum ambiente pode haver desnível maior que 0,5 cm.

O projeto acima possui cerca de 65m² – ou seja – um acréscimo de 30% na área em relação ao apartamento apresentado anteriormente, que possuia 50m². Ainda assim, é um apartamento pequeno – mas atende a todas as normas de dimensionamento.

Ainda que o Mercado ofereça apartamentos de 2 quartos com metragens que atendam somente ao mínimo estabelecido pelo Código de Obras e NBR 15575 entendemos que seja fundamental que os projetos atendam também a NBR 9050. Desta forma, a metragem recomendada para o apartamento de 2 quartos seria entre 60-65m².

 

Veja neste link uma interessante matéria do Jornal O Globo mostrando como as plantas dos apartamentos de dois quartos sofreram alterações ao longo dos anos.

Observação importante:

Estas informações são direcionadas a projetos acadêmicos – para projetos “da vida real” é indispensável a contratação de um Arquiteto para a verificação das necessidades de seu projeto e adequações a legislação de sua municipalidade.

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Dimensões mínimas de mobiliário e ambientes: NBR 15575 https://marcelosbarra.com/dimensoes-minimas-mobiliario-ambientes-nbr-15575/ https://marcelosbarra.com/dimensoes-minimas-mobiliario-ambientes-nbr-15575/#comments Mon, 26 Sep 2016 22:09:34 +0000 https://marcelosbarra.com?p=1731 No post anterior (veja aqui) mostramos a importância de se projetar sempre tendo em mente a disposição do layout/mobiliário nos ambientes e vimos que os ambientes possuem dimensões mínimas que são reguladas pelos Códigos de Obras Municipais e/ou pela NBR 15575, na falta de claras especificações no Código.

São as diretrizes dos Códigos de Obras (em conjunto com o Plano Diretor e Zoneamento) que irão nortear a produção do Mercado Imobiliário. Há uma série de outras questões além das dimensões mínimas – exigência de áreas mínimas de ventilação e iluminação, faixas de aeração, faixas de insolação (essas duas últimas específicas do COE do Município de São Paulo), gabarito máximo de altura para não se ter elevador, etc – mas serão assunto de outros posts.

De forma geral, a maior parte da produção de projetos voltados ao mercado atenderá somente ao mínimo exigido pela legislação. Isso não significa, de forma alguma, que os trabalhos acadêmicos devam se restringir a isso: deve-se entender as regras de projeto exigidas como mínimo e, a partir daí, fazer proposições pensadas no conforto e usabilidade dos futuros usuários daquele projeto.

Vejam como exemplo este apartamento de 50m² que atende ao mínimo exigido pela legislação (as áreas molhadas estão com dimensões maiores que o mínimo exigido, como diretriz de projeto):

Dimensões mínimas de mobiliário e ambientes: Apartamento de 50m²
Apartamento de 50m²

 

Todas as janelas estão ventilando para a mesma face de fachada. As varandas serão adicionadas no projeto, considerando o limite máximo de 10% da área total construída, de forma a ser não-computável. Banheiros possuirão ventilação forçada através de ventokit. A cozinha ventila pela área de serviço, através de ventilação permanente.

Através do número de leitos (1 cama de casal + 2 camas de solteiro) fica definido que o apartamento terá 4 moradores; desta forma a sala deve demonstrar layout com sofá de 3 lugares + 1 poltrona e mesa de jantar para 4 pessoas. O número de assentos deve sempre corresponder ao número de moradores.

Ao destacar as circulações, podemos visualizar o atendimento ao mínimo exigido pela norma:

Dimensões mínimas de mobiliário e ambientes: Estudo de circulações - apartamento 50m²
Estudo de circulações – apartamento 50m²

Nos quartos, as circulações mínimas de 50cm que constam da NBR 15575 entre mobiliário e alvenarias estão respeitadas. No quarto de solteiro, circulação de 60cm entre as camas. A circulação de 75cm a partir da borda da mesa de jantar também está respeitada. A circulação principal, que conecta os diferentes ambientes, possui cerca de 85cm.

No entanto, se formos atender somente ao que exige a NBR 15575 não estaremos oferecendo o melhor projeto possível; assim sendo, todas as circulações deveriam ter no mínimo 80cm caso contrário, ao pensarmos na planta adaptada a NBR 9050, seria inviável atende-la sem que seja necessário repensar os dois quartos e sanitários.

É importante destacar também que no caso de projetos de HIS/HMP existem legislações estaduais específicas que vão estabelecer parâmetros próprios deste tipo de projeto.

Veja neste link uma interessante matéria do Jornal O Globo mostrando como as plantas dos apartamentos de dois quartos sofreram alterações ao longo dos anos.

Observação importante:

Estas informações são direcionadas a projetos acadêmicos – para projetos “da vida real” é indispensável a contratação de um Arquiteto para a verificação das necessidades de seu projeto e adequações a legislação de sua municipalidade.

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Dimensões mínimas de mobiliário e ambientes: NBR 15575 (introdução) https://marcelosbarra.com/dimensoes-minimas-de-mobiliario-e-ambientes-nbr-15575-introducao/ https://marcelosbarra.com/dimensoes-minimas-de-mobiliario-e-ambientes-nbr-15575-introducao/#comments Sat, 24 Sep 2016 21:53:01 +0000 https://marcelosbarra.com?p=1724 Para o leigo, a humanização de plantas é fundamental para o perfeito entendimento do dimensionamento de espaços e uso propostos em um projeto. É muito comum as chamadas “plantas humanizadas” – especialmente as plantas utilizadas no mercado imobiliário para a venda de apartamentos (“planta de venda”).

Perspectiva e Humanização - 3D Arquiteto Bruno Massao (www.bmmaquetes.com)
Perspectiva e Humanização – 3D Arquiteto Bruno Massao (www.bmmaquetes.com)

O uso de maquetes eletrônicas e virtualidade também são muito úteis. Neste caso, a colocação do mobiliário tem um caráter ilustrativo e didático – mostrar ao futuro comprador como aquele espaço que está sendo adquirido pode ser usufruído.

Para o estudante – e futuro profissional – de Arquitetura, a colocação do layout/mobiliário nas plantas deve ter um significado extra.

