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Morar: centro de apoio às pessoas em situação de rua no Brás (TCC)

Autor: Grace Jordão Pasqualetti.

UNIP Anchieta.

Orientador: Prof. Marcelo Sbarra.

Membros da banca: Prof. Felipe Lima (convidado externo) e Prof. Rita de Cássia Pires (UNIP)

(Junho 2017)

 

pranchas banca final-01

Prancha 01

 

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Prancha 02

 

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Prancha 03

 

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Prancha 04

 

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Prancha 05

 

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Prancha 06

 

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Prancha 07

 

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Prancha 08

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Escrita acadêmica voltada a TCC-TFG em Arquitetura e Urbanismo : as Referências bibliográficas

A grande maioria das Universidades brasileiras que ministram o curso de Arquitetura e Urbanismo exige que o formando entregue no último semestre do curso junto com o seu Trabalho Final de Graduação (TFG) ou Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) uma Monografia. Essa exigência segue as resoluções do Ministério da Educação para o Ensino Superior.

Em Arquitetura, o TFG/TCC geralmente envolve o Projeto de uma Edificação, em lote definido pelo aluno, seguindo os parâmetros legais referentes à localização do mesmo. Algumas Universidades permitem Trabalhos menos focados no objeto edificado e também tem como TFG/TCC projetos mais ligados às questões urbanas e desenho da cidade. Algumas possibilitam, ainda, a criação de mobiliários ou mesmo trabalhos voltados à Pesquisas Qualitaivas/Quantitativas/Estudos de Caso/Pesquisas de Campo/Revisão Teórica, etc.

Seja qual for o estilo do TFG/TCC um aspecto é comum a todos: os trabalhos vêm acompanhados de uma Monografia, que é entregue com algumas semanas de antecedência aos Professores convidados a participar da Banca de Avaliação.

Esta Monografia tem que seguir o que diz a NBR 14.724 – Trabalhos acadêmicos – Apresentação, onde são apontados todos os itens textuais que o trabalho deve abordar: desde o tamanho da folha, recuos e eapaçamentos, tipos de fontes adequadas, itens a serem apresentados, etc.

Esta Norma, por sua vez, vai se referir a outras Normas essenciais a escrita acadêmica, sendo as principais a NBR 6023 – Referências – Elaboração , NBR 6027 – Sumário, NBR 6028 – Resumo, e NBR 10.520 – Citações em documentos – Apresentação.

Cada Instituição de Ensino Superior costuma fazer uma espécie de “resumão” destas Normas, de forma a facilitar a consulta de seus discentes, agrupando-as e formatando a padronização de sua produção acadêmica. Na falta desta resolução, prevalecem as Normas.

Neste primeiro Post sobre o assunto vamos focar em uma questão fundamental que sempre gera muitas dúvidas: a elaboração do item Referências Bibliográficas (que vai ao final da Monografia).

Todo e qualquer trabalho acadêmico deve ser necessariamente escrito partindo-se do seguinte pressuposto: o leitor, a princípio, não necessariamente é expert no assunto/tema sobre o qual você está escrevendo.

Em outras palavras, a Monografia, num primeiro momento, será lida pelos Professores que irão avaliar o trabalho mas em seguida será incluída na Biblioteca de sua instituição para que futuras pessoas interessadas no mesmo assunto/tema possa utilizá-la como referência.

Tendo isso em mente, seu texto deve ser claro, objetivo e embasado. A escrita deve seguir os padrões formais da língua e deve ter uma coerência linguística – alguns autores preferem escrever na terceira pessoa do plural – isto você deve conversar com seu orientador.

O mais importante é que seu trabalho deve citar outros trabalhos – pense da seguinte forma: a maior parte das argumentações que você queira escrever possivelmente já foram escritas por alguém. Isto longe de ser algo ruim é algo extremamente importante para dar solidez e embasamento às suas considerações.

Por exemplo, ao descrever o Lugar Urbano onde seu projeto se situa, certamente você encontrará em Dissertações de Mestrado e Teses de Doutorado o material que você precisa: Histórico do Bairro é um exemplo clássico. Evite, sempre, se basear em textos da internet cujas fontes nem sempre são confiáveis (exceto, por exemplo, Sites de Prefeituras)

A seguir, apresentamos as três principais fontes de informações que devem contar de um trabalho acadêmico: dissertações/teses, livros e artigos.

  • A forma correta se se citar uma Tese nas Referências bibliográficas é:

DEGREAS, Helena Napoleon. Paisagem paulistana: sincretismo e fragmentação. 1999. Tese (Doutorado em Arquitetura) – FAU/USP, São Paulo, 1999.

Ou seja: SOBRENOME, Nome Autor. Título em negrito: subtítulo sem negrito se houver. Ano da defesa. Tese ou Dissertação (Doutorado ou Mestrado em Arquitetura) – Universidade, Cidade, Ano da defesa.

  • Ao justificar a inserção urbana de seu Projeto, é bastante comum citarem a escritora Jane Jacobs (sim, a grande pensadora das cidades não era urbanista nem arquiteta). Neste caso, você precisa ter o livro em mão pois precisará das seguintes informações:

JACOBS, Jane. Morte e vida de grandes cidades. São Paulo: Martins Fontes, 2003.

Ou seja: SOBRENOME, Nome Autor. Título em negrito: subtítulo sem negrito se houver. Cidade em que o livro foi impresso: Editora, data da impressão.

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  • Artigos publicados em revistas, periódicos ou mesmo online também são excelentes fontes de informação:

screenshotOu seja: SOBRENOME, nome Autor (a expressão latina et al é usada para indicar que há mais de 3 autores). Título do Artigo. Nome da Revista em negrito. Cidade, mês (abreviado) ano. Disponível em: (colocar o link do site, completo, entre símbolo de maior/menor. Acesso em: (colocar a data em que você visitou o site)

 

Estes são apenas os principais exemplos. Você precisa estudar a íntegra da NBR 6023 para encontrar as outras formas de Referências Bibliográficas que podem acontecer: livros com mais de um autor, textos de jornal impresso/online, legislações etc.

Uma ferramenta online que auxilia bastante, para quem está iniciando, é o Menthor (clique aqui). Para citações mais complexas eu utilizo o More (clique aqui)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Rampas acessíveis (NBR 9050) – II

Como vimos no post anterior (link aqui), as rampas possuem uma série de recomendações a serem seguidas.

Utilizamos como exemplo um desnível de 80cm, que pode ser vencido em um único lance de rampa, de inclinação i = 8,33%, ocupando uma projeção horizontal (comprimento de rampa) igual a 9,60m.

A Norma estabelece alturas máximas a serem vencidas, em função da inclinação adotada.

Exemplo: Para vencer um desnível de 1,50m, utilizando uma rampa com inclinação de 8,33%, qual o comprimento necessário?

Aplicando a fórmula:

150

Sabemos então que o comprimento horizontal será de 18,00m – porém como sabemos que o desnível máximo que a rampa de i=8,33% pode vencer é de 80cm, podemos dividir a rampa em dois seguimentos de 9,00m, cada um vencendo a altura de 0,75m (metade da altura h=1,50m).

(Podemos ter várias soluções diferentes, adotando alturas diferentes a serem vencidas a cada lance ou mesmo a posição de cada lance)

Uma das soluções, adotando uma rampa totalmente reta (bastante utilizada em projetos de grandes espaços livres ou projetos em que o percurso seja algo a ser explorado, como Museus, por exemplo, seria:

RAMPA 150 1

Rampa reta vencendo desnível de 1,50m, com dois lances de h=0,75m e comprimento igual a 9,00m, cada

RAMPA 150 1-1

Trecho inicial do Corte A, mostrando as duas alturas do corrimão e o guarda-corpo. Notar a guia de balizamento, que funciona como uma pequena mureta. O guarda-corpo avança 30cm do início da suvida da rampa

RAMPA 150 1-2

Trecho do Corte A, passando pelo Patamar Intermediário, a 75cm de altura do início da rampa

RAMPA 150 1-3

Trecho final do Corte A, chegando no nível 1,50m acima do início da rampa.

 

RAMPA 150 1-4

No Corte B conseguimos ver a altura da guia de balizamento em corte (neste exemplo, usamos uma fiada de alvenaria) e o guarda-corpo apoiado sobre esta guia. Os corrimãos, por sua vez, estão fixados na estrutura do guarda-corpo, com as duas alturas exigidas (70 e 92 cm)

RAMPA 150 1-5

Podemos ver, em planta, o início da rampa com o piso tátil e corrimão, afastado 30cm do início da subida da rampa. Sempre inicamos o sentido de SUBIDA das rampas

RAMPA 150 1-6

Sempre é necessário indicar a inclinação da rampa (neste caso, i = 8,33%) assim como o comprimento horizontal que ela percorre (neste caso, 9,00m)

 

RAMPA 150 1-7

Trecho planta mostrando o Patamar Intermediário, a 75cm de altura do início da rampa. Seu comprimento é igual a largura (1,50m)

RAMPA 150 1-8

Podemos ver, em planta, a chegada na rampa, 1,50m acima do nível em que ela começou. A largura livre mínima recomendada é de 1,50m – que corresponde ao giro de 360º de uma cadeira de rodas.

Uma outra solução – bstante utilizada quando o espaço em planta precisa ser mais otimizado – é a rampa em U.

 

RAMPA 150 2-1

Rampa em U, vencendo desnível de 1,50m, com dois lances de h=0,75m e comprimento igual a 9,00m, cada

 

 

RAMPA 150 2-2

Trecho inicial do Corte A, mostrando as duas alturas do corrimão e o guarda-corpo. Notar a guia de balizamento, que funciona como uma pequena mureta. O guarda-corpo avança 30cm do início da suvida da rampa – este trecho é igual ao primeiro exemplo

 

 

RAMPA 150 2-3

Trecho do Corte A, passando pelo Patamar Intermediário, a 75cm de altura do início da rampa – note que este trecho do corte é bastante diferente do exemplo 1

 

 

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No Corte B conseguimos ver a altura da guia de balizamento em corte (neste exemplo, usamos uma fiada de alvenaria) e o guarda-corpo apoiado sobre esta guia. Os corrimãos, por sua vez, estão fixados na estrutura do guarda-corpo, com as duas alturas exigidas (70 e 92 cm). No Corte B conseguimos ver que no patamar a largura da rampa é o dobro do primeiro exemplo

 

 

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Podemos ver, em planta, o início da rampa com o piso tátil e corrimão, afastado 30cm do início da subida da rampa. Sempre inicamos o sentido de SUBIDA das rampas. Vemos também a mureta que ocorre no nível + 1,50m, de modo que o usuário esteja protegido de queda na chegada no nível +1,50m

 

 

RAMPA 150 2-6

Sempre é necessário indicar a inclinação da rampa (neste caso, i = 8,33%) assim como o comprimento horizontal que ela percorre (neste caso, 9,00m) – como no primeiro exemplo

 

 

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Trecho planta mostrando o Patamar Intermediário, a 75cm de altura do início da rampa. Seu comprimento é igual ao dobro da largura da rampa 

 

 

RAMPA 150 2-8

Podemos ver, em planta, a chegada na rampa, 1,50m acima do nível em que ela começou. A largura livre mínima recomendada é de 1,50m – que corresponde ao giro de 360º de uma cadeira de rodas. Notar a mureta de proteção.

 

Para a determinação da largura da rampa, devem ser atendidas as regras aplicadas ao cálculo de população e fluxo de pessoas (ver NBR 9077 e IT-11), sendo a largura livre mínima recomendável de 1,50m, sendo o mínimo admissível de 1,20m. 

Os corrimãos devem ser considerados em cada lado da rampa e deve ter duas alturas (70 e 92cm). No caso de não haver paredes laterais, as rampas devem ter guarda-corpos e guias de balizamento (altura mínima de 5cm, não interferindo na largura mínima da rampa), além dos corrimãos. Quando a rampa tiver mais de 2,40m de largura é necessário pelo menos um corrimão intermediário, garantindo uma faixa de circulação com largura mínima de 1,20m. Para maiores informações sobre corrimãos e guarda-corpos, consultar a íntegra da Norma.

Os patamares no início e término das rampas devem ter dimensão longitudinal mínima de 1,20m. Entre os seguimentos de rampas devem haver patamares intermediários com dimensão longitudinal mínima de 1,20m. Quando houver mudança de direção, os patamares devem ter dimensões iguais a largura da rampa.

Observação importante: estas informações são direcionadas a projetos acadêmicos – para projetos “da vida real” é indispensável a contratação de um Arquiteto para a verificação das necessidades de seu projeto e adequações a legislação de sua municipalidade.

Rampas acessíveis (NBR 9050)

Uma das questões mais importantes – e complexas – da aplicação da Norma de Acessibilidade (NBR 9050) são as rampas para acesso de pedestres. Não só os cadeirantes a utilizam – pessoas idosas, com dificuldade de locomoção, mães com carrinhos de crianças e uma série de outras situações fazem o acesso somente por escadas ser inapropriado.

Em se tratando de grandes desníveis a serem vencidos – por exemplo, a circulação vertical de um edifício – considera-se que os elevadores são acessíveis e, portanto, atendem a NBR 9050.

No entanto, é bastante comum existirem desníveis entre o nível de acesso da edificação e o hall de elevadores, por exemplo. A regra é simples: onde existir desnível/escada deverá ser prevista rampa.

A Norma define rampa como qualquer superfície com inclinação igual ou superior a 5%. A inclinação de uma rampa é dada pela fórmula:

inclinaçãoonde

i = inclinação da rampa (em percentagem)

h = altura do desnível

c = comprimento da rampa (projeção horizontal)

Em geral, já sabemos a inclinação a adotar e o desnível a vencer, então podemos calcular o comprimento horizontal da rampa pela fórmula:

comprimentoExemplo: Para vencer um desnível de 80cm (0.80m), utilizando uma rampa com inclinação de 8,33%, qual o comprimento necessário?

960Resposta: São necessários 9,60m.

rampa desnivel80

Rampa acessível, com elementos exigidos pela NBR 9050

trecho corte a

Trecho do Corte A, mostrando as alturas do corrimão (70 e 92cm) e o guarda-corpo. Notar a guia de balizamento, que funciona como uma espécie de pequena mureta. O guarda-corpo avança 30cm do início da subida da rampa.

trecho corte a2

Trecho do Corte A, mostrando as alturas do corrimão (70 e 92cm) e o guarda-corpo. Notar a guia de balizamento, que funciona como uma espécie de pequena mureta. O guarda-corpo avança 30cm da chegada da rampa.

corteb

No Corte B conseguimos ver a altura da guia de balizamento em corte (neste exemplo, usamos uma fiada de alvenaria) e o guarda-corpo apoiado sobre esta guia. Os corrimãos, por sua vez, estão fixados na estrutura do guarda-corpo, com as duas alturas exigidas (70 e 92 cm)

 

planta trecho

Podemos ver, em planta, o início da rampa com o piso tátil e corrimão, afastado 30cm do início da subida da rampa. Sempre inicamos o sentido de SUBIDA das rampas

planta trecho2

Sempre é necessário indicar a inclinação da rampa (neste caso, i = 8,33%) assim como o comprimento horizontal que ela percorre (neste caso, 9,60m)

planta trecho3

Podemos ver, em planta, a chegada na rampa, 80cm acima do nível em que ela começou. A largura livre mínima recomendada é de 1,50m – que corresponde ao giro de 360º de uma cadeira de rodas.

 

A Norma estabelece limites de altura máximos a serem vencidos por cada seguimento de rampa, em função de sua inclinação.

rampas

Exemplo: Para vencer um desnível de 1,50m, utilizando uma rampa com inclinação de 8,33%, qual o comprimento necessário?

Aplicando a fórmula:

150

Sabemos então que o comprimento horizontal será de 18,00m – porém como sabemos que o desnível máximo que a rampa de i=8,33% pode vencer é de 80cm, podemos dividir a rampa em dois seguimentos de 9,00m, cada um vencendo a altura de 0,75m (metade da altura h=1,50m).

Em projetos da “vida real” costuma-se sempre utilizar a inclinação máxima de 8,33% de forma a otimizar o espaço ocupado pela rampa. No caso de reformas, quando não for possível adotar as inclinações acima, a Norma admite rampas com inclinação máxima de 12,5%, com restrições de alturas a serem vencidas e número máximo de segmentos. Rampas em curva também costuma ser evitadas, pois além de ocuparem espaços maiores possuem exigências quanto a inclinação transversal.

