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Configurando os Layers do desenho (Parte I) – Entendendo as camadas representadas no desenho

Em posts anteriores já abordamos a importância da correta configuração de tamanhos de letras, cotas, simbologias, peso gráfico no desenho do Projeto de Arquitetura. Já destacamos que quem rege toda essa padronização é a NBR 6492 – Representação de projetos de arquitetura.

Esta NBR está em revisão há cerca de 2 anos pois quando foi elaborada considerava – em sua totalidade – o desenho feito a mão livre ou a instrumentos – seja ele a grafite, caneta nanquim – nas tradicionais mesas de desenho com réguas paralelas, esquadros, etc.

Este tipo de desenho NÃO pode morrer! As atuais gerações e as próximas PRECISAM ter conhecimento do ofício do Arquiteto que tem como ponto de partida o DESENHO.

O chamado “peso gráfico”nada mais é do que um refinamento do pensamento arquitetônico: elementos mais “fortes” são representados com traços mais “grossos” por uma questão de simplificação do entendimento. As “camadas”que compõem um desenho podem ser entendidas como etapas de construção de uma edificação, na vida real.

Em outras palavras, uma parede é desenhada com a linha mais forte do que uma janela ou porta não porque sejam mais “pesadas” no sentido físico da coisa (até são), mas porque constituem um elemento de fechamento, algo que vem a ser construído/executado antes da colocação das portas/janelas.

Este mesmo raiocínio nos permite concluir que, num desenho, os elementos estruturais são aqueles que terão o maior “peso”, em termos de representação.

Em planta baixa, os pilares serão os elementos mais destacados: são eles que dão a materialidade a obra, são eles que sustentarão a Arquitetura, como elemento construído no espaço. Uma edificação começa a “existir” no mundo real a partir da estrutura (fundações, pilares, vigas e lajes).

Depois, com um peso menor, representamos as alvenarias, produzindo os espaços. propriamente ditos, com suas aberturas, fechamentos, etc. Depois, inseridos nestas alvenarias, os elementos de caixilharia, portas, janelas. Dentro destes elementos, por sua vez, soleiras, peitoris aparecem mais “finos”ainda pois estão colocados abaixo das portas e janelas. O mobiliário, quando inserido no desenho, terá, portanto, o menor dos pesos presentes no desenho!

Tudo segue uma hierarquia que muitas vezes não está explicitamente dita em lugar nenhum; nem mesmo na norma.

Esta percepção envolve compreender o espaço que está a nossa volta: olhar não mais com o olhar do leigo, mas através das lentes de quem já consegue compreender o que faz um edifício ficar de pé: desde suas fundações, até o “nascimento” de pilares, vigas e lajes, o fechamento desses vãos com alvenarias, a colocação da caixilharia, a finalização com o revestimento de fachada.

Detalhe de Área Molhada - Escala 1:25

Detalhe de Área Molhada – Escala 1:25

Seguindo esta lógica, no desenho acima, feito na escala 1:25 (onde se enxergam mais detalhes que na escala 1:100, por exemplo) o revestimento de fachada será desenhado com a linha mais fina que a porta, por exemplo.

Entender como se materializa a obra arquitetônica – a sequência de uma obra – ajuda muito a compreender o desenho de um Projeto de Arquitetura.

Num próximo post, após esta intodução fundamental, falaremos sobre a configuração de layers do Autocad baseado no padrão de cores já pré-existentes no programa – a maneira adotada pela quase totalidade dos escritórios do mundo todo.

Observação importante: estas informações são direcionadas a projetos acadêmicos – para projetos “da vida real” é indispensável a contratação de um Arquiteto para a verificação das necessidades de seu projeto e adequações a legislação de sua municipalidade.

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Sobre marcelosbarra

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Publicado em 28 de dezembro de 2016, em Detalhamentos e técnicas construtivas e marcado como , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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