Utilizando ainda as habitações multifamiliares como exemplo, a colocação do mobiliário deve atender a NBR 15575, que estabelece as dimensões mínimas para móveis e circulações no ambiente residencial. Não se pode propor nenhum projeto residencial que não respeite os mínimos atribuídos pela norma.

A maior parte dos Municípios – em seu Código de Obras – irá estipular as medidas mínimas para os ambientes. Mas há casos em que o Código de Obras não estabelece essas medidas, devendo então a NBR 15575 servir de base para o dimensionamento de espaços.

 Móveis e equipamentos-padrão a serem acomodados nos diferentes ambientes - Fonte: CBIC
Móveis e equipamentos-padrão a serem acomodados nos diferentes ambientes – Fonte: CBIC

A tabela acima, produzida pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), mostra os móveis e equipamentos padrão estabelecidos pela NBR 15575. A íntegra do “Guia orientativo para atendimento a norma 15575” da CBIC pode ser baixado aqui.

No caso de projetos de HIS/HMP há legislação específica que dita este dimensionamento.

Desta forma, a colocação do layout/mobiliário nas plantas visa mostrar que os ambientes atendem a legislação e garantem uma correta circulação nos mesmos.

Imagine a seguinte situação: um quarto de solteiro com 9m² atende – a princípio – perfeitamente o quesito dimensões mínimas exigidas pelo Código de Obras e Edificações do Município de São Paulo (COE).

O COE exige que quartos tenham área mínima de 5m² e que seja possível a inscrição de um círculo com diâmetro 2,00m no piso. Veja post sobre dimensões mínimas aqui.

No entanto, o formato do quarto e a disposição do layout irão definir se, de fato, este quarto atende a usabilidade necessária.

Como vimos na Tabela acima, a NBR 15575 estabelece que no quarto de solteiro seja possível a colocação de, no mínimo, 2 camas (0.80 x 1.90 cada), com um criado mudo (0.50 x 0.50) entre elas, além de um guarda-roupa (1.50 x 0.50). O espaço entre as camas deve ter no mínimo 60cm e as demais circulações 50cm. (ver Tabela 2 da Norma para as distâncias e dimensões mínimas)

Quarto com medidas mínimas que atendem a NBR 15575
Quarto com medidas mínimas que atendem a NBR 15575

Lembramos, novamente, que as dimensões são as mínimas exigidas, podendo ser maiores. A disposição do layout/mobiliário pode variar – camas encostadas na parede não são soluções ideais de projeto.

Desta forma, não se recomenda a utilização de blocos de cad genéricos baixados da internet: as medidas dos mobiliários podem não atender ao mínimo que a legislação determina. Da mesma maneira Manuais de Arquitetura editados em outros países não atendem nossas legislações, normas e hábitos.

Ao se detalhar um apartamento em específico, a recomendação é utilizar sempre nos mobiliários as medidas que de fato serão utilizadas: tirar as medidas dos móveis e desenhá-los tal como são ou especificar mobiliário cujas medidas são conhecidas (os sites das grandes lojas possuem as medidas dos móveis comercializados)

Além disso, temos a NBR 9050 que, por sua vez, irá estabelecer os espaços mínimos necessários a circulação do cadeirante. Ainda que apenas um dos quartos seja o utilizado para o descanso do mesmo, ele precisa circular e desfrutar de todas as áreas do apartamento.

Algumas Prefeituras já exigem que para a aprovação do Projeto Legal conste a planta mostrando a adaptação das unidades habitacionais para a norma. As unidades não tem que ser necessariamente térreas, garantindo a flexibilidade de compra pelo usuário. A indicação do layout/mobiliário é fundamental para que se possa estudar e mostrar a adequação do projeto à norma.

Além de garantir a usabilidade, a colocação do layout/mobiliário permite ainda que no Projeto Executivo o Engenheiro responsável pelas instalações prediais possa saber as posições de pontos de elétrica, telefonia, dados e voz, hidráulica, esgoto, ar condicionado necessários a viabilização da proposta. Sanitários, Cozinhas, Áreas de Serviço devem sempre apresentar a posição das peças.

 

Observação importante:

Estas informações são direcionadas a projetos acadêmicos – para projetos “da vida real” é indispensável a contratação de um Arquiteto para a verificação das necessidades de seu projeto e adequações a legislação de sua municipalidade.

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Escadas de Incêndio – Reservatório Superior https://marcelosbarra.com/escadas-de-incendio-reservatorio-superior/ https://marcelosbarra.com/escadas-de-incendio-reservatorio-superior/#comments Mon, 19 Sep 2016 01:58:58 +0000 https://marcelosbarra.com?p=1713 Nos dois posts anteriores (aqui e aqui) vimos como dimensionar a Escada de Incêndio, obedecendo ao Código de Obras e Edificações do Município de São Paulo, a NBR-9077 e as Instruções Técnicas do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo.

No exemplo que estamos utilizando (edificação multifamiliar com 23 pavimentos) a escada de incêndio atende até o último pavimento, não seguindo até o Ático. O acesso ao Ático se dará através de escada marinheiro, localizada próximo ao hall de elevadores.

Desta forma, aproveitaremos a estrutura de concreto da caixa de escada de incêndio para projetarmos o Reservatório Superior e barrilete. Como os elevadores atenderão também somente até o 23 pavimento, utilizaremos o espaço do ático acima deles para a Casa de Máquinas de Elevadores.

23-escada
23º Pavimento

Para o projeto e dimensionamentos dos Reservatórios Superior e Inferior é necessário consultar a NBR-5626 (Instalação predial de água fria) e – no caso de São Paulo –  norma NTS 181 da Sabesp (aqui) e a Instrução Técnica 22 do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo. (texto aqui)

O Reservatório Superior deve ter capacidade para 40% do volume total de consumo mais a Reserva de Incêndio (IT-22). O Reservatório Inferior deve ter a capacidade de 60% do volume total de consumo – fica localizado no último subsolo.

Para o nosso exemplo, a IT-22 irá estabelecer que a Reserva de Incêndio é de 20 m³ ou 20.000 litros.

Para o Cálculo do Volume de Consumo, a Sabesp irá fornecer a tabela abaixo:

Tabela de Estimativa de Consumo Predial Médio Diário
Tabela de Estimativa de Consumo Predial Médio Diário

Devemos considerar 2 pessoas por dormitório, com consumo de 200 litros por dia por pessoa.