Excepcionalmente, para o caso de auditórios, a Norma admite que as rampas que atendam a circulação da platéia possam ter inclinação máxima de 12%. É exigido que uma rota acessível interligue os espaços da platéia, ao palco e bastidores. O desnível entre o palco e a platéia deve ser vencido por rampa com largura mínima de 90cm e inclinação máxima de 16,66% (para desnível de até 60cm) ou 10% (para desníveis maiores que 60cm) e devem possuir guia de balizamento, não sendo necessário guarda-corpo e corrimão. A rampa – ou equipamento eletromecânico que a substitua – deve se situar em local de acesso imediato, porém discreto e fora do alcance visual da platéia.

Para a determinação da largura da rampa, devem ser atendidas as regras aplicadas ao cálculo de população e fluxo de pessoas (ver NBR 9077 e IT-11), sendo a largura livre mínima recomendável de 1,50m, sendo o mínimo admissível de 1,20m. 

Os corrimãos devem ser considerados em cada lado da rampa e deve ter duas alturas (70 e 92cm). No caso de não haver paredes laterais, as rampas devem ter guarda-corpos e guias de balizamento (altura mínima de 5cm, não interferindo na largura mínima da rampa), além dos corrimãos. Quando a rampa tiver mais de 2,40m de largura é necessário pelo menos um corrimão intermediário, garantindo uma faixa de circulação com largura mínima de 1,20m. Para maiores informações sobre corrimãos e guarda-corpos, consultar a íntegra da Norma.

Os patamares no início e término das rampas devem ter dimensão longitudinal mínima de 1,20m. Entre os seguimentos de rampas devem haver patamares intermediários com dimensão longitudinal mínima de 1,20m. Quando houver mudança de direção, os patamares devem ter dimensões iguais a largura da rampa.

Observação importante: estas informações são direcionadas a projetos acadêmicos – para projetos “da vida real” é indispensável a contratação de um Arquiteto para a verificação das necessidades de seu projeto e adequações a legislação de sua municipalidade.

Modelagem no Sketchup – Curso gratuito

Uma das principais ferramentas de visualização de Projetos e apresentação é o Sketchup.

Por ser um programa gratuito, tornou-se muito popular entre os estudantes de Arquitetura: em poucas horas é possível produzir uma volumetria de edificação e renderizá-la, obtendo-se como resultado final imagens como esta abaixo:

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3D interno – Arquiteto Bruno Massao

3D interno - Arquiteto Bruno Massao

3D interno – Arquiteto Bruno Massao

Com o domínio do programa também é possível renderizações de projetos de interiores fotorealísticos, como estes:

3D interno - Arquiteto Bruno Massao

3D interno – Arquiteto Bruno Massao

3D interno - Arquiteto Bruno Massao

3D interno – Arquiteto Bruno Massao

O Arquiteto Bruno Massao – meu excelente ex-aluno de TFG – resolveu dedicar seu talento com o Sketchup e fundou o BM Maquetes.

Neste link do YouTube vocês podem ter acesso gratuito ao Curso de Modelagem. (Clique aqui)

Mais informações no site do BM maquetes neste link.

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banner Curso BM Maquetes

Configurando os Layers do desenho (Parte I) – Entendendo as camadas representadas no desenho

Em posts anteriores já abordamos a importância da correta configuração de tamanhos de letras, cotas, simbologias, peso gráfico no desenho do Projeto de Arquitetura. Já destacamos que quem rege toda essa padronização é a NBR 6492 – Representação de projetos de arquitetura.

Esta NBR está em revisão há cerca de 2 anos pois quando foi elaborada considerava – em sua totalidade – o desenho feito a mão livre ou a instrumentos – seja ele a grafite, caneta nanquim – nas tradicionais mesas de desenho com réguas paralelas, esquadros, etc.

Este tipo de desenho NÃO pode morrer! As atuais gerações e as próximas PRECISAM ter conhecimento do ofício do Arquiteto que tem como ponto de partida o DESENHO.

O chamado “peso gráfico”nada mais é do que um refinamento do pensamento arquitetônico: elementos mais “fortes” são representados com traços mais “grossos” por uma questão de simplificação do entendimento. As “camadas”que compõem um desenho podem ser entendidas como etapas de construção de uma edificação, na vida real.

Em outras palavras, uma parede é desenhada com a linha mais forte do que uma janela ou porta não porque sejam mais “pesadas” no sentido físico da coisa (até são), mas porque constituem um elemento de fechamento, algo que vem a ser construído/executado antes da colocação das portas/janelas.

Este mesmo raiocínio nos permite concluir que, num desenho, os elementos estruturais são aqueles que terão o maior “peso”, em termos de representação.

Em planta baixa, os pilares serão os elementos mais destacados: são eles que dão a materialidade a obra, são eles que sustentarão a Arquitetura, como elemento construído no espaço. Uma edificação começa a “existir” no mundo real a partir da estrutura (fundações, pilares, vigas e lajes).

Depois, com um peso menor, representamos as alvenarias, produzindo os espaços. propriamente ditos, com suas aberturas, fechamentos, etc. Depois, inseridos nestas alvenarias, os elementos de caixilharia, portas, janelas. Dentro destes elementos, por sua vez, soleiras, peitoris aparecem mais “finos”ainda pois estão colocados abaixo das portas e janelas. O mobiliário, quando inserido no desenho, terá, portanto, o menor dos pesos presentes no desenho!

Tudo segue uma hierarquia que muitas vezes não está explicitamente dita em lugar nenhum; nem mesmo na norma.

Esta percepção envolve compreender o espaço que está a nossa volta: olhar não mais com o olhar do leigo, mas através das lentes de quem já consegue compreender o que faz um edifício ficar de pé: desde suas fundações, até o “nascimento” de pilares, vigas e lajes, o fechamento desses vãos com alvenarias, a colocação da caixilharia, a finalização com o revestimento de fachada.

Detalhe de Área Molhada - Escala 1:25

Detalhe de Área Molhada – Escala 1:25

Seguindo esta lógica, no desenho acima, feito na escala 1:25 (onde se enxergam mais detalhes que na escala 1:100, por exemplo) o revestimento de fachada será desenhado com a linha mais fina que a porta, por exemplo.

Entender como se materializa a obra arquitetônica – a sequência de uma obra – ajuda muito a compreender o desenho de um Projeto de Arquitetura.

Num próximo post, após esta intodução fundamental, falaremos sobre a configuração de layers do Autocad baseado no padrão de cores já pré-existentes no programa – a maneira adotada pela quase totalidade dos escritórios do mundo todo.

Observação importante: estas informações são direcionadas a projetos acadêmicos – para projetos “da vida real” é indispensável a contratação de um Arquiteto para a verificação das necessidades de seu projeto e adequações a legislação de sua municipalidade.

Hostel (TCC)

Autor: Simone Gomes Pereira.

UNG Universidade.

Orientador: Prof. Marcelo Sbarra.

Membros da banca: Prof. Felipe Lima (convidado externo) e Prof. Sandra Sato (UNG)

(Dezembro 2016)

 

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Peso gráfico – Representação de projetos de arquitetura (NBR-6492) – III

Assim que o aluno inicia a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo – nas disciplinas de 1º semestre – ele é apresentado à Representação de projetos de arquitetura. O nome da disciplina varia em cada escola: Desenho Técnico, Expressão Gráfica, etc.

Vem aquela lista imensa de materiais: par de esquadros, régua T, transferidor, compasso, “mata-gato” (vocês conhecem?), lapiseiras 03-05-07-09…

Estas últimas – as lapiseiras – são os instrumentos manuais mais importantes para despertar no aluno a sensibilidade para uma questão primordial na correta representação de um projeto: o peso gráfico.

As diferentes espessuras dos grafites são utilizadas para o desenho de diferentes elementos em planta baixa, em corte e em elevação.

Em geral, a lapiseira 03 é utilizada para a confecção de linhas de construção do desenho.

Na sequência, a lapiseira 05 é utilizada para elementos que estão cortados, mas que na ordem de importância são representados mais finos que os demais: caixilhos/portas/janelas, soleiras, mobiliários, peças fixas, etc. Também costuma-se utilizar para as simbologias, cotas, etc.

A lapiseira 07 vai dar o peso necessário à alvenaria. Já a lapiseira 09 pode ser utilizada para os elementos estruturais (pilares, em planta, e vigas e lajes nos cortes).

Esta “simplificação” dos pesos gráficos atribuídos aos elementos representados funciona muito bem na escala 1:100 – que é a escala usualmente utilizada nas disciplinas de Desenho Técnico/Expressão Gráfica.

Consegue, inclusive, atender ao peso gráfico estabelecido pela NBR 6492 – Representação de projetos de arquitetura.

Esse conhecimento prévio destas disciplinas de desenho são fundamentais às disciplinas de Projeto de Arquitetura.

Mas o que acontece, de maneira geral? Os alunos tendem a ter uma dificuldade grande em aplicar o conhecimento adquirido nas disciplinas de desenho na hora de apresentar os primeiros projetos, nas disciplinas seguintes do curso.

Um dos motivos principais é que dificilmente um projeto é desenvolvido na escala 1:100 nas disciplinas de Projeto de Arquitetura – salvo na primeira disciplina de Projeto, onde o tema, em geral, é a residência unifamiliar (ou seja, um projeto com dimensões reduzidas).

É bastante comum projetos acadêmicos serem desenvolvidos nas escalas 1:200, 1:250 (teatros, museus, multifuncionais, etc) – desenhos, portanto, MENORES daqueles feitos na escala 1:100.

Algumas faculdades possuem também disciplinas de Projeto de Interiores e Projeto Executivo; neste caso as escalas de representação de plantas passam a ser 1:50, 1:25 e de detalhes em 1:10, 1:5 etc – desenhos, portanto, MAIORES daqueles feitos na escala 1:100.

Planta de Guarita - Escala 1:50

Planta de Guarita – Base para Detalhamento na  disciplina de Projeto Executivo – Escala 1:25

Considerando um projeto acadêmico “típico”, há diferentes escalas reunidas; por exemplo, a Planta de Situação (1:750), a Implantação (1:250), Plantas, Cortes e Fachadas (1:200 ou 1:125), Detalhes. Isso significa que o peso atribuído a alvenaria, por exemplo, na escala 1:125 e que tenha ficado correto não ficará correto na escala da Implantação – precisa ser ajustado.

O uso de softwares de desenho – como o Autocad – ajuda muito no ganho de tempo na produtividade dos desenhos mas precisa que o aluno entenda que o programa em si não resolverá as questões de peso gráfico sozinho.

Em outras palavras, para cada escala de desenho é necessário ajustar o peso gráfico dos elementos representados!

No caso específico do Autocad, o peso gráfico é dado através da configuração do arquivo CTB (arquivo de plotagem) que atribui a cada cor utilizada no desenho um peso específico.

O peso de linhas aprendido no primeiro semestre – e dado pela NBR 6492 – serve para a escala 1:100. Para todas as demais escalas, é necessário bom senso e muita prática.

A regra geral é: os elementos representados em planta, corte e fachada possuem uma hierarquia de pesos gráficos que independem da escala de desenho.

Isto é, pilares (cortados) sempre serão mais “fortes” que alvenarias (cortadas) qualquer que seja a escala. Alvenarias serão mais “fortes” que caixilhos.

Exemplo de Detalhamento de Banheiro na Escala 1:25

Exemplo de Detalhamento de Banheiro na Escala 1:25

Para um entendimento do uso de layers do Autocad e os diversos tipos de Linhas de Representação a ASBEA (Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura) edita um Manual que auxilia na correta configuração dos arquivos ctb (arquivos de configuração de plotagem do Autocad). O manual pode ser baixado neste link.

Como regra geral, atribuímos a sequencia de cores principais do Autocad a hieraquia de cores. Assim, a cor vermelha terá o peso (“lineweight”) 0.1 mm, o amarelo 0.2mm, verde 0.3mm, cyan 0.4mm, azul 0.5mm e magenta 0.6mm.

Uma vez configurado este CTB, é necessário atribuir a cada elemento de desenho uma cor.

Costumo utilizar para escalas 1:50, 1:100, 1:125, a alvenaria alta (cortada) como azul (blue), pilares, vigas e lajes (cortados) como magenta, mobiliário e cotas como vermelho, letras e simbologia como amarelo ou verde e por aí vai. Isso deve ser configurado para cada escala, como vimos acima.

Linhas de RepresentaçãoLinhas de Representação

Assim, cada elemento do desenho precisa estar corretamente desenhado no respectivo layer, de forma que na impressão/plotagem do arquivo o Peso Gráfico esteja atendendo ao que estabelece a Norma.

Na “vida real” é praxe do mercado produzir os desenhos principais na escala 1:50, com seus respectivos detalhamentos em escalas 1:25.

Observação importante: estas informações são direcionadas a projetos acadêmicos – para projetos “da vida real” é indispensável a contratação de um Arquiteto para a verificação das necessidades de seu projeto e adequações a legislação de sua municipalidade.

 

Determinando o número de sanitários necessários no Projeto

A determinação do número de sanitários de um Projeto não é fruto de um um “chute”.

O Código de Obras de cada municipalidade irá determinar, para cada Tema de projeto, como esse cálculo é feito.

Tomando como exemplo o Código de Obras do Município de São Paulo, este cálculo é feito com base na Lotação da Edificação.

A Lotação da Edificação representa o número total de usuários que a Edificação consegue abrigar e é calculado com base em sua área útil e tipo de utilização.

Para se definir a Área Útil a ser considerada no cálculo excluem-se:

  • áreas de paredes;
  • sanitários;
  • circulações horizontais e verticais utilizadas para escoamento;
  • vazios de elevadores/montacargas;
  • passagem de dutos de ventilação e depósitos (classificados como Grupo D)

No caso de Locais de reunião e Centro de Compras não podem ser excluídas as áreas de circulação horizontal com mais de 1,50m de largura.

O cálculo é feito a partir da fórmula:

lotacao

O índice a ser considerado no cálculo é dado na tabela abaixo:

Tabela 1: Lotação

Tabela 1: Lotação – Fonte: Código de Obras do Município de São Paulo (1992)

Tabela 2: Quantificação Sanitários - Fonte: Código de Obras do Município de São Paulo (1992)

Tabela 2: Quantificação Sanitários – Fonte: Código de Obras do Município de São Paulo (1992)

No caso de Habitação Multifamiliar, ainda é preciso considerar nas Áreas de uso comum: 1 bacia, 1 lavatório, 1 chuveiro, separados por sexo

Consideremos o seguinte exemplo: dimensionar o número de sanitários necessários a atender um auditório com 600m² que tenha um Foyer de 300m². (Neste exemplo estaremos desconsiderando as demais áreas desse projeto hipotético, como áreas administrativas, lojas, etc. e considerando que o Foyer possa ser utilizado como área de exposições também)

Primeiro determinamos a Lotação da Edificação, com base na primeira tabela.

Por se tratar de um Local de Reunião, teremos:

auditorio

Para o Foyer, teremos:

foyer

Temos então a Lotação Total de 1350 pessoas.

Utilizando os dados da segunda tabela (1 bacia e 1 lavatório para cada 50 pessoas):

quantificacao2

 

Podemos considerar então que teremos (27/2=13,5) 14 conjuntos de (bacia + lavatório) sanitários para cada sexo.

Nos sanitários masculinos, 50% das bacias podem ser substituídas por mictórios. Podemos considerar então, 7 mictórios e 7 bacias no WC masculino.

Ainda, considerando a NBR 9050, temos que ter 5% das instalações sanitárias acessíveis: neste caso 1 conjunto (bacia + lavatório) para cada sexo.

Observação importante: estas informações são direcionadas a projetos acadêmicos – para projetos “da vida real” é indispensável a contratação de um Arquiteto para a verificação das necessidades de seu projeto e adequações a legislação de sua municipalidade.

 

Palestra: “Projeto de Arquitetura: um olhar a partir das diversas Legislações e NBR’s”

Tivemos o prazer de dar uma palestra hoje (07/11/16) na abertura da Semana Cultural de Arquitetura e Design da Universidade Guarulhos UnG.

