Em nossa profissão, a correta representação dos projetos em desenhos 2D é de fundamental importância para todo o processo de concepção, detalhamento e execução. Uma simples linha tracejada – que representa algo que está em projeção – que apareça contínua no desenho, passa a representar algum elemento que esteja em vista ou mesmo cortado. Isso faz toda a diferença.

Para regulamentar a representação gráfica dos projetos de arquitetura existe a NBR 6492, de 1994, que fornece todos os parâmetros necessários não só ao desenho mas a correta compreensão dos elementos presentes em uma planta de Arquitetura. É uma norma que se aplica tanto ao desenho a mão quanto ao desenho a instrumentos – lembrando que na época de sua elaboração os desenhos em software CAD não era ainda amplamente adotado pelos escritórios e profissionais.

Embora cada escritório de arquitetura possua uma série de elementos padronizados próprios para a execução de seus desenhos – adaptando os elementos da norma a necessidades específicas – no âmbito dos projetos desenvolvidos durante o decorrer do curso de Arquitetura e Urbanismo é essencial que se siga a norma a risca.

É importante entender, por exemplo, que os símbolos gráficos presentes em um projeto não mudam de tamanho a medida que a escala do desenho é alterada. Por exemplo, o símbolo de corte aparece com o mesmo tamanho, seja o desenho na escala 1:50 ou na escala 1:125.

Com relação ao peso gráfico, embora a norma recomende algumas espessuras, ainda não há uma norma oficial determinando as diferentes espessuras para as diferentes escalas. Cada escritório cria o seu “ctb” (arquivo de configuração de plotagem de plantas do software Cad) com as penas mais adequadas. O mais comum é atribuirem as 7 cores principais as principais espessuras. O ASBEA há alguns anos criou uma nomenclatura de layers e espessuras, com uma sugestão de padronização dos layers.

A seguir, mostramos os principais itens presentes no Anexo da norma, que contemplam as simbologias de representação gráfica. Para um completo entendimento – e dimensões a serem adotadas para cada uma das simbologias – consultar a íntegra da norma.

A1 – Linhas de Representação

Exemplos de linhas de representação
Exemplos de linhas de representação

A2 – Tipos de Letras e Números

Exemplo de tipos de letras e números
Exemplo de tipos de letras e números

A3 – Escalas: escala gráfica

Exemplo de escala gráfica
Exemplo de escala gráfica

A4 – Norte

Norte
Norte

A5 – Indicação de chamadas

Exemplo de indicação de chamadas
Exemplo de indicação de chamadas

A6 – Indicação gráfica de acessos

Exemplo de indicação de acessos
Exemplo de indicação de acessos

A7 – Indicação do sentido de subida de escadas e rampas

Exemplo de indicação de subida em escadas
Exemplo de indicação de subida em escadas

A8 – Indicação de inclinação de telhados, caimentos, pisos

Exemplo de indicações de caimentos
Exemplo de indicações de caimentos

A9 – Cotas

Exemplo de indicação de cotas
Exemplo de indicação de cotas

A10 – Cotas de nível

Exemplos de cotas de nível
Exemplos de cotas de nível

A11 – Marcação de eixos

Exemplo de marcação de eixos
Exemplo de marcação de eixos

A12 – Marcação de cortes

Exemplo de marcação de cortes
Exemplo de marcação de cortes

A13 – Marcação de detalhes

Exemplo de marcação de detalhes
Exemplo de marcação de detalhes

A14 – Numeração e títulos dos desenhos

Exemplo de numeração e título de desenho
Exemplo de numeração e título de desenho

A15 – Indicação de fachadas e elevações

Exemplo de indicação de fachada
Exemplo de indicação de fachada

Veja mais sobre Representação Gráfica nestes dois artigos: aqui e aqui.

 

 

 

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