No nosso exemplo, temos 8 apartamentos de 2 quartos por pavimento tipo (no total de 23 pavimentos).

População = (n° de dormitórios) x (pessoas por dormitório) x (n° de pavimentos) x (n° de apartamentos por pavimento)

População = 2 x 2 x 23 x 8 = 736 pessoas

Como o consumo informado pela Sabesp é de 200 litros por pessoa, temos o Consumo Diário de:

Consumo Diário (CD) = 736 x 200 = 147.200 litros ou 147,2 m³

O Volume Total, somando a Reserva de incêndio, seria de:

Volume Total = 147.200 + 20.000 = 167.200 litros ou 167,2 m³

No Reservatório Superior (RS) temos que ter 40% do CD mais a Reserva de Incêndio (RI):

RS= 40% de 147.200 + RI = 0,4 x 147.200 + RI = 58.880 + RI = 78.880 litros ou 78,8 m³

RS = 78.880 litros ou 78,8 m³

Reservatório Inferior = 60% do CD = 0,6 x 147.200 = 88.320 litros ou 88,32 m³

RI = 88.320 litros ou 88,32 m³

O formato da Caixa da Escada em planta nos permite dividir o Reservatório Superior em duas células, devendo ter 39,44 m³ cada (78,88 / 2 = 39,44). Como a área de cada célula tem 8,90m², podemos achar a altura da lâmina d’água dividindo o Volume pela área: 39,440 / 8,90 = 4,43 m. Adotaremos 4,50 m.

Ático
Ático

(Na prática, muitas vezes considera-se no cálculo que o Volume de abastecimento seja capaz de atender a dois dias de consumo – sugere-se verificar o que diz o Código de Obras da municipalidade)

Corte A - Ático
Corte A – Ático

O Corte A auxilia muito neste entendimento. Nele podemos ver as duas células em corte, a cada Reservatório Superior com o Volume indicado, inclusive o da Reserva de Incêndio. O acesso para manutenção é feito por cima, por intermédio de alçapões – que são alcançados através de escada marinheiro externa protegida (com “gaiola”).

O barrilete é o espaço que fica embaixo dos Reservatórios, onde estarão acontecendo as diversas saídas dos ramais de abastecimento das prumadas hidráulicas. Precisa de, no mínimo, 80cm (espaço para que uma pessoa consiga acessar para eventuais manutenções). O barrilete também é necessário para que, no último pavimento, seja garantida pressão no ponto mais alto de abastecimento (o chuveiro), com distância mínima de 1 metro de coluna d’água (mca) entre o ponto de abastecimento e o fundo do Reservatório Superior.

No próximo post analisaremos a Casa de Máquinas de Elevadores.

 

 

 

Observação importante: A NBR 9077 possui uma série de questões além das que estão discutidas neste post e deve ser lida e seguida na íntegra.

A Instrução Técnica-11 engloba usos não contemplados pela NBR-9077 e deve ser integralmente seguida, no Estado de São Paulo. Adotar sempre a determinação mais restritiva. o Código de Obras de cada Município irá estabelecer suas restrições.

Estas informações são direcionadas a projetos acadêmicos – para projetos “da vida real” é indispensável a contratação de um Arquiteto para a verificação das necessidades de seu projeto e adequações a legislação de sua municipalidade.

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Escadas de Incêndio – dimensionamento II https://marcelosbarra.com/escadas-de-incendio-dimensionamento-ii/ https://marcelosbarra.com/escadas-de-incendio-dimensionamento-ii/#comments Sun, 18 Sep 2016 06:25:43 +0000 https://marcelosbarra.com?p=1679 No post anterior (link aqui), vimos como dimensionar a largura da escada, obedecendo ao Código de Obras e Edificações do Município de São Paulo, a NBR-9077 e as Instruções Técnicas do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo.

Neste post iremos tratar do dimensionamento do comprimento da escada.

A primeira coisa a se ter em mente é que em uma Edificação os Piso-a-pisos (também chamados de Desníveis) serão – quase sempre – diferentes de um Pavimento para o outro. A consequência direta disto é que o número de degraus necessários a vencer os desníveis entre os pavimentos será diferente.

Retomemos o exemplo da Edificação utilizada no cálculo da largura da escada. Os diferentes desníveis podem ser observados na Tabela 1:

Tabela 1
Tabela 1

A primeira observação: os desníveis foram todos calculados levando-se em conta que o degrau da escada possui espelho de h=18cm. Esta distância atende a legislação e facilita a determinação de todos os níveis do projeto.

A segunda observação é que quando representamos uma planta baixa estamos representando um corte horizontal, passando a cerca de 1,50m do plano de piso: significa então que estamos cortando a escada que está subindo e vendo em vista a escada que está chegando neste pavimento.

Assim, no pavimento Térreo, por exemplo, estamos cortando a escada que está subindo para o 1°pavimento e representando, em vista, a escada que está vindo do 1° subsolo. Como os desníveis são diferentes, estamos representando duas escadas diferentes!

Pavimento Térreo
Pavimento Térreo

A escada representada acima mostra o lanço que vem do 1°subsolo e o lanço que vai ao 1° pavimento tipo.

O pavimento Térreo, por ser o pavimento de acesso, geralmente é colocado com um piso-a-piso maior que do pavimento tipo, não só como estratégia de valorização dos ambientes que  se situam no térreo mas também para que eventuais desvios de instalações e prumadas possam ocorrer no entre-forro.

Como o piso-a-piso determinado possui 5,04m, significa que temos 28 espelhos (5,04/0,18 = 28) para chegar no 1° pavimento – estamos considerando o patamar no meio do percurso, no degrau 14. Já a escada que vem do 1° subsolo vence um desnível de 3,60m, necessitando então de 20 espelhos (3,60/0,18 = 20) – patamar no degrau 10.

Observe que o pavimento Térreo funciona como pavimento de descarga em caso de Incêndio: é por isso que a escada possui uma descontinuidade (representada pela alvenaria que separa os 2 lanços). Isso significa que em caso de sinistro, a pessoa que está subindo do 1° subsolo sai no térreo sem conseguir continuar subindo para o 1° pavimento. Da mesma forma, a pessoa que está descendo do 1°pavimento tipo não consegue continuar descendo até o 1° subsolo sem que tenha que sair da escada no pavimento Térreo.