O tema, “Projeto de Arquitetura: um olhar a partir das diversas Legislações e NBR’s“, reflete uma filosofia de pensar o Projeto de Arquitetura dentro de uma série de contextos: histórico, social, político, econômico mas sem dissociar o “saber fazer” com o “poder fazer”: as Posturas Municipais, Códigos de Obras, Planos Diretores, Zoneamentos, Bombeiros, NBR’s, Anvisa, etc compõe um panorama complexo que o Arquiteto e Urbanista precisa considerar no ato de projetar.

Apresentação em palestra-ung_r02 e palestra-ung_r02.

Configurando Cotas no CAD

No post anterior (link aqui) falamos sobre as alturas de letras, números e cotas – tanto no desenho manual quanto no CAD – que atenda as especificações da norma NBR 6492.

Neste post falaremos sobre como configurar as cotas no CAD especificamente.

O CAD – assim como qualquer outro programa utilizado na nossa profissão – precisa ser configurado corretamente para que atenda às normas brasileiras. Não adianta simplesmente abrir o programa, desenhar, cotar e esperar que o resultado final seja satisfatório. As cotas pré-configuradas atendem ao padrão americano de representação de projetos – que é bem diferente do nosso. Apesar de ser bem trabalhosa, essa primeira configuração de tamanhos de textos e cotas é necessária uma única vez: salvando as configurações, pode-se utilizá-las depois sem preocupação.

O peso gráfico – outro item importantíssimo – só será atribuído caso seja corretamente configurado um arquivo CTB para que, quando for feita a plotagem, a impressão saia com as penas corretas. É necessária a criação de diversos arquivos CTB pois as penas que ficam corretas na escala 1:100 já não ficam boas na escala 1:5, por exemplo.

Outra questão é que o desenho – caso não seja configurado – estará em milímetros. O primeiro passo, então, ao iniciar um desenho NOVO é digitar UNITS e trocar as medidas para METROS – basta fazer isso uma vez e pedir que o programa assuma essa configuração como DEFAULT.

Com relação às cotas propriamente ditas há diversas maneiras de se configurá-las. A que apresentamos aqui é uma delas.

Este exemplo será para configurar a Cota para a Escala 1:100.

Vamos utilizar a tabela do post anterior para definir a altura do texto (“Text Height“), uma vez que independentemente da escala a cota deverá ser impressa com altura de 3,0 mm.

Alturas de letras para cotas nas diversas escalas

Alturas de letras para cotas nas diversas escalas

Começamos adicionando um “Text Style” de 3,0 mm na escala 1:100. Digitamos st e enter para abrir a janela de configuração do Text Style.

screenshot_1

Clique em NEW e chama o estilo que estamos criando de Estilo 1_100 3 mm (assim fica mais fácil depois identificar as diversas alturas de texto nas diferentes escalas)

screenshot_3

Isso fará com que o novo estilo de texto já apareça na lista de Styles:

screenshot_4

Clique no Estilo 1_100 3 mm. Altere a fonte para a fonte de sua preferência, No meu caso, gosto de utilizar a Trebuchet, Tekton, AvantGarde e Swiss.

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  • Font Name: Trebuchet MS
  • Desmarcar a caixa Annotative.
  • Height: 0.30 (este valor tiramos da tabela acima)
  • Width Factor: 1.0

Após essas alterações, clique em Apply e depois Close.

Com isso, temos um Estilo de Texto já configurado, na escala 1:100 para altura impressa com 3,0 mm.

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Para iniciar a configuração  da Cota (“Dimension Style“), basta digitar o atalho d e digitar enter.

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Observe que alguns estilos de cota pré-configurados já aparecem.

Clicamos em NEW, automaticamente o CAD copia as características da cota padrão: no campo New Style Name vamos colocar COTA 1_100 e vamos desmarcar a caixa Annotative e clicamos em CONTINUE

 

screenshot_9

Abrirá na sequência a seguinte Caixa, onde precisaremos alterar várias configurações.

Comece pela aba Text. No Text Style, selecione o estilo de texto que configuramos (“Estilo 1_100 3mm”).

Altere o Text style para Yellow. As demais Configurações ficam como mostra a imagem.

screenshot_12

 

Na aba Lines, vamos alterar:

screenshot_13

Observe que o Offset from origin é 0.20 (A Norma NBR 6492 sugere entre 2,0 mm e 3,0 mm, estamos adotando 2,0 mm)

Na aba Symbols and Arrows, vamos alterar:

screenshot_19

Na aba Fit, mantemos como está:

screenshot_15

Na aba Primary Units, alteramos:

screenshot_16

Nas abas Alternate Units e Tolerance, mantemos como está.

Damos OK e teremos configurada a nossa Cota 1_100. Podemos clicar em Set Current para ela ser a cota corrente do desenho.

screenshot_17

Teremos a seguinte visualização, no Model Space:

screenshot_18

Agora é necessário fazer este passo-a-passo para TODAS as demais escalas.

Os principais itens a serem configurados:

  • Na aba Lines: Extend beyond dim lines / Offset from origin
  • Na aba Symbols and Arrows: Arrow size
  • Na aba Text: Text Style, Text Height e Offset from dim line.

Por exemplo, para configurar na Escala 1:50 o desenho fica 2x maior do que na Escala 1:100, então basta dividir por 2 os valores adotados quando configuramos a Cota 1_100:

  • Lines: Extend beyond dim lines = 0.075/ Offset from origin = 0.10
  • Symbols and Arrows: Arrow size = 0.075
  • Text: Text Style =  Estilo 1_50 3 mmText Height = 0.15 / Offset from dim line = 0.075

Colocando lado a lado uma mesma figura cotada na Escala 1:200, 1:100 e 1:50 conseguimos perceber a diferença:

screenshot_21

 

Observação importante: estas informações são direcionadas a projetos acadêmicos – para projetos “da vida real” é indispensável a contratação de um Arquiteto para a verificação das necessidades de seu projeto e adequações a legislação de sua municipalidade.

 

Alturas de Letras e Números (Textos e Cotas): NBR 6492 e o CAD

Já abordamos em posts anteriores a importância de se seguir a Norma NBR 6492 para a Representação de Projetos de Arquitetura.

Uma questão fundamental se refere a altura de letras e números que estarão presentes nos desenhos, seja em cotas, nomes de ambientes, chamadas para detalhes, observações gerais, etc., de forma a se manter uma uniformidade na apresentação do projeto.

Independentemente da escala em que os desenhos estejam apresentados, a Norma estabelece que as alturas de texto devem ser desenhados com 5,0 mm (geralmente utilizados para títulos de pranchas) e 3,0 mm (para os textos e cotas em geral), no caso de desenho manual.

Para o desenho manual, existe ainda a NBR 8402 (Execução de carácter para escrita em desenho técnico) que irá estabelecer o padrão de escrita de cada letra e número (também chamados de “letra bastão”).

No caso de desenhos a instrumento (e por falta de instrução específica para o desenho em CAD, seguimos esta instrução) as alturas de letras e números podem ter: 2,0mm – 2,5 mm – 3,5 mm – 4,5 mm. Costuma-se adotar também os tamanhos de 5,0 mm e 3,0 mm como padrão.

Em ambos os casos, os textos devem ser escritos sempre com letras maiúsculas e não inclinados (não itálicos).

Para a correta utilização dos tamanhos de letras e números nos programas CAD é fundamental ter em mente que essas alturas estabelecidas pela Norma consideram sempre a altura da letra/número como aparecerá no papel impresso/plotado. Como os textos e cotas são inseridos no Model Space (no caso do Autocad) é necessário configurar as alturas dos mesmos ao se criar um “Text Style“(estilo de texto) e configurar o “Text Height” (altura do texto) de acordo com a escala que o desenho será impresso/plotado.

Observe a tabela abaixo, para auxiliar na configuração do Text Height (clique na imagem para melhor visualização)

Alturas de textos nas diversas escalas

Alturas de textos nas diversas escalas

Assim, por exemplo, se um texto precisa estar impresso com 3,0 mm de altura na escala 1:50 ele precisa estar desenhado no Model Space com um Text Height=0.15.

Um texto que precisa estar impresso com 5,0 mm de altura na escala 1:750 precisa estar desenhado no Model Space com um Text Height=3.75, e assim por diante.

O tipo de Fonte a ser utilizado deve ser o mais simples, sem serifas, de forma a ser o mais próximo do que consta nas NBR 6492 e NBR 8402.

(Para configurar o Text Style no Autocad, basta digitar o atalho st e digitar enter. Clique em New para criar um novo Estilo de Texto, dê um nome. Atribua o valor da altura e escolha a fonte a ser utilizada.)

Numeração e título do desenho na escala 1:25

Numeração e título do desenho na escala 1:25

Em se tratando de cotas, a Norma estabelece que a altura das cifras (o texto da cota propriamente dito) deve ter 3,0 mm. O texto deve estar afastado da linha de cota 1,5 mm e a linha de chamada deve parar de 2,0 a 3,0 mm do ponto dimensionado.

Alturas de letras para cotas nas diversas escalas

Alturas de letras para cotas nas diversas escalas

É necessário configurar um “Dimension Style” (estilo de cota) para cada escala de desenho pois, por exemplo, para ser impressa com 3mm de altura na escala 1:125 é necessário ter Text Height=0.375.

(Para configurar o Dimension Style no Autocad, basta digitar o atalho d e digitar enter)

É trabalhoso configurar todos os estilos de textos e cotas pela primeira vez mas uma vez feito, servirá para toda a vida.

Observação importante: estas informações são direcionadas a projetos acadêmicos – para projetos “da vida real” é indispensável a contratação de um Arquiteto para a verificação das necessidades de seu projeto e adequações a legislação de sua municipalidade.

 

Representação de projetos de arquitetura (NBR-6492) – II

Todo e qualquer desenho feito por Arquitetos brasileiros (e estudantes de Arquitetura) tem que seguir o que estabelece a norma NBR 6492 (1994). Já abordamos o assunto no post que pode ser acessado aqui.

Esta Norma começa estabelecendo diversas definições fundamentais,tais como:

  • Planta de Situação
  • Planta de locação ou Implantação
  • Planta de edificação
  • Corte
  • Fachada
  • Elevações
  • Detalhes ou ampliações
  • Escala
  • Programa de Necessidades
  • Memorial justificativo
  • Discriminação técnica
  • Especificação
  • Lista de Materiais
  • Orçamento

Sobre a produção do desenho em si, a Norma irá tratar desde os tipos de papeis a serem utilizados (lembrando que a Norma contempla também a produção de desenhos feitos a mão livre e a instrumentos), assim como os formatos padrão  de folhas (sendo o tamanho máximo o A0 e o mínimo o A4), a posição do Carimbo e os itens que devem dele constar.

A Norma especifica a posição das dobras das folhas, indicando ainda ser necessário observar o que diz a Norma NBR 10068 (Folha de desenho: leiaute e dimensões – padronização).

As diversas Fases que compõem um Projeto de Arquitetura – assim como os desenhos que devem ser apresentados em cada uma – também são definidas pela Norma:

  • Programa de Necessidades
  • Estudo Preliminar
  • Anteprojeto
  • Projeto Executivo
  • Projeto como construído (“as built”)

A Norma especifica TUDO o que deve ser indicado em Plantas, Cortes e Fachadas, de acordo com a Fase de Projeto. No caso de Projetos Executivos, a Norma irá indicar inclusive o que apresentar nos Detalhes Construtivos, Ampliações, Detalhes de Esquadrias e Quadro Geral de Acabamentos.

Tomando o Estudo Preliminar como exemplo, teríamos que apresentar obrigatoriamente:

Planta de Situação

  • simbologias de representação gráfica, conforme as prescritas no Anexo da norma;
  • curvas de nível existentes e projetadas, além de eventual sistema de coordenadas referenciais;
  • indicação do Norte;
  • vias de acesso ao conjunto, arruamento e logradouros adjacentes com os respectivos equipamentos urbanos;
  • indicação das áreas a serem edificadas, com o contorno esquemático da cobertura das edificações;
  • denominação dos diversos edifícios ou blocos;
  • construções existentes, demolições ou remoções futuras, áreas non aedificandi e restrições governamentais;
  • escalas
  • notas gerais, desenhos de referência e carimbo.

Plantas, Cortes e Fachadas

  • simbologias de representação gráfica conforme as prescritas na Norma;
  • indicação do Norte;
  • caracterização dos elementos de projeto: fechamentos externos e internos, acessos, circulações verticais e horizontais, áreas de serviço e demais elementos significativos;
  • indicação dos nomes dos compartimentos;
  • cotas gerais;
  • cotas de níveis principais;
  • escalas;
  • notas gerais, desenhos de referência e carimbo.

Podem ainda ser apresentadas:

  • Sistema estrutural;
  • Eixos do Projeto;
  • Cotas complementares.

Desta forma, a produção de desenhos para Projetos de Arquitetura segue uma padronização a ser seguida em função da Fase de projeto que está sendo apresentada.

A Norma 6492 estabelece ainda  os Tipos de Linhas de Representação, cujos pesos gráficos variam entre 0,1mm e 0,6mm aproximadamente – vale destacar que esta variação leva em consideração o desenho a mão, que não é tão preciso quanto os desenho feitos em plataformas CAD.

Linhas de Representação

Linhas de Representação

Para um entendimento do uso de layers do Autocad e os diversos tipos de Linhas de Representação a ASBEA (Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura) edita um Manual que auxilia na correta configuração dos arquivos ctb (arquivos de configuração de plotagem do Autocad). O manual pode ser baixado neste link.

Assim, cada elemento do desenho precisa estar corretamente desenhado no respectivo layer, de forma que na impressão/plotagem do arquivo o Peso Gráfico esteja atendendo ao que estabelece a Norma.

Os símbolos gráficos (norte, indicações de nível, cortes, fachadas, tamanhos de letras, etc) são todos padronizados e estabelecidos pela Norma 6492. Qualquer símbolo com características diferentes não estará atendendo a Norma.

Marcação dos Cortes gerais

Marcação dos Cortes gerais

 

Observação importante: estas informações são direcionadas a projetos acadêmicos – para projetos “da vida real” é indispensável a contratação de um Arquiteto para a verificação das necessidades de seu projeto e adequações a legislação de sua municipalidade.

 

Escadas de Incêndio – Casa de Máquinas de Elevadores

Em posts anteriores (aquiaqui e aqui) vimos como dimensionar a Escada de Incêndio, obedecendo ao Código de Obras e Edificações do Município de São Paulo, a NBR-9077 e as Instruções Técnicas do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo.

A estrutura de concreto da caixa de escada de incêndio esta sendo utilizada para, no Ático, abrigar o Reservatório Superior e barrilete. Seguindo raciocínio análogo, a caixa de elevadores, no Ático, passa a fazer parte da Casa de Máquinas de Elevadores.

Ático

Ático

O Código de Obras do Município de São Paulo estabelece que para edificações com mais de 10 pavimentos e/ou desnível superior a 24m são necessários, no mínimo, 2 elevadores.

Corte B - Escada

Corte B – Escada

O Corte B auxilia muito no entendimento do que está acontecendo no Atico.

Nele podemos ver o Reservatório Superior em corte, com o barrilete abaixo.

Ao lado do Reservatório Superior podemos ver a Casa de Máquinas de Elevadores. Para o correto dimensionamento das alturas é fundamental tomar como referência as informações fornecidas pelo fabricante dos elevadores – neste exercício estamos considerando o modelo Schindler 3600, da Atlas (especificação aqui)

Além das informações sobre as dimensões necessárias para a caixa de concreto por onde os elevadores percorreram os andares (neste exemplo, a caixa precisa de 1,80m x 2,00m – medidas em planta) duas informações são essenciais: a altura da última parada (estamos adotando 4,55m) e a altura livre mínima da Casa de Máquinas (estamos adotando 2,20m). Estas informações são obtidas na tabela fornecida pelo fabricante, em função do modelo selecionado, da velocidade de percurso dos elevadores, dimensões da cabine, lotação, etc.

Quando formos detalhar o Corte do 3º subsolo iremos precisar da informação sobre a profundidade do poço do elevador.

Observação importante: A NBR 9077 possui uma série de questões além das que estão discutidas neste post e deve ser lida e seguida na íntegra.

A Instrução Técnica-11 engloba usos não contemplados pela NBR-9077 e deve ser integralmente seguida, no Estado de São Paulo. Adotar sempre a determinação mais restritiva. o Código de Obras de cada Município irá estabelecer suas restrições.

