Nas grandes cidades, onde as áreas verdes estão cada vez mais raras e espremidas entre as edificações, uma boa solução de projeto é utilizar trechos das lajes impermeabilizadas das coberturas como “tetos verdes” ou mesmo trechos da fachadas ou empenas cegas como “paredes verdes”, tirando partido não só da solução estética,  mas também como solução de isolamento térmico/acústico.

No caso do teto verde, por exemplo, é importante entender que ele não é simplesmente uma “manta” de grama colocada sobre a laje. É necessário toda uma preparação da superfície, estudo de porte de vegetação, em função do tipo de estrutura utilizada e altura de impermeabilização e substratos. Uma boa maneira de começar a entender esse detalhamento é procurar informações nos fornecedores.

Há uma série de outras soluções “verdes” para o uso de lajes de cobertura, como a colocação de painéis solares para captação de energia, captação de águas pluviais para re-uso em áreas comuns, ou mesmo a utilização para áreas técnicas – equipamentos de ar condicionado/refrigeração central/pressurização/pátio de antenas, etc. A simples impermeabilização requer um preparo extra da superfície para garantir o conforto térmico.

No caso das fachadas, além das paredes verdes, há uma série de elementos que podem ser utilizados como vedação e proteção/conforto. Além dos famosos brises – de todos os tipos e materiais -, chapas metálicas microperfuradas, elementos vazados (diversos materiais), revestimentos cerâmicos, massas texturizadas, fachadas ventiladas,  aço corten, peles-de-vidro, etfe, etc.

O estudo do material adequado de revestimento requer não só o atendimento às questões estéticas do projeto arquitetônico, mas também à adequação funcional e conforto de seus usuários. A escolha do material de revestimento de fachada não acontece no final do projeto, mas deve nascer junto com os primeiros esboços do mesmo, fazendo parte de seu partido arquitetônico.

 

 

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