As portas da escada de incêndio abrem para fora, no pavimento Térreo, pois este é o sentido de fuga, em caso de incêndio.

No 1° subsolo, adotamos o mesmo raciocínio. Como vimos, o lanço que vai ao Térreo tem que vencer o desnível de 3,60m, sendo necessários 20 degraus – patamar no degrau 10. O lanço que vem do segundo subsolo precisa vencer um desnível de 2,88m, precisando então de 16 degraus (2,88 / 0,18 = 16) – com patamar no degrau 8.

1° Subsolo
1° Subsolo

O térreo, por ser o pavimento de descarga, não necessita da Área de Resgate – já os demais pavimentos todos necessitam ter este espaço destinado ao módulo de 0,80 x 1,20 (NBR-9050) – por se tratar de um edifício residencial, o cálculo do número de módulos de referência necessários resultou em 1 – verificar a Lotação da Edificação para a determinação do número de Módulos de Referência necessários.

No 2° subsolo, vemos a escada que vem do 3° subsolo e a escada que vai ao 1° subsolo, ambas vencendo o desnível de 2,88m e, portanto, ambas com 16 degraus – patamar no degrau 8.

2° Subsolo
2° Subsolo

Finalmente, no 3° subsolo, vemos apenas a escada que vai ao 2° subsolo, que vence o desnível de 2,88m (com patamar no degrau 8). É por isso que o restante do lanço que está acima da linha de corte horizontal de 1,50m aparece tracejado – ele está em projeção.

3° Subsolo
3° Subsolo

Retornando ao 1° Pavimento Tipo.

Vimos que do Térreo para o 1° Pavimento Tipo temos um desnível de 5,04m (28 espelhos) – com patamar no degrau 14. Do 1° pavimento para o 2° pavimento, temos o desnível de 3,06m, resultando em 17 espelhos (3,06 / 0,18 = 17) – consideraremos o patamar no degrau 09.

Primeiro Pavimento
Primeiro Pavimento

Do 2° ao 22° Pavimentos temos Pavimento Tipo: 3,06m – o que resulta em 17 espelhos, – patamar no degrau 9.

Pavimento Tipo
Pavimento Tipo

É importante observar que como o desnível do tipo é de 3,06m a Caixa de Escada fica mais “folgada” pois o número de degraus é menor que nos demais pavimentos; no entanto, se tivéssemos solucionado o Projeto apenas pensando o Pavimento Tipo sem ter pensado na escada considerando o pior caso – o pavimento Térreo – teríamos o re-trabalho de refazer toda a Caixa de Escadas quando fôssemos solucionar o Pavimento Térreo!

No 23° Pavimento – o último pavimento-tipo – temos a  seguinte situação: embora a planta baixa do pavimento seja idêntica aos demais tipos, temos o piso-a-piso maior (em geral um degrau a mais, 18cm). Isso acontece porque acima deste pavimento temos o Ático, que é descoberto. As tubulações dos ralos que captam a água da chuva (rede de águas pluviais) precisam de espaço no entreforro para chegar nas descidas das prumadas. Além disso, as tubulações provenientes do barrilete/reservatório superior também percorrem pelo forro até chegarem nos ramais de distribuição, assim como demais instalações (elétrica, telefonia, dados e voz,etc.) que precisem do espaço no entreforro para viabilizar prumadas.

escada-23p
23º Pavimento

Como o acesso ao Ático se dará através de escada marinheiro localizada em outra posição do pavimento, temos que este é o último lanço de escada enclausurada da edificação – portanto a escada que está representada não está cortada e sim em vista. A mureta (ou parede alta) de alvenaria é necessária para segurança dos usuários, uma vez que  escada não continuando a subir torna-se um vazio no chão.

Em todos os casos, consideramos o desnível máximo a ser vencido (sem necessidade de patamar) igual ou menor a 3,25m (Código de Obras e Edificações do Município de São Paulo), que é mais restritivo que a NBR-9077 e a IT-11 (que permite até 3,70m de desnível sem patamar).

Demais informações para o dimensionamento deste exemplo:

Para o tamanho da Caixa do Elevador, consideramos o Modelo Schindler 3600 (especificação aqui).

As paredes do Núcleo Rígido (Escada enclausurada e Elevadores) é toda de concreto de alta resistência e possui espessura de 19cm.

A escada de Incêndio é pressurizada (não precisando, portanto, de antecâmara)

Corte A auxilia bastante a estudar a Escada.

Corte A - trecho
Corte A – trecho

No Corte A, no trecho do Ático, teremos o Reservatório Superior. Acima da Caixa de Elevadores, teremos a Casa de Máquinas de Elevadores – ambos assuntos do próximo post.

Observação importante: A NBR 9077 possui uma série de questões além das que estão discutidas neste post e deve ser lida e seguida na íntegra.

A Instrução Técnica-11 engloba usos não contemplados pela NBR-9077 e deve ser integralmente seguida, no Estado de São Paulo. Adotar sempre a determinação mais restritiva. o Código de Obras de cada Município irá estabelecer suas restrições.

Estas informações são direcionadas a projetos acadêmicos – para projetos “da vida real” é indispensável a contratação de um Arquiteto para a verificação das necessidades de seu projeto e adequações a legislação de sua municipalidade.

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Escadas de Incêndio – dimensionamento https://marcelosbarra.com/escadas-de-incendio-dimensionamento/ https://marcelosbarra.com/escadas-de-incendio-dimensionamento/#comments Thu, 15 Sep 2016 21:57:21 +0000 https://marcelosbarra.com?p=1646  

Escadas de Incêndio possuem dupla função no Projeto de uma Edificação. Além de servirem como deslocamento entre pavimentos formam, em conjunto com a caixa de elevadores, o chamado Núcleo Rígido.

O Núcleo Rígido é responsável não só pela Circulação Vertical (CV) da Edificação mas também – devido às suas características construtivas – tornam a estrutura como um todo mais estável.

O dimensionamento de uma Escada de Incêndio tem que seguir uma série de leis e normas. Tomando o Município de São Paulo, temos especificações sobre a Escada de Incêndio no Código de Obras e Edificações (COE/1992), na NBR-9077 (Saídas de Emergências em Edifícios), NBR-9050 (Acessibilidade a Edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos) e nas Instruções Técnicas do Corpo de Bombeiros – de abrangência estadual (IT-11, IT-12, IT-13, IT-22, etc.).