Estas informações são direcionadas a projetos acadêmicos – para projetos “da vida real” é indispensável a contratação de um Arquiteto para a verificação das necessidades de seu projeto e adequações a legislação de sua municipalidade.

Dimensionamento de Janelas

Dando continuidade aos posts anteriores – onde estamos estudando os diversos itens que compõem o projeto de uma Habitação Multifamiliar – iremos abordar o dimensionamento de janelas.

Janelas devem ser dimensionadas de acordo com o uso do ambiente em que estão inseridas, segundo as características de cada Código de Obras, de forma a garantir conforto ambiental (térmico, acústico, lumínico, etc) aos usuários.

No Município de São Paulo, o COE estabelece que os ambientes das edificações sejam classificados em Grupos.

Tabela COE - Compartimentos e características

Tabela COE – Compartimentos e características

A classificação acima não só faz referência ao cálculo do tamanho das aberturas (janelas), mas também dispõe sobre o dimensionamento mínimo dos ambientes, pés-direitos e afastamentos entre outras edificações (Faixa A e Espaço Livre I – que será assunto de outro post)

Desta forma, baseados na Tabela acima e tomando como exemplo o projeto habitacional multifamiliar discutido nos posts anteriores, as aberturas para atender a insolação devem ter suas dimensões proporcionais às áreas dos compartimentos de, no mínimo:

  • Sala (Grupo A): 15%
  • Quartos (Grupo A): 15%
  • Cozinha (Grupo C): 10%
  • Área de Serviço (Grupo C): 10%
  • Banheiro (Grupo D): não é necessário janela (pode-se ventilar por ventilação mecânica/”ventokit”),  mas caso haja janela deve ter, no mínimo, o equivalente a 5% da área do compartimento.

Para a aeração, será necessária a metade da área destinada a insolação – isso se deve ao fato das janelas de correr  permitirem iluminar 100% do vão e ventilar apenas 50%.

Quando um compartimento for aerado e ventilado através de outro (como geralmente acontece com as cozinhas, que ventilam pela área de serviço) o dimensionamento será proporcional a somatória da área dos dois compartimentos.

Se tivermos as seguintes áreas de ambientes em nosso projeto:

Dimensionamento das janelas

Dimensionamento das janelas

Vamos considerar as medidas padrões de janelas de alumínio disponíveis no mercado (com altura de 1,20m); desta forma conseguimos determinar as larguras mínimas necessárias às janelas dividindo a área mínima para atender a insolação por 1,20m. As larguras padrão costumam ser: 1,00m – 1,20m – 1,40m – 1,60m – 1,80m – 2,00m – 2,20m – 2,40m – 2,60m.

No caso da Sala, por exemplo, teremos que a largura mínima da janela será de 2,25 m (2,70/1,20=2,25). Se adotarmos uma janela de 2,40m x 1,20m estaremos atendendo a área mínima de insolação (2,40 x 1,20 = 2,88m²). Uma janela de 2,40m costuma ter 4 folhas de correr.

Utilizando o mesmo raciocínio podemos dizer que o Quarto 1 terá uma janela de 1,20m x 1,20m (1,44m²) e o Quarto 2 uma janela de 1,60m x 1,20m (1,92m²), ambas com 2 folhas de correr.

Como a Cozinha ventilará pela Área de Serviço, somamos as duas áreas para determinar a largura da janela. Com isso, teremos uma área de 1,00m² (0,60+0,40) a ser ventilada. É importante ter em mente que se as Cozinhas possuem instalação de gás, temos que prever ventilação permanente – vamos considerar então que a janela irá possuir 2 bandeiras fixas com venezianas, com altura de 20cm e 2 folhas de correr com 1,00m de altura, totalizando o caixilho de 1,20m de altura. Se a janela possuir 1,00m de largura já estará atendendo a área mínima de insolação.

No caso do Banheiro, o COE não exige insolação e ventilação diretas, podendo a ventilação ser feita através de “ventokit” – no entanto, sempre que possível, é desejável que os banheiros ventilem direto para o exterior. Nesta caso, a janela deve ter, no mínimo, área correspondente a 5% da área do banheiro (5% de 4,00m² = 0,20m²). Uma janela de 0,60m x 0,60m (0,36m²) já atende.

Podemos, então, começar a organizar o nosso Quadro Geral de Esquadrias:

Quadro Geral de Esquadrias

Quadro Geral de Esquadrias

O peitoril de 1,00 e o caixilho com 1,20m de altura estão atendendo as diretrizes da NBR 15575.

mapa

Mapa de Caixilhos

Observação importante:

Estas informações são direcionadas a projetos acadêmicos – para projetos “da vida real” é indispensável a contratação de um Arquiteto para a verificação das necessidades de seu projeto e adequações a legislação de sua municipalidade.

Humanizando plantas (III)

Nos dois posts anteriores (veja aqui e aqui) mostramos a importância de se projetar sempre tendo em mente a disposição do layout/mobiliário nos ambientes. Vimos também que os ambientes possuem dimensões mínimas que são reguladas pelos Códigos de Obras Municipais e/ou pela NBR 15575, na falta de claras especificações no Código.

Também chamamos a atenção para o fato de que embora seja possível projetar um apartamento de 2 quartos com 50m² atendendo ao Código de Obras e NBR 15575 seria praticamente inviável fazermos com que o mesmo atenda inteiramente a NBR 9050.

Assim sendo, podemos fazer o caminho inverso: ao invés de fazermos o projeto do apartamento “tipo” para depois “adaptá-lo” a NBR 9050, podemos começar estudando soluções de projeto que atendam a NBR 9050 para então propormos a planta do pavimento tipo.

Um apartamento de 2 quartos com todos os ambientes acessíveis poderia ter a seguinte configuração:

Exemplo de apartamento acessível com 65m²

Exemplo de apartamento acessível com 65m²

Não faz sentido propor um apartamento de 2 quartos onde somente um quarto seja acessível: o usuário de cadeira de rodas tem que ter acesso a todos os ambientes – mesmo ao banheiro “não-acessível”. Ele não pode ficar impossibilitado de usufruir de todos os cômodos e ter total liberdade.

Todas as portas tem que ter vão livre de 80cm e todas as circulações tem que ter 90cm de largura. O banheiro de utilização do cadeirante tem que ter a porta com abertura para fora, além de contar com sinalização/botão de emergência, conforme exigência da norma. Não deve haver desnível entre o box e o piso adjacente do banheiro, podendo o ralo do chuveiro ter caimento de 2%. Em nenhum ambiente pode haver desnível maior que 0,5 cm.

O projeto acima possui cerca de 65m² – ou seja – um acréscimo de 30% na área em relação ao apartamento apresentado anteriormente, que possuia 50m². Ainda assim, é um apartamento pequeno – mas atende a todas as normas de dimensionamento.

Ainda que o Mercado ofereça apartamentos de 2 quartos com metragens que atendam somente ao mínimo estabelecido pelo Código de Obras e NBR 15575 entendemos que seja fundamental que os projetos atendam também a NBR 9050. Desta forma, a metragem recomendada para o apartamento de 2 quartos seria entre 60-65m².

 

Veja neste link uma interessante matéria do Jornal O Globo mostrando como as plantas dos apartamentos de dois quartos sofreram alterações ao longo dos anos.

Observação importante:

Estas informações são direcionadas a projetos acadêmicos – para projetos “da vida real” é indispensável a contratação de um Arquiteto para a verificação das necessidades de seu projeto e adequações a legislação de sua municipalidade.

Humanizando plantas (II)

No post anterior (veja aqui) mostramos a importância de se projetar sempre tendo em mente a disposição do layout/mobiliário nos ambientes. Vimos também que os ambientes possuem dimensões mínimas que são reguladas pelos Códigos de Obras Municipais e/ou pela NBR 15575, na falta de claras especificações no Código.

São as diretrizes dos Códigos de Obras (em conjunto com o Plano Diretor e Zoneamento) que irão nortear a produção do Mercado Imobiliário. Há uma série de outras questões além das dimensões mínimas – exigência de áreas mínimas de ventilação e iluminação, faixas de aeração, faixas de insolação (essas duas últimas específicas do COE do Município de São Paulo), gabarito máximo de altura para não se ter elevador, etc – mas serão assunto de outros posts.

De forma geral, a maior parte da produção de projetos voltados ao mercado atenderá somente ao mínimo exigido pela legislação. Isso não significa, de forma alguma, que os trabalhos acadêmicos devam se restringir a isso: deve-se entender as regras de projeto exigidas como mínimo e, a partir daí, fazer proposições pensadas no conforto e usabilidade dos futuros usuários daquele projeto.

Vejam como exemplo este apartamento de 50m² que atende ao mínimo exigido pela legislação (as áreas molhadas estão com dimensões maiores que o mínimo exigido, como diretriz de projeto):

Apartamento de 50m²

Apartamento de 50m²

 

Todas as janelas estão ventilando para a mesma face de fachada. As varandas serão adicionadas no projeto, considerando o limite máximo de 10% da área total construída, de forma a ser não-computável. Banheiros possuirão ventilação forçada através de ventokit. A cozinha ventila pela área de serviço, através de ventilação permanente.

Através do número de leitos (1 cama de casal + 2 camas de solteiro) fica definido que o apartamento terá 4 moradores; desta forma a sala deve demonstrar layout com sofá de 3 lugares + 1 poltrona e mesa de jantar para 4 pessoas. O número de assentos deve sempre corresponder ao número de moradores.

Ao destacar as circulações, podemos visualizar o atendimento ao mínimo exigido pela norma:

Estudo de circulações - apartamento 50m²

Estudo de circulações – apartamento 50m²

Nos quartos, as circulações mínimas de 50cm que constam da NBR 15575 entre mobiliário e alvenarias estão respeitadas. No quarto de solteiro, circulação de 60cm entre as camas. A circulação de 75cm a partir da borda da mesa de jantar também está respeitada. A circulação principal, que conecta os diferentes ambientes, possui cerca de 85cm.

No entanto, se formos atender somente ao que exige a NBR 15575 não estaremos oferecendo o melhor projeto possível; assim sendo, todas as circulações deveriam ter no mínimo 80cm caso contrário, ao pensarmos na planta adaptada a NBR 9050, seria inviável atende-la sem que seja necessário repensar os dois quartos e sanitários.

É importante destacar também que no caso de projetos de HIS/HMP existem legislações estaduais específicas que vão estabelecer parâmetros próprios deste tipo de projeto.

Veja neste link uma interessante matéria do Jornal O Globo mostrando como as plantas dos apartamentos de dois quartos sofreram alterações ao longo dos anos.

Observação importante:

Estas informações são direcionadas a projetos acadêmicos – para projetos “da vida real” é indispensável a contratação de um Arquiteto para a verificação das necessidades de seu projeto e adequações a legislação de sua municipalidade.

Humanizando plantas

 

Para o leigo, a humanização de plantas é fundamental para o perfeito entendimento do dimensionamento de espaços e uso propostos em um projeto. É muito comum as chamadas “plantas humanizadas” – especialmente as plantas utilizadas no mercado imobiliário para a venda de apartamentos (“planta de venda”).

Perspectiva e Humanização - 3D Arquiteto Bruno Massao (www.bmmaquetes.com)

Perspectiva e Humanização – 3D Arquiteto Bruno Massao (www.bmmaquetes.com)

O uso de maquetes eletrônicas e virtualidade também são muito úteis. Neste caso, a colocação do mobiliário tem um caráter ilustrativo e didático – mostrar ao futuro comprador como aquele espaço que está sendo adquirido pode ser usufruído.

Para o estudante – e futuro profissional – de Arquitetura, a colocação do layout/mobiliário nas plantas deve ter um significado extra.

Utilizando ainda as habitações multifamiliares como exemplo, a colocação do mobiliário deve atender a NBR 15575, que estabelece as dimensões mínimas para móveis e circulações no ambiente residencial. Não se pode propor nenhum projeto residencial que não respeite os mínimos atribuídos pela norma.

A maior parte dos Municípios – em seu Código de Obras – irá estipular as medidas mínimas para os ambientes. Mas há casos em que o Código de Obras não estabelece essas medidas, devendo então a NBR 15575 servir de base para o dimensionamento de espaços.

 Móveis e equipamentos-padrão a serem acomodados nos diferentes ambientes - Fonte: CBIC

Móveis e equipamentos-padrão a serem acomodados nos diferentes ambientes – Fonte: CBIC

A tabela acima, produzida pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), mostra os móveis e equipamentos padrão estabelecidos pela NBR 15575. A íntegra do “Guia orientativo para atendimento a norma 15575” da CBIC pode ser baixado aqui.

No caso de projetos de HIS/HMP há legislação específica que dita este dimensionamento.

Desta forma, a colocação do layout/mobiliário nas plantas visa mostrar que os ambientes atendem a legislação e garantem uma correta circulação nos mesmos.

Imagine a seguinte situação: um quarto de solteiro com 9m² atende – a princípio – perfeitamente o quesito dimensões mínimas exigidas pelo Código de Obras e Edificações do Município de São Paulo (COE).

O COE exige que quartos tenham área mínima de 5m² e que seja possível a inscrição de um círculo com diâmetro 2,00m no piso. Veja post sobre dimensões mínimas aqui.

No entanto, o formato do quarto e a disposição do layout irão definir se, de fato, este quarto atende a usabilidade necessária.

Como vimos na Tabela acima, a NBR 15575 estabelece que no quarto de solteiro seja possível a colocação de, no mínimo, 2 camas (0.80 x 1.90 cada), com um criado mudo (0.50 x 0.50) entre elas, além de um guarda-roupa (1.50 x 0.50). O espaço entre as camas deve ter no mínimo 60cm e as demais circulações 50cm. (ver Tabela 2 da Norma para as distâncias e dimensões mínimas)

Quarto com medidas mínimas que atendem a NBR 15575

Quarto com medidas mínimas que atendem a NBR 15575

Lembramos, novamente, que as dimensões são as mínimas exigidas, podendo ser maiores. A disposição do layout/mobiliário pode variar – camas encostadas na parede não são soluções ideais de projeto.

Desta forma, não se recomenda a utilização de blocos de cad genéricos baixados da internet: as medidas dos mobiliários podem não atender ao mínimo que a legislação determina. Da mesma maneira Manuais de Arquitetura editados em outros países não atendem nossas legislações, normas e hábitos.

Ao se detalhar um apartamento em específico, a recomendação é utilizar sempre nos mobiliários as medidas que de fato serão utilizadas: tirar as medidas dos móveis e desenhá-los tal como são ou especificar mobiliário cujas medidas são conhecidas (os sites das grandes lojas possuem as medidas dos móveis comercializados)

Além disso, temos a NBR 9050 que, por sua vez, irá estabelecer os espaços mínimos necessários a circulação do cadeirante. Ainda que apenas um dos quartos seja o utilizado para o descanso do mesmo, ele precisa circular e desfrutar de todas as áreas do apartamento.

Algumas Prefeituras já exigem que para a aprovação do Projeto Legal conste a planta mostrando a adaptação das unidades habitacionais para a norma. As unidades não tem que ser necessariamente térreas, garantindo a flexibilidade de compra pelo usuário. A indicação do layout/mobiliário é fundamental para que se possa estudar e mostrar a adequação do projeto à norma.

Além de garantir a usabilidade, a colocação do layout/mobiliário permite ainda que no Projeto Executivo o Engenheiro responsável pelas instalações prediais possa saber as posições de pontos de elétrica, telefonia, dados e voz, hidráulica, esgoto, ar condicionado necessários a viabilização da proposta. Sanitários, Cozinhas, Áreas de Serviço devem sempre apresentar a posição das peças.

 

Observação importante:

Estas informações são direcionadas a projetos acadêmicos – para projetos “da vida real” é indispensável a contratação de um Arquiteto para a verificação das necessidades de seu projeto e adequações a legislação de sua municipalidade.

Escadas de Incêndio – Reservatório Superior

Nos dois posts anteriores (aqui e aqui) vimos como dimensionar a Escada de Incêndio, obedecendo ao Código de Obras e Edificações do Município de São Paulo, a NBR-9077 e as Instruções Técnicas do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo.

No exemplo que estamos utilizando (edificação multifamiliar com 23 pavimentos) a escada de incêndio atende até o último pavimento, não seguindo até o Ático. O acesso ao Ático se dará através de escada marinheiro, localizada próximo ao hall de elevadores.