Desta forma, é importante observar que recaem sobre o dimensionamento das Escadas legislações de diferentes esferas (Municipais, Estaduais, Federais) – devido à sua importância no Projeto de Arquitetura, de modo a assegurar a segurança aos usuários da Edificação.

Um item fundamental a ser compreendida é o conceito de Unidade de Passagem (UP). A UP corresponde a largura mínia para a passagem de uma fila de pessoas e corresponde a 55cm. A capacidade da UP é o número de pessoas que passa por esta unidade em 1 minuto.

O primeiro passo é efetuar o Cálculo da População que a Edificação irá atender, pois o dimensionamento da escada está diretamente relacionado a este número.

Tomemos como exemplo uma Edificação Multifamiliar com 23 pavimentos (Térreo com piso-a-pisode 5,04m, 22 pavimentos tipo com 3,06m e último tipo com 3,24m), com Pavimento Tipo ocupando uma laje de 600m² e 3 subsolos destinados a estacionamento. O tipo é constituído por 8 apartamentos de 2 quartos. O prédio é de alto padrão.

Na Tabela 1, a NBR-077 irá classsificá-la no Grupo A (residencial), divisão A-2 (Habitação Multifamiliar).

captura-de-tela-2016-09-18-as-15-00-34

Na Tabela 2, que classifica a Edificação em relação à sua altura, a NBR-9077 irá classificá-la como Código O (Edificação Alta, com mais de 30,00m de altura), subdivisão 0-1.

captura-de-tela-2016-09-18-as-15-03-06

A Tabela 3 irá fornecer coeficientes em função das dimensões da Edificação em planta baixa.  O coeficiente alfa (α) analisa a área do maior pavimento. No nosso exemplo, o pavimento tipo tem 600m²,que é considerado de pequeno pavimento por ter menos de 750m², sendo então Código P.

captura-de-tela-2016-09-18-as-15-04-09

O coeficiente beta (β) irá analisar os subsolos. por se tratar de um grande subsolo (mais de 500m²), é classificado como Código S.

O coeficiente gama (γ)) irá analisar a área total da Edificação. No nosso exemplo, temos uma Edificação muito grande (área maior que 5000m²), sendo Código W.

A Tabela 4 irá classificar às Edificações quanto as características construtivas. Consideramos sempre o Código Z (edificações em que a propagação do fogo é difícil)

captura-de-tela-2016-09-18-as-15-04-54

A Tabela 5 irá fornecer os dados para o Cálculo da População e dimensionamento das saídas. Para o nosso exemplo (Grupo A, divisão A-2) temos: duas pessoas por dormitório – sendo apartamentos de até 2 dormitórios, a sala também é considerada dormitório.

captura-de-tela-2016-09-18-as-15-05-39

Em apartamentos maiores, salas de estudo, costura, etc, que possam também ser usadas como dormitório serão consideradas como tal. Em apartamentos mínimos, sem divisões em planta, considera-e uma pessoa a cada 6m² de área de pavimento.

No nosso exemplo, temos 8 apartamentos de 2 quartos por pavimento tipo. Como temos que considerar 2 pessoas por dormitório (2 quartos + a sala = 3 dormitórios), temos 6 pessoas por apartamento, 48 pessoas por pavimento-tipo (6 pessoas por apartamento x 8 apartamentos).

É fundamental ter em mente o que diz a norma em seu item 3.3 (Cálculo da população )- pois irá estabelecer quais áreas devem ser incluídas ou excluídas para efeito do cálculo.

A Tabela 6 irá informar a distância máxima a ser percorrida. Considerando o tipo de Edificação como sendo Z e o Grupo A temos 4 opções. Primeiro, definir se a edificação terá sistema de sprinkler (chuveiros automáticos) ou não. Como é um prédio de alto padrão, será com sprinklers. Em seguida, temos que definir se a Edificação terá mais de uma saída. Vamos considerar que devido à questões de projeto foi adotada uma única saída. Temos então, pela Tabela 6, que a distância máxima a ser percorrida é de 55,00m.

captura-de-tela-2016-09-18-as-15-06-22

A Tabela 7 irá estabelecer a relação entre o número de saídas e o tipo de escada. Utilizando o Códigos da Tabela 2 (Código O), para pavimentos com menos de 750m², Grupo A, divisão A-2, temos que ter 1 saída e a escada deve ser PF (Escada a Prova de Fumaça)

captura-de-tela-2016-09-18-as-15-06-59

Nas Definições da Norma (Item 3), estão definidas – dentre outras coisas – os tipos de Escadas de emergência (Escada enclausurada à prova de fumaça (pressurizada ou não), escada enclausurada protegida, escada não-enclausurada)

É importante observar que a Norma considera que para Habitações Multifamiliares (A-2) somente há necessidade de escada enclausurada em edificações com mais de 12m de altura (altura classificada como N, ver tabela 2).

A Tabela 8 irá determinar a necessidade de alarme. No caso do exemplo, sim.

captura-de-tela-2016-09-18-as-15-07-45

No item 4.4 a Norma irá exemplificar o dimensionamento da largura das escadas, em função do cálculo feito para a População.

As escadas, por exemplo, são dimensionadas tendo em consideração o pavimento de maior população. No nosso exemplo, como temos somente pavimento-tipo, iremos tomá-lo como referência.

A largura é dada pela fórmula: N = P/C

Onde N = número de UP (isto é, largura da escada)

P = População

C = capacidade da UP (número fornecido pela Tabela 5 – no nosso exemplo, 45)

No nosso exemplo, teremos:

N = 48/45

N = 1,06

Arredondamos para o próximo número inteiro, ou seja, 2.

Desta forma a largura da escada deve atender a 2 Unidades de Passagem. (0,55 x2 = 1,10m). Adotamos 1,20m, considerando que os corrimões vão ocupar cerca de 10cm (5cm de cada lado), deixando a passagem livre de 1,10m.

Importante observar que a Norma estabelece que o mínimo a ser adotado em qualquer projeto é 1,10m (exceção Hospitais, que devem atender ao mínimo de 2,20m). O Código de Obras do Município de São Paulo estabelece que a largura mínima seja 1,20m.