Desta forma, aproveitaremos a estrutura de concreto da caixa de escada de incêndio para projetarmos o Reservatório Superior e barrilete. Como os elevadores atenderão também somente até o 23 pavimento, utilizaremos o espaço do ático acima deles para a Casa de Máquinas de Elevadores.

23-escada

23º Pavimento

Para o projeto e dimensionamentos dos Reservatórios Superior e Inferior é necessário consultar a NBR-5626 (Instalação predial de água fria) e – no caso de São Paulo –  norma NTS 181 da Sabesp (aqui) e a Instrução Técnica 22 do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo. (texto aqui)

O Reservatório Superior deve ter capacidade para 40% do volume total de consumo mais a Reserva de Incêndio (IT-22). O Reservatório Inferior deve ter a capacidade de 60% do volume total de consumo – fica localizado no último subsolo.

Para o nosso exemplo, a IT-22 irá estabelecer que a Reserva de Incêndio é de 20 m³ ou 20.000 litros.

Para o Cálculo do Volume de Consumo, a Sabesp irá fornecer a tabela abaixo:

Tabela de Estimativa de Consumo Predial Médio Diário

Tabela de Estimativa de Consumo Predial Médio Diário

Devemos considerar 2 pessoas por dormitório, com consumo de 200 litros por dia por pessoa.

No nosso exemplo, temos 8 apartamentos de 2 quartos por pavimento tipo (no total de 23 pavimentos).

População = (n° de dormitórios) x (pessoas por dormitório) x (n° de pavimentos) x (n° de apartamentos por pavimento)

População = 2 x 2 x 23 x 8 = 736 pessoas

Como o consumo informado pela Sabesp é de 200 litros por pessoa, temos o Consumo Diário de:

Consumo Diário (CD) = 736 x 200 = 147.200 litros ou 147,2 m³

O Volume Total, somando a Reserva de incêndio, seria de:

Volume Total = 147.200 + 20.000 = 167.200 litros ou 167,2 m³

No Reservatório Superior (RS) temos que ter 40% do CD mais a Reserva de Incêndio (RI):

RS= 40% de 147.200 + RI = 0,4 x 147.200 + RI = 58.880 + RI = 78.880 litros ou 78,8 m³

RS = 78.880 litros ou 78,8 m³

Reservatório Inferior = 60% do CD = 0,6 x 147.200 = 88.320 litros ou 88,32 m³

RI = 88.320 litros ou 88,32 m³

O formato da Caixa da Escada em planta nos permite dividir o Reservatório Superior em duas células, devendo ter 39,44 m³ cada (78,88 / 2 = 39,44). Como a área de cada célula tem 8,90m², podemos achar a altura da lâmina d’água dividindo o Volume pela área: 39,440 / 8,90 = 4,43 m. Adotaremos 4,50 m.

Ático

Ático

(Na prática, muitas vezes considera-se no cálculo que o Volume de abastecimento seja capaz de atender a dois dias de consumo – sugere-se verificar o que diz o Código de Obras da municipalidade)

Corte A - Ático

Corte A – Ático

O Corte A auxilia muito neste entendimento. Nele podemos ver as duas células em corte, a cada Reservatório Superior com o Volume indicado, inclusive o da Reserva de Incêndio. O acesso para manutenção é feito por cima, por intermédio de alçapões – que são alcançados através de escada marinheiro externa protegida (com “gaiola”).

O barrilete é o espaço que fica embaixo dos Reservatórios, onde estarão acontecendo as diversas saídas dos ramais de abastecimento das prumadas hidráulicas. Precisa de, no mínimo, 80cm (espaço para que uma pessoa consiga acessar para eventuais manutenções). O barrilete também é necessário para que, no último pavimento, seja garantida pressão no ponto mais alto de abastecimento (o chuveiro), com distância mínima de 1 metro de coluna d’água (mca) entre o ponto de abastecimento e o fundo do Reservatório Superior.

No próximo post analisaremos a Casa de Máquinas de Elevadores.

 

 

 

Observação importante: A NBR 9077 possui uma série de questões além das que estão discutidas neste post e deve ser lida e seguida na íntegra.

A Instrução Técnica-11 engloba usos não contemplados pela NBR-9077 e deve ser integralmente seguida, no Estado de São Paulo. Adotar sempre a determinação mais restritiva. o Código de Obras de cada Município irá estabelecer suas restrições.

Estas informações são direcionadas a projetos acadêmicos – para projetos “da vida real” é indispensável a contratação de um Arquiteto para a verificação das necessidades de seu projeto e adequações a legislação de sua municipalidade.

Escadas de Incêndio – dimensionamento II

No post anterior (link aqui), vimos como dimensionar a largura da escada, obedecendo ao Código de Obras e Edificações do Município de São Paulo, a NBR-9077 e as Instruções Técnicas do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo.

Neste post iremos tratar do dimensionamento do comprimento da escada.

A primeira coisa a se ter em mente é que em uma Edificação os Piso-a-pisos (também chamados de Desníveis) serão – quase sempre – diferentes de um Pavimento para o outro. A consequência direta disto é que o número de degraus necessários a vencer os desníveis entre os pavimentos será diferente.

Retomemos o exemplo da Edificação utilizada no cálculo da largura da escada. Os diferentes desníveis podem ser observados na Tabela 1:

Tabela 1

Tabela 1

A primeira observação: os desníveis foram todos calculados levando-se em conta que o degrau da escada possui espelho de h=18cm. Esta distância atende a legislação e facilita a determinação de todos os níveis do projeto.

A segunda observação é que quando representamos uma planta baixa estamos representando um corte horizontal, passando a cerca de 1,50m do plano de piso: significa então que estamos cortando a escada que está subindo e vendo em vista a escada que está chegando neste pavimento.

Assim, no pavimento Térreo, por exemplo, estamos cortando a escada que está subindo para o 1°pavimento e representando, em vista, a escada que está vindo do 1° subsolo. Como os desníveis são diferentes, estamos representando duas escadas diferentes!

Pavimento Térreo

Pavimento Térreo

A escada representada acima mostra o lanço que vem do 1°subsolo e o lanço que vai ao 1° pavimento tipo.

O pavimento Térreo, por ser o pavimento de acesso, geralmente é colocado com um piso-a-piso maior que do pavimento tipo, não só como estratégia de valorização dos ambientes que  se situam no térreo mas também para que eventuais desvios de instalações e prumadas possam ocorrer no entre-forro.

Como o piso-a-piso determinado possui 5,04m, significa que temos 28 espelhos (5,04/0,18 = 28) para chegar no 1° pavimento – estamos considerando o patamar no meio do percurso, no degrau 14. Já a escada que vem do 1° subsolo vence um desnível de 3,60m, necessitando então de 20 espelhos (3,60/0,18 = 20) – patamar no degrau 10.

Observe que o pavimento Térreo funciona como pavimento de descarga em caso de Incêndio: é por isso que a escada possui uma descontinuidade (representada pela alvenaria que separa os 2 lanços). Isso significa que em caso de sinistro, a pessoa que está subindo do 1° subsolo sai no térreo sem conseguir continuar subindo para o 1° pavimento. Da mesma forma, a pessoa que está descendo do 1°pavimento tipo não consegue continuar descendo até o 1° subsolo sem que tenha que sair da escada no pavimento Térreo.

As portas da escada de incêndio abrem para fora, no pavimento Térreo, pois este é o sentido de fuga, em caso de incêndio.

No 1° subsolo, adotamos o mesmo raciocínio. Como vimos, o lanço que vai ao Térreo tem que vencer o desnível de 3,60m, sendo necessários 20 degraus – patamar no degrau 10. O lanço que vem do segundo subsolo precisa vencer um desnível de 2,88m, precisando então de 16 degraus (2,88 / 0,18 = 16) – com patamar no degrau 8.

1° Subsolo

1° Subsolo

O térreo, por ser o pavimento de descarga, não necessita da Área de Resgate – já os demais pavimentos todos necessitam ter este espaço destinado ao módulo de 0,80 x 1,20 (NBR-9050) – por se tratar de um edifício residencial, o cálculo do número de módulos de referência necessários resultou em 1 – verificar a Lotação da Edificação para a determinação do número de Módulos de Referência necessários.

No 2° subsolo, vemos a escada que vem do 3° subsolo e a escada que vai ao 1° subsolo, ambas vencendo o desnível de 2,88m e, portanto, ambas com 16 degraus – patamar no degrau 8.

2° Subsolo

2° Subsolo

Finalmente, no 3° subsolo, vemos apenas a escada que vai ao 2° subsolo, que vence o desnível de 2,88m (com patamar no degrau 8). É por isso que o restante do lanço que está acima da linha de corte horizontal de 1,50m aparece tracejado – ele está em projeção.

3° Subsolo

3° Subsolo

Retornando ao 1° Pavimento Tipo.

Vimos que do Térreo para o 1° Pavimento Tipo temos um desnível de 5,04m (28 espelhos) – com patamar no degrau 14. Do 1° pavimento para o 2° pavimento, temos o desnível de 3,06m, resultando em 17 espelhos (3,06 / 0,18 = 17) – consideraremos o patamar no degrau 09.

Primeiro Pavimento

Primeiro Pavimento

Do 2° ao 22° Pavimentos temos Pavimento Tipo: 3,06m – o que resulta em 17 espelhos, – patamar no degrau 9.

Pavimento Tipo

Pavimento Tipo

É importante observar que como o desnível do tipo é de 3,06m a Caixa de Escada fica mais “folgada” pois o número de degraus é menor que nos demais pavimentos; no entanto, se tivéssemos solucionado o Projeto apenas pensando o Pavimento Tipo sem ter pensado na escada considerando o pior caso – o pavimento Térreo – teríamos o re-trabalho de refazer toda a Caixa de Escadas quando fôssemos solucionar o Pavimento Térreo!

No 23° Pavimento – o último pavimento-tipo – temos a  seguinte situação: embora a planta baixa do pavimento seja idêntica aos demais tipos, temos o piso-a-piso maior (em geral um degrau a mais, 18cm). Isso acontece porque acima deste pavimento temos o Ático, que é descoberto. As tubulações dos ralos que captam a água da chuva (rede de águas pluviais) precisam de espaço no entreforro para chegar nas descidas das prumadas. Além disso, as tubulações provenientes do barrilete/reservatório superior também percorrem pelo forro até chegarem nos ramais de distribuição, assim como demais instalações (elétrica, telefonia, dados e voz,etc.) que precisem do espaço no entreforro para viabilizar prumadas.

escada-23p

23º Pavimento

Como o acesso ao Ático se dará através de escada marinheiro localizada em outra posição do pavimento, temos que este é o último lanço de escada enclausurada da edificação – portanto a escada que está representada não está cortada e sim em vista. A mureta (ou parede alta) de alvenaria é necessária para segurança dos usuários, uma vez que  escada não continuando a subir torna-se um vazio no chão.

Em todos os casos, consideramos o desnível máximo a ser vencido (sem necessidade de patamar) igual ou menor a 3,25m (Código de Obras e Edificações do Município de São Paulo), que é mais restritivo que a NBR-9077 e a IT-11 (que permite até 3,70m de desnível sem patamar).

Demais informações para o dimensionamento deste exemplo:

Para o tamanho da Caixa do Elevador, consideramos o Modelo Schindler 3600 (especificação aqui).

As paredes do Núcleo Rígido (Escada enclausurada e Elevadores) é toda de concreto de alta resistência e possui espessura de 19cm.

A escada de Incêndio é pressurizada (não precisando, portanto, de antecâmara)

Corte A auxilia bastante a estudar a Escada.

Corte A - trecho

Corte A – trecho

No Corte A, no trecho do Ático, teremos o Reservatório Superior. Acima da Caixa de Elevadores, teremos a Casa de Máquinas de Elevadores – ambos assuntos do próximo post.

Observação importante: A NBR 9077 possui uma série de questões além das que estão discutidas neste post e deve ser lida e seguida na íntegra.

A Instrução Técnica-11 engloba usos não contemplados pela NBR-9077 e deve ser integralmente seguida, no Estado de São Paulo. Adotar sempre a determinação mais restritiva. o Código de Obras de cada Município irá estabelecer suas restrições.

Estas informações são direcionadas a projetos acadêmicos – para projetos “da vida real” é indispensável a contratação de um Arquiteto para a verificação das necessidades de seu projeto e adequações a legislação de sua municipalidade.

Escadas de Incêndio – dimensionamento

 

Escadas de Incêndio possuem dupla função no Projeto de uma Edificação. Além de servirem como deslocamento entre pavimentos formam, em conjunto com a caixa de elevadores, o chamado Núcleo Rígido.

O Núcleo Rígido é responsável não só pela Circulação Vertical (CV) da Edificação mas também – devido às suas características construtivas – tornam a estrutura como um todo mais estável.

O dimensionamento de uma Escada de Incêndio tem que seguir uma série de leis e normas. Tomando o Município de São Paulo, temos especificações sobre a Escada de Incêndio no Código de Obras e Edificações (COE/1992), na NBR-9077 (Saídas de Emergências em Edifícios), NBR-9050 (Acessibilidade a Edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos) e nas Instruções Técnicas do Corpo de Bombeiros – de abrangência estadual (IT-11, IT-12, IT-13, IT-22, etc.).

Desta forma, é importante observar que recaem sobre o dimensionamento das Escadas legislações de diferentes esferas (Municipais, Estaduais, Federais) – devido à sua importância no Projeto de Arquitetura, de modo a assegurar a segurança aos usuários da Edificação.

Um item fundamental a ser compreendida é o conceito de Unidade de Passagem (UP). A UP corresponde a largura mínia para a passagem de uma fila de pessoas e corresponde a 55cm. A capacidade da UP é o número de pessoas que passa por esta unidade em 1 minuto.

O primeiro passo é efetuar o Cálculo da População que a Edificação irá atender, pois o dimensionamento da escada está diretamente relacionado a este número.

Tomemos como exemplo uma Edificação Multifamiliar com 23 pavimentos (Térreo com piso-a-pisode 5,04m, 22 pavimentos tipo com 3,06m e último tipo com 3,24m), com Pavimento Tipo ocupando uma laje de 600m² e 3 subsolos destinados a estacionamento. O tipo é constituído por 8 apartamentos de 2 quartos. O prédio é de alto padrão.

Na Tabela 1, a NBR-077 irá classsificá-la no Grupo A (residencial), divisão A-2 (Habitação Multifamiliar).

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Na Tabela 2, que classifica a Edificação em relação à sua altura, a NBR-9077 irá classificá-la como Código O (Edificação Alta, com mais de 30,00m de altura), subdivisão 0-1.

captura-de-tela-2016-09-18-as-15-03-06

A Tabela 3 irá fornecer coeficientes em função das dimensões da Edificação em planta baixa.  O coeficiente alfa (α) analisa a área do maior pavimento. No nosso exemplo, o pavimento tipo tem 600m²,que é considerado de pequeno pavimento por ter menos de 750m², sendo então Código P.

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O coeficiente beta (β) irá analisar os subsolos. por se tratar de um grande subsolo (mais de 500m²), é classificado como Código S.

O coeficiente gama (γ)) irá analisar a área total da Edificação. No nosso exemplo, temos uma Edificação muito grande (área maior que 5000m²), sendo Código W.

A Tabela 4 irá classificar às Edificações quanto as características construtivas. Consideramos sempre o Código Z (edificações em que a propagação do fogo é difícil)

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A Tabela 5 irá fornecer os dados para o Cálculo da População e dimensionamento das saídas. Para o nosso exemplo (Grupo A, divisão A-2) temos: duas pessoas por dormitório – sendo apartamentos de até 2 dormitórios, a sala também é considerada dormitório.

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Em apartamentos maiores, salas de estudo, costura, etc, que possam também ser usadas como dormitório serão consideradas como tal. Em apartamentos mínimos, sem divisões em planta, considera-e uma pessoa a cada 6m² de área de pavimento.

No nosso exemplo, temos 8 apartamentos de 2 quartos por pavimento tipo. Como temos que considerar 2 pessoas por dormitório (2 quartos + a sala = 3 dormitórios), temos 6 pessoas por apartamento, 48 pessoas por pavimento-tipo (6 pessoas por apartamento x 8 apartamentos).

É fundamental ter em mente o que diz a norma em seu item 3.3 (Cálculo da população )- pois irá estabelecer quais áreas devem ser incluídas ou excluídas para efeito do cálculo.

A Tabela 6 irá informar a distância máxima a ser percorrida. Considerando o tipo de Edificação como sendo Z e o Grupo A temos 4 opções. Primeiro, definir se a edificação terá sistema de sprinkler (chuveiros automáticos) ou não. Como é um prédio de alto padrão, será com sprinklers. Em seguida, temos que definir se a Edificação terá mais de uma saída. Vamos considerar que devido à questões de projeto foi adotada uma única saída. Temos então, pela Tabela 6, que a distância máxima a ser percorrida é de 55,00m.

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A Tabela 7 irá estabelecer a relação entre o número de saídas e o tipo de escada. Utilizando o Códigos da Tabela 2 (Código O), para pavimentos com menos de 750m², Grupo A, divisão A-2, temos que ter 1 saída e a escada deve ser PF (Escada a Prova de Fumaça)

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Nas Definições da Norma (Item 3), estão definidas – dentre outras coisas – os tipos de Escadas de emergência (Escada enclausurada à prova de fumaça (pressurizada ou não), escada enclausurada protegida, escada não-enclausurada)

É importante observar que a Norma considera que para Habitações Multifamiliares (A-2) somente há necessidade de escada enclausurada em edificações com mais de 12m de altura (altura classificada como N, ver tabela 2).

A Tabela 8 irá determinar a necessidade de alarme. No caso do exemplo, sim.

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No item 4.4 a Norma irá exemplificar o dimensionamento da largura das escadas, em função do cálculo feito para a População.

As escadas, por exemplo, são dimensionadas tendo em consideração o pavimento de maior população. No nosso exemplo, como temos somente pavimento-tipo, iremos tomá-lo como referência.

A largura é dada pela fórmula: N = P/C

Onde N = número de UP (isto é, largura da escada)

P = População

C = capacidade da UP (número fornecido pela Tabela 5 – no nosso exemplo, 45)

No nosso exemplo, teremos:

N = 48/45

N = 1,06

Arredondamos para o próximo número inteiro, ou seja, 2.

Desta forma a largura da escada deve atender a 2 Unidades de Passagem. (0,55 x2 = 1,10m). Adotamos 1,20m, considerando que os corrimões vão ocupar cerca de 10cm (5cm de cada lado), deixando a passagem livre de 1,10m.

Importante observar que a Norma estabelece que o mínimo a ser adotado em qualquer projeto é 1,10m (exceção Hospitais, que devem atender ao mínimo de 2,20m). O Código de Obras do Município de São Paulo estabelece que a largura mínima seja 1,20m.

O espelho (h = altura do degrau) deve ter entre 16 e 18 cm e a pisada (b = largura do degrau) deve atender a Fórmula de Blondel:

63 cm ≤ 2h + b ≤ 64 cm

Pela boa prática, adota-se espelho de 18cm e pisada de 27cm, que atende a fórmula 2 x 18 + 27 = 63

É importante destacar o seguinte: este dimensionamento,  feito pela NBR 9077 (de abrangência nacional) é diferente do dimensionamento estabelecido pela IT-11, do Corpo de Bombeiros, que possui abrangência estadual. Se fôssemos observar o dimensionamento de distância máxima a ser percorrida através da IT-11, por exemplo, poderíamos chegar  a 65m (pela NBR-9077 é 55m) – pela boa prática profissional adotamos sempre o mais restritivo.

NESTE CASO, O COE É MAIS RESTRITIVO que a NBR-9077 e que a IT-11 no que se refere a distância máxima a ser percorrida. Considerando o nosso exemplo, teríamos a distância máxima a ser percorrida de 38m (com sprinkler) ou 25m (sem sprinkler) – ver item 12.8 Disposição de Escadas e Saídas

No caso de subsolos, a Resolução Ceuso 99/01 permite que a distância máxima a ser percorrida chegue a 50m. (link aqui) – válido para o Município de São Paulo.

A NBR-9050 irá estabelecer a obrigatoriedade de determinação de espaços para área de resgate, dentro da Escada de Incêndio. (Item 6.4 Rotas de Fuga). Deve ser deixado o espaço de um módulo de referência (.80×1.20) a cada 500 pessoas de lotação, por pavimento, na antecâmara de acesso a escada ou dentro da escada, no caso de escada sem antecâmara.

No próximo post, apresenteremos alguns desenhos relacionados ãs questões tratadas aqui.

Fonte das Tabelas: NBR-9077

Observação importante: A NBR 9077 possui uma série de questões além das que estão discutidas neste post e deve ser lida e seguida na íntegra. (a norma pode ser acessada aqui)

A Instrução Técnica-11 engloba usos não contemplados pela NBR-9077 e deve ser integralmente seguida, no Estado de São Paulo. Adotar sempre a determinação mais restritiva. o Código de Obras de cada Município irá estabelecer suas restrições.

Estas informações são direcionadas a projetos acadêmicos – para projetos “da vida real” é indispensável a contratação de um Arquiteto para a verificação das necessidades de seu projeto e adequações a legislação de sua municipalidade.

Parâmetros de Ocupação do Lote – CA, TO, Permeabilidade, Gabarito de Altura e Recuos

 

Antes de se iniciar qualquer tipo de Projeto de Arquitetura é fundamental que se defina o Terreno no qual o projeto será desenvolvido.

Cada terreno tem suas particularidades: não só quanto às questões físicas que envolvem a sua Topografia, estudo de acessos, sistema viário, uso do solo, relações com entorno, cheios e vazios, gabaritos de altura, etc. mas também as questões que envolvem os chamados Parâmetros de Ocupação do Lote.

Esses parâmetros são índices determinados pela Prefeitura de cada Município e tem relação direta com decisões relacionadas aos seus respectivos Planos Diretores e constam de suas Leis de Zoneamento,  visando nortear o crescimento ordenado das cidades.

Os principais Parâmetros de Ocupação do Lote são o Coeficiente de Aproveitamento (C.A.), a Taxa de Ocupação (T.O.), a Taxa de Permeabilidade, o Gabarito de Altura Máximo e os Recuos (Frontal, Lateral e Fundos).

Utilizaremos o seguinte terreno/lote hipotético para exemplificar os conceitos:

Implantação

Implantação

O Coeficiente de Aproveitamento (C.A.) é o índice que irá estabelecer qual será a Área Total Construída (ATC) que aquele lote pode receber.

No exemplo acima, o lote possui Área de 1.000 m². Se o C.A. dele for igual a 1 significa que a ATC pode chegar a 1.000 m². Se o CA fosse 2, a ATC poderia chegar a 2.000 m² e assim sucessivamente.

A Área Total Construída é o somatório das áreas de todos os pavimentos da edificação. Cada Código de Obras irá estabelecer quais áreas são computáveis (ou seja, áreas que serão consideradas na somatória da ATC) e quais áreas são não-computáveis. Um exemplo de área não-computável são as áreas de garagem destinadas ao estacionamento de veículos (desde que não ultrapassem o limite máximo estabelecido pelo Código de Obras).

A Taxa de Ocupação (T.O.) vai informar o percentual da área do lote que a edificação poderá ocupar.

No exemplo acima, se a Taxa de Ocupação do Lote for de 70% (ou 0,7) significa que a Projeção horizontal dos volumes propostos para a edificação podem ocupar até 700m² (70% de 1.000 m²)

Taxa de Ocupação - Exemplo 1

Taxa de Ocupação – Exemplo 1

Considerando um único volume – e aplicando os Recuos mínimos exigidos pelo Código de Obras – a parte hachurada no Exemplo 1 corresponde a 700m².

Taxa de Ocupação - Exemplo 2

Taxa de Ocupação – Exemplo 2

No exemplo acima, a soma das áreas hachuradas também atendem a TO de 0,7, pois somam menos que 700 m²

A Taxa de Permeabilidade vai informar o percentual do terreno que deve ser livre de edificação – onde deverá ser deixado piso 100% permeável (ou semi-permeável, dependendo das tolerâncias do Código de Obras). Isso significa que sob área permeável não pode haver nada construído – como subsolos, por exemplo – pois a água da chuva deve ser absorvida diretamente pelo solo e encaminhada naturalmente ao lençol freático.

No nosso exemplo, se a Taxa de Permeabilidade for de 15%, teríamos que deixar 150m ² livres de edificação – em geral áreas ajardinadas. Essas áreas podem estar setorizadas pelo terreno ou reunidas em um único local, dependendo da estratégia de projeto. É importante ter em mente a solução de subsolos ao se determinar a posição das áreas permeáveis.

Taxa de Permeabilidade

Taxa de Permeabilidade

No desenho acima, estamos indicando em verde duas áreas destinadas a atender a Taxa de Permeabilidade – o somatório das duas áreas corresponde aos 150 m² necessários.

O Gabarito de Altura Máximo (GAB)  irá estabelecer a altura – contada a partir do pavimento térreo até a laje de cobertura do último pavimento “habitável”. Não entram no compto do GAB o último pavimento destinado a Casa de Máquinas de elevadores/Reservatório Superior/Pavimento Técnico/Pátio de Antenas, salvo disposição contrária do Código de Obras.

Em alguns casos, o Zoneamento irá estabelecer um valor para o GAB (exemplo, 42 metros) e em outros irá indicar N.A. (não se aplica). Este último significa que não existe uma altura máxima limitada: o que irá “limitar” a altura será o C.A. e a Área Total Construída.

Os Recuos são as distâncias que a Edificação proposta precisa respeitar em relação aos limites do terreno/lote.

O Zoneamento geralmente estabelece como Recuos mínimos: recuo Frontal com 5,00 m, os laterais e fundos com 3,00 m. No Caso do Município de São Paulo, o Código de Obras e Edificações (1992) estabelece que além dos Recuos mínimos deverão ser respeitadas a Faixa Livre de Aeração (Faixa A) e o Espaço Livre de Insolação (Espaço I). A Faixa A e o Espaço Livre I são calculados em função da altura da edificação: quanto maior a altura maior os afastamentos necessários, conforme as fórmulas de cálculo específicas destas faixas.

O Novo Código de Obras do Município de São Paulo – já aprovado pela Câmara de Vereadores e aguardando sanção da Prefeitura – prevê a mudança da Faixa A e Espaço I, juntando os dois índices em um único índice (que não envolveria mais a altura da edificação e sim o seu Recuo mínimo como fator de cálculo).

Com relação aos Recuos, existem diversos fatores que podem influenciá-los: em quadras com mais de 50% dos lotes com edificações na testada (sem afastamento), é permitido – salvo disposição específica em contrário – se construir no limite do lote, por exemplo. Em Áreas de Operação Urbana, também há exceções não só quanto ao recuo, mas quanto ao aumento de CA do terreno.

Ainda considerando o Município de São Paulo, existem outros fatores relacionados aos Parâmetros de Ocupação do Lote, como Cota parte máxima do terreno e Cota Ambiental, mas devidos a sua especificidade serão assunto de outro post.

A pesquisa de Legislações pertinentes ao ato de Projetar não cessa nunca: envolve Planos Diretores, Zoneamentos, Código de Obras, Legislações específicas (como HIS, por exemplo), NBR’s, Bombeiros, Anvisa, etc.

O estudo de viabilidade do Terreno é, neste contexto, o primeiro passo para o início do Projeto.

Observação importante: estas informações são direcionadas a projetos acadêmicos – para projetos “da vida real” é indispensável a contratação de um Arquiteto para a verificação das necessidades de seu projeto e adequações a legislação de sua municipalidade.

 

Pré-dimensionamento estrutural no Projeto de Arquitetura – Concreto

O dimensionamento de estruturas e todo o cálculo envolvido no projeto de qualquer edificação é de responsabilidade exclusiva do Engenheiro Civil – nesse caso, também chamado de Calculista. Envolve o detalhamento minucioso de todos os aspectos construtivos, desde a fundação até as chamadas Plantas de Formas, onde são detalhadas todas as vigas, lajes, pilares, armaduras, esforços e cargas considerados e demais detalhamentos referentes a cada pavimento.

No entanto, cabe ao Arquiteto ao elaborar o projeto da edificação – como esclarece a NBR 13.532 – definir qual será o sistema construtivo adotado em seu projeto. O sistema construtivo pode ir do tradicional concreto (moldado in loco, pré-fabricado, protendido, lajes nervuradas, etc.), aço (steel deck, vigotas pré-fabricadas, treliças para grandes vãos – planas ou espaciais, etc.), madeira, , alvenarias auto-portantesbambu, etc.

As variedades de sistemas estruturais permitem ao Arquiteto selecionar àquele mais adequado ao seu partido projetuala estrutura é parte essencial ao projeto de arquitetura, um não existe sem o outro.

Além disso, a escolha por um determinado sistema estrutural envolve questões de viabilidade econômica e técnicas disponíveis no mercado. Deve-se tirar o máximo da estrutura como elemento integrante do projeto de arquitetura, inclusive – por que não – como elemento estético.

Para efeito de pré-dimensionamento estrutural (também chamado de lançamento estrutural), podemos utilizar algumas simplificações que nos auxiliam a ter noção da ordem de grandeza das estruturas dotadas, nos projetos acadêmicos.

No caso do concreto armado moldado in loco – tradicionalmente utilizado nas edificações residenciais de padrão médio-alto, por exemplo – onde existe uma associação simples entre pilares e vigas, de forma a distribuir as cargas atuantes nas lajes, costuma-se adotar, para os pavimentos tipo,  uma carga permanente atuante de 150 kgf/m2 (NBR 6120).

Os espaçamentos entre pilares (de forma a garantir estabilidade estrutural e viabilidade econômica) adotado fica entre 4,50m a 9,00m (CHING et al, 2010, p. 111) – para garantir alturas de vigas não muito exageradas. Usualmente utilizamos entre 4,50 a 7,50m

A altura da viga é dada pela razão: vão/16 (já considerando a espessura da laje). Assim, por exemplo, para um vão de 5,00m, teríamos que a altura da viga seria (5,00/16) de cerca de 32cm.

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Foto 1: Exemplo de edifício residencial utilizando sistema construtivo tradicional de concreto armado moldado in loco (Foto do Autor)

Para as dimensões dos pilares, podemos adotar os ábacos de dimensionamento constantes do livro do Prof. Yopanan Rebello (REBELLO, 2003)

No caso de lajes nervuradas – utilizadas para subsolos, por exemplo – podemos adotar o mesmo método. As lajes nervuradas possibilitam a adoção de vãos maiores e suportam cargas maiores, graças a geometria de sua composição (as chamadas “cubetas”).

A NBR 6120 diz que a carga a ser considerada para garagens é de 300 kgf/m2 – portanto o dobro da carga adotada nos pavimentos tipo – por isso um sistema estrutural diferente tem que ser adotado.

Os espaçamentos entre pilares para lajes nervuradas usualmente adotado fica entre 7,50m e 12,00m,podendo chegar a 18,00m (CHING et al, 2010, p. 113).

É fundamental ter em mente que os pilares devem seguir na mesma posição, ao longo de toda a edificação – propor desvios de pilares para solucionar subsolos/estacionamentos, por exemplo, não é economicamente viável e é evitado a todo custo na vida profissional, salvo exceções em que a adoção de tal estratégia é provada ser a única possível para viabilizar o empreendimento.

Assim, pensar o lançamento estrutural do pavimento tipo ao mesmo tempo em que se pensa a solução dos demais pavimentos (principalmente posições de vagas de estacionamento e rampas) é a estratégia projetual mais eficiente, de forma a evitar re-trabalhos.

A utilização da composição concreto armado moldado in loco (para pavimentos tipo) com lajes nervuradas (para os subsolos/estacionamentos) resolve praticamente todos os casos de edifícios residenciais produzidos atualmente no mercado imobiliário. Edifícios comerciais costumam adotar as lajes nervuradas nos pavimentos tipo, de forma a permitir plantas mais livres (devido ao espaçamento maior entre pilares).