O espelho (h = altura do degrau) deve ter entre 16 e 18 cm e a pisada (b = largura do degrau) deve atender a Fórmula de Blondel:

63 cm ≤ 2h + b ≤ 64 cm

Pela boa prática, adota-se espelho de 18cm e pisada de 27cm, que atende a fórmula 2 x 18 + 27 = 63

É importante destacar o seguinte: este dimensionamento,  feito pela NBR 9077 (de abrangência nacional) é diferente do dimensionamento estabelecido pela IT-11, do Corpo de Bombeiros, que possui abrangência estadual. Se fôssemos observar o dimensionamento de distância máxima a ser percorrida através da IT-11, por exemplo, poderíamos chegar  a 65m (pela NBR-9077 é 55m) – pela boa prática profissional adotamos sempre o mais restritivo.

NESTE CASO, O COE É MAIS RESTRITIVO que a NBR-9077 e que a IT-11 no que se refere a distância máxima a ser percorrida. Considerando o nosso exemplo, teríamos a distância máxima a ser percorrida de 38m (com sprinkler) ou 25m (sem sprinkler) – ver item 12.8 Disposição de Escadas e Saídas

No caso de subsolos, a Resolução Ceuso 99/01 permite que a distância máxima a ser percorrida chegue a 50m. (link aqui) – válido para o Município de São Paulo.

A NBR-9050 irá estabelecer a obrigatoriedade de determinação de espaços para área de resgate, dentro da Escada de Incêndio. (Item 6.4 Rotas de Fuga). Deve ser deixado o espaço de um módulo de referência (.80×1.20) a cada 500 pessoas de lotação, por pavimento, na antecâmara de acesso a escada ou dentro da escada, no caso de escada sem antecâmara.

No próximo post, apresenteremos alguns desenhos relacionados ãs questões tratadas aqui.

Fonte das Tabelas: NBR-9077

Observação importante: A NBR 9077 possui uma série de questões além das que estão discutidas neste post e deve ser lida e seguida na íntegra. (a norma pode ser acessada aqui)

A Instrução Técnica-11 engloba usos não contemplados pela NBR-9077 e deve ser integralmente seguida, no Estado de São Paulo. Adotar sempre a determinação mais restritiva. o Código de Obras de cada Município irá estabelecer suas restrições.

Estas informações são direcionadas a projetos acadêmicos – para projetos “da vida real” é indispensável a contratação de um Arquiteto para a verificação das necessidades de seu projeto e adequações a legislação de sua municipalidade.

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Parâmetros de Ocupação do Lote – CA, TO, Permeabilidade, Gabarito de Altura e Recuos https://marcelosbarra.com/parametros-ocupacao-lote/ Sun, 11 Sep 2016 03:28:09 +0000 https://marcelosbarra.com?p=1639 Artigo Atualizado em 07 setembro de 2017 segundo o Novo Código de Obras do Município de São Paulo (COE/2017)

Antes de se iniciar qualquer tipo de Projeto de Arquitetura é fundamental que se defina o Terreno no qual o projeto será desenvolvido.

Cada terreno tem suas particularidades: não só quanto às questões físicas que envolvem a sua Topografia, estudo de acessos, sistema viário, uso do solo, relações com entorno, cheios e vazios, gabaritos de altura, etc. mas também as questões que envolvem os chamados Parâmetros de Ocupação do Lote.

Esses parâmetros são índices determinados pela Prefeitura de cada Município e tem relação direta com decisões relacionadas aos seus respectivos Planos Diretores e constam de suas Leis de Zoneamento,  visando nortear o crescimento ordenado das cidades.

Os principais Parâmetros de Ocupação do Lote são o Coeficiente de Aproveitamento (C.A.), a Taxa de Ocupação (T.O.), a Taxa de Permeabilidade (T.P.), o Gabarito de Altura Máximo (GAB) e os Recuos (Frontal, Lateral e Fundos). Estes parâmetros são localizados no Quadro 3, do Zoneamento do Município de São Paulo (LPUOS/2016) – para saber quais são os parâmetros de ocupação do solo do seu terreno, primeiro você deve saber em qual Zoneamento ele se enquadra (basta consultar pelo GeoSampa, link aqui). Para acessar um guia completo de como utilizar o GeoSampa, clique aqui.

Utilizaremos o seguinte terreno/lote hipotético para exemplificar os conceitos:

Implantação
Implantação

O Coeficiente de Aproveitamento (C.A.) é o índice que irá estabelecer qual será o Potencial Construtivo que aquele lote pode receber.

No exemplo acima, o lote possui Área de 1.000 m². Se o C.A. dele for igual a 1 significa que o Potencial Construtivo pode chegar a 1.000 m²de área computável. Se o CA fosse 2, o Potencial Construtivo poderia chegar a 2.000 m² de área computável e assim sucessivamente. Veja aqui um artigo sobre áreas computáveis e não-computáveis.

Cada Código de Obras, Zoneamento e Plano Diretor de cada Município irão estabelecer quais áreas são computáveis e quais áreas são não-computáveis. Um exemplo de área não-computável são as áreas de garagem destinadas ao estacionamento de veículos (desde que não ultrapassem o limite máximo estabelecido pela Legislação).

A Taxa de Ocupação (T.O.) vai informar o percentual da área do lote que a edificação poderá ocupar.

No exemplo acima, se a Taxa de Ocupação do Lote for de 70% (ou 0,7) significa que a Projeção horizontal dos volumes propostos para a edificação podem ocupar até 700m² (70% de 1.000 m²)

Taxa de Ocupação - Exemplo 1
Taxa de Ocupação – Exemplo 1

Considerando um único volume – e aplicando os Recuos mínimos exigidos pelo Código de Obras – a parte hachurada no Exemplo 1 corresponde a 700m².

Taxa de Ocupação - Exemplo 2
Taxa de Ocupação – Exemplo 2

No exemplo acima, a soma das áreas hachuradas também atendem a TO de 0,7, pois somam menos que 700 m²

A Taxa de Permeabilidade vai informar o percentual do terreno que deve ser livre de edificação – onde deverá ser deixado piso 100% permeável (ou semi-permeável, dependendo das tolerâncias do Código de Obras). Isso significa que sob área permeável não pode haver nada construído – como subsolos, por exemplo – pois a água da chuva deve ser absorvida diretamente pelo solo e encaminhada naturalmente ao lençol freático.