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Foto 2: Exemplo de laje nervurada, utilizada em edificação institucional (Foto do Autor)

As demais variações do concreto (protendido, pré-fabricado, etc) costumam ser utilizados em projetos em que as cargas atuantes são maiores – como bibliotecas, escolas, centros culturais, etc – onde há um número maior de usuários por pavimento e os onde os vãos necessitam também ser maiores. Devido a limitação do vão entre pilares e alturas de vigas cada vez  maiores a medida que vãos e cargas aumentam, a solução de estrutura de aço passa a ser a mais indicada (para cinemas, auditórios, centros culturais com grandes vãos livres, etc.), com cálculos próprios para seu pré-dimensionamento,como veremos em outro post.

Os conceitos e ábacos constantes em Rebello (2003) e as tipologias estruturais presentes em Engel (2001) e Ching et al (2010) são uma fonte importantíssima de informações para estes dimensionamentos, assim como para os demais tipos de sistemas estruturais adotados nos trabalhos acadêmicos das disciplinas de Projeto de Arquitetura – cujos cálculos podem e devem ser estimulados nas  disciplinas de Cálculo Estrutural.

Referências:

CHING, Francis; ONOUYE, Barry; ZUBERBUHLER, Douglas. Sistemas estruturais ilustrados: padrões, sistemas e projetos. Tradução Alexandre Salvaterra. Porto Alegre: Bookman, 2010.

ENGEL, Heino. Sistemas estruturais. Barcelona: Gustavo Gili, 2001.

REBELLO, Yopanan. A concepção estrutural e a arquitetura. São Paulo: Zigurate, 2003.

 

 

Observação importante: estas informações são direcionadas a projetos acadêmicos – para projetos “da vida real” é indispensável a contratação de um Arquiteto para a verificação das necessidades de seu projeto e adequações a legislação de sua municipalidade e de um Engenheiro Civil, responsável pelo dimensionamento e cálculo estrutural.

 

O Projeto de Arquitetura e as diversas Legislações envolvidas – o caso do Município de São Paulo

O Projeto de Arquitetura

O Projeto de Arquitetura

Para o leigo, o Projeto de Arquitetura é fruto somente da capacidade criativa do Arquiteto. Isso talvez se deva ao fato da profissão do Arquiteto e Urbanista estar, muitas das vezes, influenciada e relacionada a produção dos chamados “Mestres”.

Nomes como Le Corbusier, Niemeyer, Richard Meier, e tantos outros Arquitetos do século XX ajudaram na propagação desta idéia: que a partir de um simples traço do arquiteto surgiriam suas obras.

A própria formação dos futuros Arquitetos é, de maneira geral, voltada para este tipo de pensamento: a produção do objeto arquitetônico é feita a partir de concepções do objeto como abstrações ou como manipulações da forma.

A vida profissional, no entanto, leva os jovens Arquitetos a lidarem com um aspecto da realidade chamado Legislações – e as limitações impostas por suas diretrizes na concepção de projeto.

Falando especificamente do nosso país, em nossa Constituição Federal de 1988 (íntegra do texto aqui) temos no Capítulo II as regras gerais relacionadas a Política Urbana, que institui a obrigatoriedade de Planos Diretores para cidades com mais de 20 mil habitantes. O Capítulo II deu origem ao Estatuto da Cidade – Lei 10.257 de 10 de Julho de 2001 (íntegra do texto aqui).

A partir das premissas da Constituição, o Município de São Paulo teve um primeiro Plano Diretor (2002) que em 2014 sofreu uma grande revisão, que vigorará até 2030. O texto do novo Plano Diretor Estratégico (PDE – Lei 16.050 de 2014) pode ser acessado em sua íntegra aqui.

Com a revisão do PDE, a Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo (LPUOS) – mas conhecida como “zoneamento” – também foi revista. Sem um profundo conhecimento do PDE e do Zoneamento (Lei 16.402 de 2016 – íntegra aqui) é impossível fazer qualquer tipo de projeto, pois ambos estabelecem premissas  que irão nortear todas as decisões projetuais.

Além do PDE e Zoneamento, em São Paulo estão em discussão os novos Planos Regionais e os Planos de Bairro, que irão tratar especificamente das necessidades locais. (maiores informações aqui)

Muitos acreditam que basta seguir o que dita o Código de Obras e Edificações (COE). Ledo engano. A versão do COE que está em vigor é de 1992 (Lei 11.228 de 1992 – íntegra aqui), mas faz referências a um PDE e Zoneamentos que já estão ultrapassados pela novas edições das respectivas leis. Um Novo Código de Obras já foi aprovado pela Câmara de vereadores em 2016 mas ainda aguarda sanção do Prefeito. Enquanto isso, vale o COE de 1992.

Mas não é só o Código de Obras que tem que ser seguido – todas as NBR‘s relacionadas a prática do projeto arquitetônico são obrigatórias. Um levantamento feito pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) – e revisado anualmente – lista todas as NBR’s envolvidas num projeto de edificação: na edição de 2016 são cerca de mil normas relacionadas (Catálogo de Normas Técnicas CBIC – abril de 2016, íntegra aqui)

E não para por aí – cada projeto tem sua especificidade. Habitações de Interesse Social (HIS), por exemplo, possuem Legislação Estadual específica. Restaurantes, lanchonetes, clínicas, hospitais possuem normas específicas da Vigilância Sanitária, além das legislações municipais, estaduais e federais correlatas. E assim segue, para cada Tema diferente de projeto.

Atender às exigências do Corpo de Bombeiros, Concessionárias de serviços (água, luz, telefonia, etc.), observância a áreas non aedificandi (proximidade com Metrô, cursos dágua, áreas contaminadas, por exemplo) são também fundamentais.

Desta forma, entender a complexidade e gama de informações que regem a produção do projeto de arquitetura é fundamental para o entendimento de que projetar não é produto somente da genialidade do Arquiteto, mas também – e principalmente – de sua capacidade técnica de viabilizar o empreendimento, à luz das condicionantes legais.

Outro fator primordial neste processo de projeto é entender as necessidades dos usuários – aqueles que irão fruir do ambiente em seu dia-a-dia. Não se faz projeto sem “ouvir a voz” daqueles que serão seus maiores beneficiados – senão iremos cair sempre no erro dos Arquitetos modernos que projetavam para usuários padronizados em um mundo que sabemos ser composto pela diferença e diversidade – mas isso é assunto para outro post.

 

Observação importante: estas informações são direcionadas a projetos acadêmicos – para projetos “da vida real” é indispensável a contratação de um Arquiteto para a verificação das necessidades de seu projeto e adequações a legislação de sua municipalidade.

 

Representação gráfica de Projeto Executivo – Portas de madeira

O projeto de Arquitetura tem que ser pensado na escala 1:1. No entanto, a produção dos desenhos com o objetivo de enviar à obra para a execução do projeto (Projeto Executivo) deve ser feito em escalas compatíveis com a correta representação dos diversos elementos.

Em geral, plantas, cortes e elevações são produzidas em escala 1:50 e detalhamentos nas escalas 1:25, 1:5 e mesmo 1:1. Implantação e Planta de situação, dependendo dos casos, em escalas 1:500, 1:750, 1:1000. Projetos de Prefeitura (“Projeto Legal”) possuem escalas de representação diferentes, de acordo com as Normas Municipais locais.

A norma que rege a maneira como os arquitetos devem representar os desenhos é a NBR 6492 – Representação de Projetos de Arquitetura (1994) e tem que ser utilizada.

O Projeto Executivo de qualquer edificação – seja uma pequena reforma ou um conjunto complexo de edificações – tem que obedecer – além das posturas dos Códigos de ObrasTODAS as Normas pertinentes – no Brasil existem cerca de 1000 normas envolvidas na elaboração de um projeto de edificação. É importante destacar que cada tema de projeto possui normas específicas a serem seguidas: restaurantes, hotéis, clínicas, etc.

Há, no entanto, questões comuns a todos os tipos de projeto. Um exemplo: você sabia que uma simples porta de madeira possui uma norma específica que trata dos elementos que a constituem, dimensões de folhas, resistência a impactos, nomenclaturas, representação gráfica, fabricação, etc. ?

A NBR 15930 (2011) – Portas de madeira para edificações é dividida em duas partes, totalizando cerca de 130 páginas somente sobre o assunto.

Exemplo de porta de madeira utilizada em sanitários residenciais

Exemplo de porta de madeira utilizada em sanitários residenciais – (HO) indica que a porta abre no sentido horário, por exemplo.

No exemplo acima, mostramos uma porta de madeira com marco de 16cm, detalhado especificamente para um sanitário residencial, já considerando as medidas de revestimentos. Observe que a espessura da alvenaria e o tipo de revestimento vai influenciar o tamanho do marco – ou seja, uma mesma porta de madeira (mesmo tamanho de folha de porta – neste exemplo, folha de 60cm), pode ter marcos com tamanhos diferenciados num mesmo projeto.

A fim de evitar isso, muitos profissionais e construtoras optam por utilizar portas de madeira com marcos reguláveis – também chamado de “Kit Porta-pronta”– este tipo de porta também está detalhada e especificada na norma.

Pensar o projeto no detalhe ajuda a evitar “problemas” na execução do projeto: alizares, por exemplo, tem que possuir dimensões compatíveis com as espaletas deixadas no vão osso da alvenaria. Imagine se numa obra de um edifício, com centenas de portas existentes no projeto executivo, são indicadas portas com alizares que não cabem na espaleta existente? Ou com o sentido de abrir da porta errado? Certamente um prejuízo muito grande.

Este simples exemplo – uma porta – nos ajuda a entender o grau de complexidade que envolve um projeto de arquitetura e o porquê de ser indispensável que um profissional esteja constantemente se atualizando com relação à normas e legislação.

Observação importante: estas informações são direcionadas a projetos acadêmicos – para projetos “da vida real” é indispensável a contratação de um Arquiteto para a verificação das necessidades de seu projeto e adequações a legislação de sua municipalidade.

 

Curso Presencial – Estratégias projetuais (Julho 2016)

Curso Estratégias Projetuais - Julho 2016

Curso Estratégias Projetuais – Julho 2016

Aproveitem as férias para se aprimorar! Vamos ter duas turmas: a primeira nos dias 02 e 16 de Julho e a segunda nos dias 23 e 30 de Julho.

Não perca a oportunidade de ter 2 aulas sobre Estratégias Projetuais com o Prof. Marcelo Sbarra – vagas limitadas!

Público-alvo: Estudantes de Arquitetura, a partir do 5 semestre (especialmente pré-TFG), Profissionais formados em busca de atualização (Arquitetura e áreas afins)

Inscrições pelo email.

Conteúdo das Aulas

Aula 1

– Projetar é uma Arte? Considerações sobre o domínio da técnica e o ato de projetar.

– Legislação: itens fundamentais na escolha de um terreno e futuras decisões de projeto.

– A implantação da Edificação no lote: aspectos Volumétricos (Volumes de uma Edificação) a serem considerados: Faixa A, Espaço Livre I.

– Compartimentos de uma Edificação: dimensões mínimas e relação com Faixa A e Espaço I.

– O Uso da Edificação (“Tema”): cálculo da Lotação, número de Circulações Verticais necessárias, distância máxima a ser percorrida (relação com a NBR 9077 e IT-11).

Aula 2

– Etapas de Projeto (NBR 13532)

– Itens básicos a serem contemplados no Estudo Preliminar.

– Tipologias estruturais e suas potencialidades e relação direta com decisões projetuais.

– Escalas de Projeto e decisões projetuais.

– Setorização, Volumetria, piso-a-piso para os principais tipos de Temas.

– Como iniciar o projeto utilizando as informações coletadas (esquemas e croquis).

 

 

 

Quartos e salas residenciais – medidas mínimas

Com este post finalizamos a sequencia de postagens sobre Medidas mínimas exigidas pelo Código de Obras e Edificações do Município de São Paulo (COE) para residências.

Os posts anteriores você pode conferir aqui:

Quartos e salas são classificados no Grupo A e, quando situados no Volume Superior Vs,  precisam estar aerados e insolados pelo Espaço Livre I.

Suas dimensões em planta devem possibilitar a inscrição de um círculo com diâmetro de 2,00m e ter área mínima de 5,00m².

O pé-direito mínimo é de 2,50m.

Quartos - medidas mínimas

Quartos – medidas mínimas

Observe que um Quarto projetado com as medidas mínimas inviabiliza qualquer layout que minimamente considere o conforto do usuário e que contenha – pelo menos – uma cama de solteiro e armário para roupas.

O mesmo conceito vale para salas de estar/jantar: as dimensões mínimas TEM que ser atendidas mas, mais do que isso, é fundamental atender às necessidades dos usuários e prever o mobiliário a ser utilizado,  considerando os espaços ocupados pelos mesmos além dos espaços necessários à circulação.

Não se faz projeto sem a previsão de layout: ele possibilita ao usuário entender as relações que estarão se estabelecendo, além de possibilitar aos Engenheiros de Instalações prever os locais onde deverão considerar pontos de elétrica/telefonia/dados e voz/automação/hidráulica/esgoto etc (estes últimos no caso de áreas molhadas).

Os exemplos que apresentamos não esgotam as possibilidades e nem representam as soluções consideradas “ideiais” – cada caso é um caso – mas são soluções que podem servir de parâmetro para outras opções.

Observação importante: estas informações são direcionadas a projetos acadêmicos – para projetos “da vida real” é indispensável a contratação de um Arquiteto para a verificação das necessidades de seu projeto e adequações a legislação de sua municipalidade.

 

Curso nas Férias – Estratégias Projetuais (Julho 2016)

Vamos aproveitar as férias para fazer o Curso Estratégias Projetuais?

Conhece os principais pontos do novo Plano Diretor? A nova lei de Zoneamento? As exigências que o Código de Obras faz para todo e qualquer tipo de projeto que você irá desenvolver? Já ouviu falar em Faixa A ou Espaço Livre I? Sabe que existem centenas de NBR’s relacionadas ao ato de projetar? Sabe onde pesquisar informações fundamentais sobre os terrenos que você pretende utilizar em seu projeto?

Tudo isso é necessário que você saiba ANTES de iniciar os desehos e poder desenvolver as etapas inicias de qualquer projeto (que também são definidas por NBR’s).

Teremos 2 turmas:

Turma A: 02 e 16 de Julho – Horário 9:00 às 12:00h

Turma B: 23 e 30 de Julho – Horário 9:00 às 12:00h

Vagas limitadas! Valores com desconto para pagamento a vista.

Inscrições pelo email. (informe a Turma desejada)

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Público-alvo: Estudantes de Arquitetura, a partir do 5 semestre (especialmente pré-TFG), Profissionais formados em busca de atualização (Arquitetura e áreas afins).

Os alunos recebem ao final certificado de participação emitido pelo Professor em parceria com o Accredible (veja aqui as vantagens desse tipo de certificação)

 

Conteúdo das Aulas

Aula 1

– Projetar é uma Arte? Considerações sobre o domínio da técnica e o ato de projetar.

– Legislação: itens fundamentais na escolha de um terreno e futuras decisões de projeto.

– A implantação da Edificação no lote: aspectos Volumétricos (Volumes de uma Edificação) a serem considerados: Faixa A, Espaço Livre I.

– Compartimentos de uma Edificação: dimensões mínimas e relação com Faixa A e Espaço I.

– O Uso da Edificação (“Tema”): cálculo da Lotação, número de Circulações Verticais necessárias, distância máxima a ser percorrida (relação com a NBR 9077 e IT-11).

Aula 2

– Etapas de Projeto (NBR 13532)

– Itens básicos a serem contemplados no Estudo Preliminar.

– Tipologias estruturais e suas potencialidades e relação direta com decisões projetuais.

– Escalas de Projeto e decisões projetuais.

– Setorização, Volumetria, piso-a-piso para os principais tipos de Temas.

– Como iniciar o projeto utilizando as informações coletadas (esquemas e croquis).

 

 

 

Cozinhas e Áreas de serviço residenciais – medidas mínimas

Assim como os Banheiros, o Código de Obras e Edificações do Município de São Paulo (COE) também estipula medidas mínimas para Cozinhas.

As soluções de projeto podem ser as mais diversas possíveis, levando em conta não só o espaço físico disponível mas também o perfil dos clientes – a cozinha é, por natureza da nossa cultura, um espaço de convívio familiar.

Grandes ou pequenas, as cozinhas têm que possibilitar a inscrição de um círculo com diâmetro de 1,20m em seu piso.

Exemplo de Cozinha/Área de Serviço para espaços reduzidos

Exemplo de Cozinha/Área de Serviço para espaços reduzidos

No caso da cozinha não possuir janelas ventilando diretamente para o exterior, sua ventilação pode ser feita através da Área de Serviço – para isso o caixilho que separa os dois ambientes precisa necessariamente ter ventilação permanente (em geral, portas de alumínio com veneziana).

Coifas de fogão a gás, assim como dutos de aquecedores a gás têm que ventilar diretamente para o exterior. No caso de fechamento do vão de ventilação da Área de Serviço, o caixilho também tem que permitir ventilação permanente devido às instalações de gás e para permitir a renovação de ar dos ambientes.

Shafts para instalações geralmente são posicionados na área de serviço e conseguem alimentar as hidráulicas/esgoto/gás da cozinha e da própria área de serviço.

O pé-direito mínimo é de 2,50m.

Exemplo de Cozinha/Área de Serviço para espaços maiores

Exemplo de Cozinha/Área de Serviço para espaços maiores

Observe que, nesse caso, estamos falando de medidas acabadas – para as medidas em osso, acrescentamos a espessura do revestimento (no caso, considerei 1,5cm de revestimento cerâmico em cada parede).

Os exemplos não esgotam as possibilidades – cada caso é um caso – mas são soluções que podem servir de parâmetro para outras opções.

Observação importante: estas informações são direcionadas a projetos acadêmicos – para projetos “da vida real” é indispensável a contratação de um Arquiteto para a verificação das necessidades de seu projeto e adequações a legislação de sua municipalidade.

 

Certificados Digitais – Curso Estratégias Projetuais 

Os alunos da turma de Maio acabam de receber no email o link para o Certificado digital do curso
-uma parceria nossa com o Accredible.

Algumas vantagens:
– imprimir quantas vezes necessitar;

– as Instituições às quais você entrega o certificado podem comprovar a autenticidade dos mesmos;

– você pode conectar o certificado à sua conta LinkedIn e turbinar seu currículo.

Banheiros residenciais e de uso coletivo – NBR 9050/2015 – medidas mínimas

Nos dois posts anteriores (aqui e aqui) abordamos as medidas mínimas para banheiros e lavabos residenciais, atendendo ao que estabelece o Código de Obras e Edificações no Município de São Paulo (COE).

É importante ter em mente que a NBR-9050 foi revisada em 2015 (a íntegra da norma pode ser acessada aqui). A norma estabelece acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos e tem necessariamente que ser seguida – além do atendimento ao COE.

Aqui iremos apenas apresentar alguns exemplos de soluções possíveis que atendem a norma: um banheiro residencial para PCR (Pessoa com cadeira de rodas), um sanitário de uso público para PCR, um sanitário de uso público para PMR (Pessoa com mobilidade reduzida) e/ou PO (Pessoa obesa).

Exemplo de Banheiro residencial para PCR

Exemplo de Banheiro residencial para PCR

Exemplo de Sanitário PCR

Exemplo de Sanitário PCR

Exemplos de sanitário coletivo para PMR e PO

Exemplos de sanitário coletivo para PMR e PO

Para as demais variações que a norma detalha é fundamental consultar a íntegra da mesma. Para os projetos não-residenciais/locais de reunião, consultar também o percentual de sanitários necessários ao atendimento pleno da norma.

A acessibilidade deve incluir todos os casos abordados na norma (diferentes tipos de necessidades e mobilidades)

Observação importante: estas informações são direcionadas a projetos acadêmicos – para projetos “da vida real” é indispensável a contratação de um Arquiteto para a verificação das necessidades de seu projeto e adequações a legislação de sua municipalidade.

 

Lavabos residenciais – medidas mínimas

Dando sequência ao post anterior sobre as medidas mínimas para banheiros residenciais, de acordo com o Código de Obras e Edificações no Município de São Paulo (COE), vamos apresentar algumas possibilidades de soluções para lavabos.

Assim como os banheiros, os lavabos precisam obedecer as medidas mínimas do COE – a diferença é não possuir a área de chuveiro. Desta forma, a mesma lógica de separar faixas de 80cm funciona muito bem – mantendo-se o círculo com diâmetro de 80cm inscrito no piso do ambiente.

A sua ventilação também pode ser por intermédio de ventilação forçada/ventokit ou ventilação direta, assim como no caso dos banheiros.

No desenho abaixo exemplificamos três soluções que atendem ao Código de Obras do Município de São Paulo. O pé-direito (distância do piso acabado ao forro) deve ter, no mínimo, 2,30m.

Alguns exemplos de soluções de lavabos

Alguns exemplos de soluções de lavabos

Observe que, nesse caso, estamos falando de medidas acabadas – para as medidas em osso, acrescentamos a espessura do revestimento (no caso, considerei 1,5cm de revestimento cerâmico em cada parede).

No Desenho 1, o lavabo apresenta medidas de conforto adequadas.

Desenho 1

Desenho 1

O Desenho 2 apresenta uma solução mais estreita, para isso tirando partido de uma cuba de semi-encaixe para o lavatório.

Desenho 2

Desenho 2

O Desenho 3 apresenta uma solução possível para aproveitamento de espaços residuais – como espaços sob escadas em edificações unifamiliares ou apartamentos duplex.

Desenho 3

Desenho 3

Assim como nos banheiros, devemos considerar um shaft para instalações hidráulicas – sua posição e tamanho variam de projeto para projeto, mas devem ser suficientes para as instalações hidráulicas e esgoto poderem passar com uma folga mínima. Seu fechamento geralmente é feito em drywall (por isso a representação diferente das alvenarias comuns) e sua profundidade é de cerca de 15-20cm (depende das necessidades do projetista de instalações).

Os exemplos não esgotam as possibilidades – cada caso é um caso – mas são soluções que podem servir de parâmetro para outras opções.

Na próxima postagem falaremos de banheiros que atendam a NBR 9050 para residências e locais de reunião (sanitários coletivos).

Observação importante: estas informações são direcionadas a projetos acadêmicos – para projetos “da vida real” é indispensável a contratação de um Arquiteto para a verificação das necessidades de seu projeto e adequações a legislação de sua municipalidade.

 

Banheiros residenciais – medidas mínimas

Projetar depende de uma série de fatores técnicos: Arquitetos devem seguir os Códigos de Obras de sua municipalidade, NBR’s, Leis, etc. Um simples banheiro reúne uma série de questões a serem observadas.

Aqui no Município de São Paulo, por exemplo, o Código de Obras exige que os banheiros residenciais permitam a inscrição de um círculo com 80 cm de diâmetro em seu piso – sem interferir com as peças fixas, como lavatórios e bacias sanitárias. A sua ventilação pode ser por intermédio de ventilação forçada/ventokit ou ventilação direta.

É importante observar medidas mínimas que possibilitem o conforto ao usuário. No desenho abaixo exemplificamos uma solução que atende ao Código de Obras do Município de São Paulo. O pé-direito (distância do piso acabado ao forro) deve ter, no mínimo, 2,30m.

Dimensões mínimas para um banheiro residencial, atendendo ao Código de Obras do Município de São Paulo

Dimensões mínimas para um banheiro residencial, atendendo ao Código de Obras do Município de São Paulo

Imaginar 3 faixas de 80cm que atendam às três funções básicas de um banheiro facilita a resolução do projeto. Observe que, nesse caso, estamos falando de medidas acabadas – para as medidas em osso, acrescentamos a espessura do revestimento (no caso, considerei 1,5cm de revestimento cerâmico em cada parede).

Em geral, devemos considerar um shaft para instalações hidráulicas junto ao chuveiro – facilita a descida de prumadas e a manutenção. Seu fechamento geralmente é feito em drywall (por isso a representação diferente das alvenarias comuns) e sua profundidade é de cerca de 20cm (depende das necessidades do projetista de instalações).

Observação importante: estas informações são direcionadas a projetos acadêmicos – para projetos “da vida real” é indispensável a contratação de um Arquiteto para a verificação das necessidades de seu projeto e adequações a legislação de sua municipalidade.

 

Curso Presencial – Estratégias projetuais (Junho 2016)

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A primeira turma foi um sucesso! Por isso, vamos ter numa turma nos dias 04 e 11 de Junho.

Não perca a oportunidade de ter 2 aulas sobre Estratégias Projetuais com o Prof. Marcelo Sbarra – vagas limitadas! Valores no banner acima.

Público-alvo: Estudantes de Arquitetura, a partir do 5 semestre (especialmente pré-TFG), Profissionais formados em busca de atualização (Arquitetura e áreas afins)

Inscrições pelo email.

Conteúdo das Aulas

Aula 1

– Projetar é uma Arte? Considerações sobre o domínio da técnica e o ato de projetar.

– Legislação: itens fundamentais na escolha de um terreno e futuras decisões de projeto.

– A implantação da Edificação no lote: aspectos Volumétricos (Volumes de uma Edificação) a serem considerados: Faixa A, Espaço Livre I.

– Compartimentos de uma Edificação: dimensões mínimas e relação com Faixa A e Espaço I.

– O Uso da Edificação (“Tema”): cálculo da Lotação, número de Circulações Verticais necessárias, distância máxima a ser percorrida (relação com a NBR 9077 e IT-11).

Aula 2

– Etapas de Projeto (NBR 13532)

– Itens básicos a serem contemplados no Estudo Preliminar.

– Tipologias estruturais e suas potencialidades e relação direta com decisões projetuais.

– Escalas de Projeto e decisões projetuais.

– Setorização, Volumetria, piso-a-piso para os principais tipos de Temas.

– Como iniciar o projeto utilizando as informações coletadas (esquemas e croquis).

 

 

 

Curso Presencial – Estratégias projetuais – última semana para pagamento com desconto

Últimos dias para pagamento com desconto!

Curso Estratégias Projetuais com o Prof. Marcelo Sbarra – vagas limitadas! Informações no banner abaixo.

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Curso Presencial – Estratégias projetuais

Vai estar em São Paulo nos dias 07 e 14 de maio próximos?

Não perca a oportunidade de ter 2 aulas sobre Estratégias Projetuais com o Prof. Marcelo Sbarra – vagas limitadas! Informações no banner abaixo.

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Habitação Estudantil (TFG)

Autor: Julia Ribas.

Orientador: Marcelo Sbarra.

Membros da banca: Ana Paula Bento Lazzarini e Laura Amaral.

(Dezembro 2015)

Prancha 1

Prancha 1

Prancha 2

Prancha 2

Prancha 3

Prancha 3

Prancha 4

Prancha 4

Edifício Multifuncional – Barra Funda (TFG)

Autor: Natalia Rocha.

Orientador: Marcelo Sbarra.

Membros da banca: Ana Paula Bento Lazzarini e Laura Amaral.

(Dezembro 2015)

Prancha 1

Prancha 1

Prancha 2

Prancha 2

Prancha 3

Prancha 3

Prancha 4

Prancha 4

Cursos online com certificação

Em 2016 estaremos oferecendo cursos online, nas áreas de Arquitetura, Urbanismo e Paisagismo, englobando os conhecimentos técnicos das áreas, normas,  além de Representação gráfica aplicada aos mesmos.

O conteúdo será disponibilizado gratuitamente aos interessados.

Para ter direito a Certificado de participação, será cobrada uma taxa de confecção e envio do mesmo, podendo ser apresentado como atividade complementar, conforme normas de cada Instituição.

Os cursos serão desenvolvidos em parceria pelos Prof. Roberto Sakamoto e Prof. Marcelo Sbarra.

Aguardamos vocês!

 

 

Os números de 2015

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2015 deste blog.

Aqui está um resumo:

O Madison Square Garden, em Nova Iorque, senta 20.000 pessoas por concerto. Este blog foi visitado cerca de 68.000 vezes em 2015. Se fosse um concerto, eram precisos 3 eventos esgotados para sentar essas pessoas todas.

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Hotel Executivo – Barra Funda (TFG)

Autor: Rubia Cruz.

Orientador: Marcelo Sbarra.

Membros da banca: André Mazzer Constantino e Mariana Wilderom-Chagas.

(Dezembro 2015)

Prancha 1

Prancha 1

Prancha 2

Prancha 2

Prancha 3

Prancha 3

Prancha 4

Prancha 4

Cinema de Rua – República (TFG)

Autor: Polianna Wannele.

Orientador: Marcelo Sbarra.

Membros da banca: André Mazzer Constantino e Mariana Wilderom-Chagas.

(Dezembro 2015)

Prancha 1

Prancha 1

Prancha 2

Prancha 2

Prancha 3

Prancha 3

Prancha 4

Prancha 4

Faculdade de Arquitetura, Artes e Design (TFG)

Autor: Kelly Martins.

Orientador: Marcelo Sbarra.

Membros da banca: André Mazzer Constantino e Mariana Wilderom-Chagas.

(Dezembro 2015)

Prancha 1

Prancha 1

Prancha 2

Prancha 2

Prancha 3

Prancha 3

Prancha 4

Prancha 4

Centro Cultural e Esportivo (TFG)

Autor: Natan Cardoso.

Orientador: Marcelo Sbarra.

Membros da banca: André Mazzer Constantino e Mariana Wilderom-Chagas.

(Dezembro 2015)

Prancha  1

Prancha 1

Prancha  2

Prancha 2

Prancha  3

Prancha 3

Prancha  4

Prancha 4

Complexo Multifuncional (TFG)

Autor: Luis Jerimias.

Orientador: Marcelo Sbarra.

Membros da banca: André Mazzer Constantino e Mariana Wilderom-Chagas.

(Dezembro 2015)

Prancha 1

Prancha 1

Prancha 2

Prancha 2

Prancha 3

Prancha 3

Prancha 4

Prancha 4

Escola de Música Paulistana (TFG)

Autor: Helan Santos.

Orientador: Marcelo Sbarra.

Membros da banca: André Mazzer Constantino e Mariana Wilderom-Chagas.

(Dezembro 2015)

Prancha 1

Prancha 1

Prancha 2

Prancha 2

Prancha 3

Prancha 3

Prancha 4

Prancha 4

 

Escola FDE – Samira Tayná

Autor: Samira Tayná.

5º semestre – Arquitetura e Urbanismo.

Orientadores: Marcelo Sbarra e Mariana Wilderom-Chagas.

(Novembro 2015)

Implantação

Implantação

Térreo

Térreo

1o Pavimento

1o Pavimento

2o Pavimento

2o Pavimento

Cortes

Cortes

Fachadas

Escola FDE – Mirella Santos

Autor: Mirella Santos de Almeida.

5º semestre – Arquitetura e Urbanismo.

Orientadores: Marcelo Sbarra e Felipe Lima.

(Novembro 2015)

Implantação

Implantação

 

Térreo

Térreo

 

1o Pavimento

1o Pavimento

 

Cortes

Cortes

 

Fachadas

Fachadas

 

Fachadas

Fachadas

Quadras

Quadras

Linhas tracejadas no Cad

O desenho é a ferramenta mais básica para qualquer Arquiteto. Dominar a representação gráfica, seus significados, é essencial para o estudante e o profissional.

Um exemplo bastante simples: em uma planta baixa, um polígono com um X, desenhado com linha contínua pode estar representando um furo/vazio/abertura no piso. O mesmo polígono e X se estiverem desenhados com linha tracejada representam que este furo/vazio/abertura está no teto deste pavimento.

linha contínua x linha tracejada

linha contínua x linha tracejada

Para os iniciantes no desenho em plataformas digitais – como o Cad – há ainda algumas configurações que precisam ser feitas no programa para que a linha tracejada saia de fato tracejada na impressão/plotagem. Configurando os valores de LTSCALE para 1 (um) e PSLTSCALE para 0 (zero), a linha sairá na plotagem da maneira como se vê na tela (ela fica na mesma escala seja no model space seja no paper space)

O passo seguinte é configurar o tipo de linha (para tracejados, geralmente o Hidden) e a escala da linha (linetype scale). No exemplo abaixo, na escala 1:125, utilizei linetype scale = 5 para a projeção do pavimento superior e linetype scale = 1 para os degraus da escada em projeção. Quanto maior o valor, mais espaçado fica o tracejado – é na “tentativa-e-erro” que se ajustam estes valores para cada escala de desenho. Observem que tanto no model quanto no paper a escala das linhas tracejadas fica igual.

Desenho no model space

Desenho no model space

Desenho no paper space

Desenho no paper space

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Educação em Arquitetura, Urbanismo, Paisagismo, Design e Desenho Universal

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