No nosso exemplo, se a Taxa de Permeabilidade for de 15%, teríamos que deixar 150m ² livres de edificação – em geral áreas ajardinadas destinadas ao Projeto de Paisagismo. Essas áreas podem estar setorizadas pelo terreno ou reunidas em um único local, dependendo da estratégia de projeto. É importante ter em mente a solução de subsolos ao se determinar a posição das áreas permeáveis.

o Zoneamento (LPUOS/2016) prevê Taxas de Permeabilidade em torno de 25% do tamanho do lote – ou seja – 1/4 do terreno deve ser deixado livre. Associada a Taxa de Permeabiidade, a Quota Ambiental é um parâmetro novo que especifica valores a serem alcançados em cada projeto (através de pontuações relativas ao tipo de vegetação, porte, etc), diretamente ligado ao Projeto de Paisagismo.

Taxa de Permeabilidade
Taxa de Permeabilidade

No desenho acima, estamos indicando em verde duas áreas destinadas a atender a Taxa de Permeabilidade – o somatório das duas áreas corresponde aos 150 m² necessários.

O Gabarito de Altura Máximo (GAB)  irá estabelecer a altura – contada a partir do pavimento térreo até a laje de cobertura do último pavimento “habitável”. Não entram no compto do GAB o último pavimento destinado a Casa de Máquinas de elevadores/Reservatório Superior/Pavimento Técnico/Pátio de Antenas, salvo disposição contrária do Código de Obras.

Em alguns casos, o Zoneamento irá estabelecer um valor para o GAB (exemplo, 42 metros) e em outros irá indicar N.A. (não se aplica). Este último significa que não existe uma altura máxima limitada: o que irá “limitar” a altura será o C.A. e o Potencial Construtivo.

Os Recuos são as distâncias mínimas que a Edificação proposta precisa respeitar em relação aos limites do terreno/lote.

O Zoneamento geralmente estabelece como Recuos mínimos: recuo Frontal com 5,00 m, os laterais e fundos com 3,00 m.

No Caso do Município de São Paulo, o Código de Obras e Edificações anterior (COE/1992) estabelecia que além dos Recuos mínimos deveriam ser respeitadas a Faixa Livre de Aeração (Faixa A) e o Espaço Livre de Insolação (Espaço I). A Faixa A e o Espaço Livre I eram calculados em função da altura da edificação: quanto maior a altura maior os afastamentos necessários, conforme as fórmulas de cálculo específicas destas faixas.

O Novo Código de Obras do Município de São Paulo (COE/2017) eliminou as Faixa A e Espaço I, possibilitando – infelizmente – que as edificações dentro de um mesmo lote acabem ficando cada vez mais “próximas”, diminuindo consideravelmente as condições de conforto ambiental.

A fórmula para se calcular os Recuos laterais e fundos passa a ser:

Onde H é a altura da Edificação. Por exemplo, se um edifício tiver 50m de altura, seus recuos laterias e fundos serão de 4,40m (50 – 6 / 10), maiores, portanto, que os 3,00m mínimos exigidos pelo Zoneamento.

Com relação aos Recuos, existem ainda diversos fatores que podem influenciá-los: em quadras com mais de 50% dos lotes com edificações na testada (sem afastamento), é permitido – salvo disposição específica em contrário – se construir no limite do lote, por exemplo. Em Áreas de Operação Urbana, também há exceções não só quanto ao recuo, mas quanto ao aumento de CA do terreno.

A pesquisa de Legislações pertinentes ao ato de Projetar não cessa nunca: envolve Planos Diretores, Zoneamentos, Código de Obras, Legislações específicas (como HIS, por exemplo), NBR’s, Bombeiros, Anvisa, etc.

O Estudo de Viabilidade do Terreno é, neste contexto, o primeiro passo para o início do Projeto.

Observação importante: estas informações são direcionadas a projetos acadêmicos – para projetos “da vida real” é indispensável a contratação de um Arquiteto para a verificação das necessidades de seu projeto e adequações a legislação de sua municipalidade.

 

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O Projeto de Arquitetura e as diversas Legislações envolvidas – o caso do Município de São Paulo https://marcelosbarra.com/projeto-arquitetura-diversas-legislacoes-envolvidas/ Mon, 29 Aug 2016 01:21:27 +0000 https://marcelosbarra.com?p=1610
O Projeto de Arquitetura
O Projeto de Arquitetura

Para o leigo, o Projeto de Arquitetura é fruto somente da capacidade criativa do Arquiteto. Isso talvez se deva ao fato da profissão do Arquiteto e Urbanista estar, muitas das vezes, influenciada e relacionada a produção dos chamados “Mestres”.

Nomes como Le Corbusier, Niemeyer, Richard Meier, e tantos outros Arquitetos do século XX ajudaram na propagação desta idéia: que a partir de um simples traço do arquiteto surgiriam suas obras.

A própria formação dos futuros Arquitetos é, de maneira geral, voltada para este tipo de pensamento: a produção do objeto arquitetônico é feita a partir de concepções do objeto como abstrações ou como manipulações da forma.

A vida profissional, no entanto, leva os jovens Arquitetos a lidarem com um aspecto da realidade chamado Legislações – e as limitações impostas por suas diretrizes na concepção de projeto.

Falando especificamente do nosso país, em nossa Constituição Federal de 1988 (íntegra do texto aqui) temos no Capítulo II as regras gerais relacionadas a Política Urbana, que institui a obrigatoriedade de Planos Diretores para cidades com mais de 20 mil habitantes. O Capítulo II deu origem ao Estatuto da Cidade – Lei 10.257 de 10 de Julho de 2001 (íntegra do texto aqui).

A partir das premissas da Constituição, o Município de São Paulo teve um primeiro Plano Diretor (2002) que em 2014 sofreu uma grande revisão, que vigorará até 2030. O texto do novo Plano Diretor Estratégico (PDE – Lei 16.050 de 2014) pode ser acessado em sua íntegra aqui.

Com a revisão do PDE, a Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo (LPUOS) – mas conhecida como “zoneamento” – também foi revista. Sem um profundo conhecimento do PDE e do Zoneamento (Lei 16.402 de 2016 – íntegra aqui) é impossível fazer qualquer tipo de projeto, pois ambos estabelecem premissas  que irão nortear todas as decisões projetuais.

Além do PDE e Zoneamento, em São Paulo estão em discussão os novos Planos Regionais e os Planos de Bairro, que irão tratar especificamente das necessidades locais. (maiores informações aqui)

Muitos acreditam que basta seguir o que dita o Código de Obras e Edificações (COE). Ledo engano. A versão do COE que está em vigor é de 1992 (Lei 11.228 de 1992 – íntegra aqui), mas faz referências a um PDE e Zoneamentos que já estão ultrapassados pela novas edições das respectivas leis. Um Novo Código de Obras já foi aprovado pela Câmara de vereadores em 2016 mas ainda aguarda sanção do Prefeito. Enquanto isso, vale o COE de 1992.

Mas não é só o Código de Obras que tem que ser seguido – todas as NBR‘s relacionadas a prática do projeto arquitetônico são obrigatórias. Um levantamento feito pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) – e revisado anualmente – lista todas as NBR’s envolvidas num projeto de edificação: na edição de 2016 são cerca de mil normas relacionadas (Catálogo de Normas Técnicas CBIC – abril de 2016, íntegra aqui)

E não para por aí – cada projeto tem sua especificidade. Habitações de Interesse Social (HIS), por exemplo, possuem Legislação Estadual específica. Restaurantes, lanchonetes, clínicas, hospitais possuem normas específicas da Vigilância Sanitária, além das legislações municipais, estaduais e federais correlatas. E assim segue, para cada Tema diferente de projeto.

Atender às exigências do Corpo de Bombeiros, Concessionárias de serviços (água, luz, telefonia, etc.), observância a áreas non aedificandi (proximidade com Metrô, cursos dágua, áreas contaminadas, por exemplo) são também fundamentais.

Desta forma, entender a complexidade e gama de informações que regem a produção do projeto de arquitetura é fundamental para o entendimento de que projetar não é produto somente da genialidade do Arquiteto, mas também – e principalmente – de sua capacidade técnica de viabilizar o empreendimento, à luz das condicionantes legais.

Outro fator primordial neste processo de projeto é entender as necessidades dos usuários – aqueles que irão fruir do ambiente em seu dia-a-dia. Não se faz projeto sem “ouvir a voz” daqueles que serão seus maiores beneficiados – senão iremos cair sempre no erro dos Arquitetos modernos que projetavam para usuários padronizados em um mundo que sabemos ser composto pela diferença e diversidade – mas isso é assunto para outro post.

 

Observação importante: estas informações são direcionadas a projetos acadêmicos – para projetos “da vida real” é indispensável a contratação de um Arquiteto para a verificação das necessidades de seu projeto e adequações a legislação de sua municipalidade.

 

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Representação gráfica de Projeto Executivo – Portas de madeira https://marcelosbarra.com/representacao-grafica-projeto-executivo-portas-madeira/ Fri, 05 Aug 2016 23:51:46 +0000 https://marcelosbarra.com?p=1602 O projeto de Arquitetura tem que ser pensado na escala 1:1. No entanto, a produção dos desenhos com o objetivo de enviar à obra para a execução do projeto (Projeto Executivo) deve ser feito em escalas compatíveis com a correta representação dos diversos elementos.

Em geral, plantas, cortes e elevações são produzidas em escala 1:50 e detalhamentos nas escalas 1:25, 1:5 e mesmo 1:1. Implantação e Planta de situação, dependendo dos casos, em escalas 1:500, 1:750, 1:1000. Projetos de Prefeitura (“Projeto Legal”) possuem escalas de representação diferentes, de acordo com as Normas Municipais locais.

A norma que rege a maneira como os arquitetos devem representar os desenhos é a NBR 6492 – Representação de Projetos de Arquitetura (1994) e tem que ser utilizada.

O Projeto Executivo de qualquer edificação – seja uma pequena reforma ou um conjunto complexo de edificações – tem que obedecer – além das posturas dos Códigos de ObrasTODAS as Normas pertinentes – no Brasil existem cerca de 1000 normas envolvidas na elaboração de um projeto de edificação. É importante destacar que cada tema de projeto possui normas específicas a serem seguidas: restaurantes, hotéis, clínicas, etc.

Há, no entanto, questões comuns a todos os tipos de projeto. Um exemplo: você sabia que uma simples porta de madeira possui uma norma específica que trata dos elementos que a constituem, dimensões de folhas, resistência a impactos, nomenclaturas, representação gráfica, fabricação, etc. ?

A NBR 15930 (2011) – Portas de madeira para edificações é dividida em duas partes, totalizando cerca de 130 páginas somente sobre o assunto.

Exemplo de porta de madeira utilizada em sanitários residenciais
Exemplo de porta de madeira utilizada em sanitários residenciais – (HO) indica que a porta abre no sentido horário, por exemplo.

No exemplo acima, mostramos uma porta de madeira com marco de 16cm, detalhado especificamente para um sanitário residencial, já considerando as medidas de revestimentos. Observe que a espessura da alvenaria e o tipo de revestimento vai influenciar o tamanho do marco – ou seja, uma mesma porta de madeira (mesmo tamanho de folha de porta – neste exemplo, folha de 60cm), pode ter marcos com tamanhos diferenciados num mesmo projeto.

A fim de evitar isso, muitos profissionais e construtoras optam por utilizar portas de madeira com marcos reguláveis – também chamado de “Kit Porta-pronta”– este tipo de porta também está detalhada e especificada na norma.

Pensar o projeto no detalhe ajuda a evitar “problemas” na execução do projeto: alizares, por exemplo, tem que possuir dimensões compatíveis com as espaletas deixadas no vão osso da alvenaria. Imagine se numa obra de um edifício, com centenas de portas existentes no projeto executivo, são indicadas portas com alizares que não cabem na espaleta existente? Ou com o sentido de abrir da porta errado? Certamente um prejuízo muito grande.

Este simples exemplo – uma porta – nos ajuda a entender o grau de complexidade que envolve um projeto de arquitetura e o porquê de ser indispensável que um profissional esteja constantemente se atualizando com relação à normas e legislação.

Observação importante: estas informações são direcionadas a projetos acadêmicos – para projetos “da vida real” é indispensável a contratação de um Arquiteto para a verificação das necessidades de seu projeto e adequações a legislação de sua municipalidade.

 

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